E AGORA, PSDB?

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O ex-governador Albano Franco (PSDB) lidera um partido cobiçado pelos dois blocos que disputam o Governo do Estado. Tanto liderado pelo governador João Alves Filho (PFL), quanto por Marcelo Déda (PT). Entretanto existem obstáculos que se aprofundam a cada declaração de segmentos importantes das duas partes. A oposição tenta atrair o PSDB para fechar coligação, mas há declarada resistências de tendências petistas e até uma certa precaução dos partidos que apóiam o prefeito, em relação a cargos majoritários. O governo e partidos que o integram acham importante a participação do tucanato na disputa pela reeleição de João Alves Filho, mas uma ala liderada pela senadora Maria do Carmo Alves (PFL) não vê sentido nessa composição. Esse quadro irrita o ninho em que acomoda tucanos que também se dividem em relação a essas composições. O pessoal acha que Albano Franco tem condições de levar o partido a participar do próximo pleito com candidatos majoritários e proporcionais, aliando-se a pequenos partidos e formando mais uma opção para o eleitorado.

Na reunião que o PSDB realizou sexta-feira passada as soluções não foram pacíficas. Embora o ex-governador procurasse tranqüilizar o seu pessoal, havia uma clara inquietação do tucanato, para que as coisas fossem resolvidas imediatamente e se tomasse uma posição definitiva, até para valorizar o volume de votos que o partido detém na capital e interior. Ficou para o ex-governador mostrar o rumo que o PSDB deve seguir. Qual ele escolher – lógico – todos vão seguir sem grande discussão. O empresário Ricardo Franco foi quem se mostrou mais exaltado. Se fosse dele a última palavra, hoje o seu partido já estaria apoiando a candidatura do prefeito Marcelo Déda. A maioria considerou precipitado e Albano Franco vai analisar todas as propostas postas à mesa. E tem todos os gostos. Um grupo tucano acha que não dá para ficar è espera da boa vontade dos candidatos, porque considera que o PSDB é o partido de indiscutível potencial eleitoral, com vereadores, deputados estaduais e federais, prefeitos, além de ser a legenda que terá candidato a presidente da República em condições reais de retornar ao Planalto, mas tem quem prefira compor com Déda ou com João.

Domingo passado, no assentamento Quissamã, as tendências Movimento PT e Articulação na Base fizeram um encontro para discutir a sucessão estadual. Vieram representantes de vários município e membros da direção nacional. Lá apareceu o presidente regional do PT, Márcio Macedo. Apesar do prefeito Marcelo Déda ter o apoio das duas tendências para o governo do estado, lá não pode comparecer. Márcio Macedo elogiou o desprendimento do ex-presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, de abrir mão da sua candidatura ao Senado, para oferecê-la ao ex-governador Albano Franco e fechar uma composição com o PSDB. Mas quem disse que isso agradou ao pessoal que integra a base petista e defende alianças mais autênticas? A Articulação na Base tem candidato a deputado federal – Severino Bispo – e ao Senado – Helio Argolo. O grupo está discutindo isso com a militância e fará novas reuniões. Uma coisa está decidida: não vota em Albano Franco para o Senado. Soma-se à mesma posição declarada por Frederico Romão e pelo deputado Francisco Gualberto. É um problema que cabe a Marcelo Déda discutir com as tendências do partido, porque agora não está em jogo um nome da militância que se põe em discussão e depois de aprovado todos apóiam e vão às ruas defender. Hoje a questão é o nome de um membro do partido que é o principal adversário de Lula: “se isso não faz diferença para Déda, é um complicador para nós”, disse, ontem, por telefone, um deles.

O PSDB não é uma legenda que se possa rejeitar e muito menos que se permita rifar. “É agora ou agora”, como disse Ricardo Franco, que já topa ser o vice de Déda, desde que o pai, Albano Franco, seja candidato ao Senado. Bom! Aí já atingiu outros membros do bloco de oposição que não se conformam em apoiar uma chapa fechada do PT e PSDB. É jogo de “cachorro grande e o bom gato não mia”, é o que pensa um membro forte do bloco que apóia o prefeito.

ENCONTRO

O governador João Alves Filho teve uma reunião, ontem à noite, com todos os secretários que serão candidatos nas eleições de outubro.

Estiveram lá Nicodemos Falcão, Lindemberg Lucena, André Moura, José Everaldo, Pedrinho Valadares e Mendonça Prado.

 

ATENDE

A reunião atende a um pedido dos parlamentares do bloco de apoio ao governo, que se sentiam prejudicados com a ação de alguns secretários que pretendem disputar mandato.

A surpresa das candidaturas, embora tenha sido publicado nesta coluna, foi a de Lindemberg Lucena, surgida de repente entre o grupo que estava se preparando para a disputa.

AFASTAMENTO

Todos os auxiliares do governo que serão candidatos a algum mandato proporcional ou majoritário nas eleições desse ano, vão deixar o governo já.

É possível que ainda este semana já se assista as primeiras mudanças, porque há queixa de que esses auxiliares levam vantagem com os seus cargos.

ORIENTAÇÃO

Além disso, segundo informação de um parlamentar do grupo governista, há uma orientação do marketing para antecipação da desincompatibilização.

A orientação é que os auxiliares entendam que têm que trabalhar para o Governo e evitem fazer qualquer tipo de ação que demonstre campanha eleitoral pessoal.

ANÁLISE

A análise é de um membro forte da oposição: “o perfil do eleitor de Albano Franco (PSDB) é o mesmo de quem vota em João Alves Filho (PFL)”.

Aconselhou: “seria melhor para ele tentar uma composição com o governador porque pode ter problemas”. Adiantou: “setores do PT não vão votar em Albano para o Senado”.

POSIÇÃO

Já o empresário Ricardo Franco (PSDB), filho de Albano, pensa diferente. Defende Déda para governador, Heleno Silva para vice e seu pai para o Senado.

Antes Ricardo pensava no PFL em razão da questão nacional, hoje acha que o PSDB não pode ficar a reboque do humor de segmentos do partido do governo no estado.

VERTICALIZAÇÃO

Mesmo se aprovada em segundo turno, a queda da verticalização ainda vai depender de uma ação que a OAB pretende entrar junto ao STF.

A OAB entende que qualquer mudança a ser feita para eleições tem que respeitar o prazo de um ano previsto por lei.

 

QUISSAMÃ

Domingo pela manhã, no assentamento Quissamã, o Movimento PT e Articulação na Base se reuniram e confirmaram o nome de Severino Bispo como candidato a deputado federal.

As duas tendências petistas também defenderam candidatura próprio para o Senado e a Articulação na Base tem o nome do radialista Hélio Argolo para indicar como candidato.

 

FONTES

O deputado João Fontes (PDT) participou domingo, na Câmara de reunião para discutir a criação da Frente em Defesa do Patrimônio Público e pela Revisão dos Processos de Privatização.

O encontro foi em defesa da anulação do leilão da Companhia do Vale do Rio Doce e a revisão das privatizações ocorridas durante o Governo FHC.

 

ALBANO

A informação é segura: todos os segmentos políticos do estado, inclusive as lideranças, avaliam que o ex-governador Albano Franco (PSDB) teme uma disputa acirrada ao Senado.

É dentro dessa visão, que a maioria admite que o ex-governador vai aceitar ser candidato a deputado e indicar o vice-governador de um ou outro candidato.

 

MARTELO

Um membro influente da oposição disse que não foi avisado oficialmente da conversa de José Eduardo Dutra e Albano Franco sobre uma composição: “é um problemas deles”.

Na hora que for conversar e quando chegar a hora de bater o martelo vai ser preciso consultar sobre o que foi tratado pela cúpula do PT: “cabe aos partidos aliados aceitar ou não”.

 

CONSELHO

A mesma fonte aconselha o prefeito Marcelo Déda a conversar imediatamente com as tendências do seu partido, para que discuta posições e chegue ao consenso.

Como há unidade em torno da candidatura de Marcelo Déda ao governo, é preciso que se defina a quem caberá as demais posições majoritárias.

 

BENEDITO

O presidente regional do PMDB, Benedito Figueiredo, já está preparando a visita que o governador Germano Rigoto (RS) fará a Sergipe.

Rigoto é o pré-candidato a governador pelo PMDB e iniciou visitas aos diretórios regionais dos estados, em campanha para a prévia que o seu partido realiza dia 19 de março.

 

Notas

 

CAMPANHAS-1

O Plenário pode votar nesta semana a redução dos custos das campanhas eleitorais. O parecer preliminar do deputado Moreira Franco (PMDB-RJ) começou a ser discutido na semana passada, mas não houve acordo. O assunto volta a ser discutido em reunião de líderes, hoje, incluindo as prioridades de votação desta semana.
O texto sugerido pelo deputado Moreira Franco faz várias alterações na proposta original, do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC). O objetivo das mudanças é para que a nova lei já passe a vigorar nas eleições deste ano.

 

CAMPANHAS-2

Foram retirados do projeto, por exemplo, os dispositivos que alteravam a duração da propaganda eleitoral e o formato do horário eleitoral gratuito. Moreira Franco manteve a proibição de showmícios e de distribuição de brindes. A falta de acordo foi provocada pelas restrições à propaganda eleitoral previstas no projeto.

“Determinadas propagandas são indispensáveis. Há municípios, por exemplo, que recebem programa de televisão de outros estados. Portanto, o carro de som é um instrumento de propaganda importante”, diz Moreira.

 

VERTICALIZAÇÃO

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento da consulta em torno da possibilidade de os partidos políticos se coligarem livremente nas eleições estaduais, independentemente das alianças partidárias no plano nacional com vistas às eleições presidenciais. A consulta foi feita pelo PSL há três meses.

Depois de proferido o voto do ministro relator, Marco Aurélio, que se declarou contrário à regra da verticalização, utilizada nas eleições gerais de 2002, o ministro Caputo Bastos pediu vista do processo para examinar detalhadamente a matéria.

É fogo

O ex-presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, abriu mão para valer de sua candidatura ao Senado, para tentar atrair o ex-governador Albano Franco (PSDB).

A partir de agora o senador Albano Franco vai começar a conversar com lideranças do partido para ver qual o rumo a tomar.

A deputada estadual Angélica Guimarães (PSC) trabalha bem o apoio da prefeita de Itaporanga D`ajuda, Gracinha Garcez.

O médico Eduardo Amorim (PSC) tudo indica que iniciou o trabalho para a disputa eleitoral. Tem participado de procissões e visitado lideranças do interior.

O professor Adelmo Macedo está mesmo disposto a disputar a Presidência da República, defendendo a legenda do Partido dos Aposentados da Nação.

O PT volta a se animar com a candidatura do presidente Lula à reeleição. Última pesquisa do Datafolha mostra um crescimento na popularidade de Lula.

Daniel Fortes espera fazer um bom acordo com algum candidato a deputado federal. Por isso Daniel anuncia que vai disputar uma vaga na Câmara Federal.

O senador José Almeida Limam (PMDB), com a possível candidatura de Germano Rigoto a presidente, melhora na condição de candidato a governador.

O deputado Jorge Alberto (PMDB) visitou ontem as obras que estão sendo realizadas na BR-101, entre o trevo de acesso a Aracaju até a entrada para Itabaiana.

O prefeito Marcelo Déda viaja esta semana a Brasília para um encontro de prefeitos com o presidente Lula.

Os preparativos para o carnaval de Pirambu estão avançados e esse ano terão algumas atrações. Será um dos melhores dos últimos anos.

O STJ decidiu suspender todos os processo que envolvem o INSS devido ao incêndio que destruiu boa parte do prédio em Brasília.


brayner@infonet.com.br

 

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