Efeito “sapo barbudo”, uma eleição atípica

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Uma pergunta deve está passando nas cabeças “pensantes” dos opositores do PT e do presidente Lula a esta altura da luta eleitoral. O que tem levado a ampla maioria dos brasileiros a garantir (as pesquisa é que dizem isso) a reeleição de Lula ainda no primeiro turno? Sim, será que não adiantaram todas as CPIs, denúncias de mensalão, de troca de favores por propinas, sanguessugas etc….? Será que o Brizola tinha razão, o Lula é mesmo um sapo Barbudo? Enfim, o que se passa na cabeça dos milhões de brasileiros e brasileiras que apesar de toda bateria de criticas, denúncias, acusações e acusações contra o PT e o presidente Lula, ainda continuam apoiando seu governo e mais que isso uma vitória no primeiro turno?

 

Qual o efeito desta “onda crescente” da candidatura Lula nos Estados dominados pelas forças de oposição? Em especial nos estados comandados pelo PFL, partido que mais tem alterado o tom contra o governo Lula? O velho cacique ACM deu o primeiro sinal da fragilidade de seu PFL. Cobrou do presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, “elevação do tom critico a Lula”. Temendo uma eleição plebiscitária os conservadores brasileiros já tentam passar para a opinião pública a falsa idéia de que Lula está se preparando para “instalar uma ditadura no Brasil”.  

 

Mas, num detalhe os líderes políticos conservadores perderam a razão. O efeito Lula foi provocado pela total ausência de habilidade de seus principais líderes. Eles criaram um clima de aparente instabilidade política, instalaram CPIs com objetivo político eleitoral, ocuparam os horários políticos batendo impiedosamente no Governo e no PT. Esqueceram de alguns detalhes importantes: os números da economia e a distribuição de renda através da política social desde o princípio sempre foram favoráveis ao governo federal. Também esqueceram de apresentar provas irrefutáveis de corrupção envolvendo o presidente Lula. Esqueceram ainda que por tradição o povo brasileiro é piedoso, não gosta de ver nenhuma de suas lideranças sendo impiedosamente massacrada e o que é pior, sem a apresentação de provas irrefutáveis.

 

Ai entra a filosofia brizolista do “Sapo Barbudo”. Para quem quando criança brincava (que maldade) chutando sapos nas ruas, sabe que quanto mais se bate no “bicho” mais o “bicho” incha. Esse tem sido um dos efeitos do crescimento da reeleição de Lula e o que é mais temerário, em especial, para os pefelistas, é que esse “efeito inchaço” poderá afetar em cheio seus principais redutos eleitorais aqui na região Nordeste. Em Pernambuco o candidato do PFL ao governo, Mendonça Filho, apresenta abertamente imagens do presidente Lula em seu horário eleitoral enquanto esconde o apoio ao tucano Geraldo Alckmin; na Bahia, o governador Paulo Souto, tem feito o máximo para vincular sua reeleição ao nome de Lula. Tanto em Pernambuco quanto na Bahia, segundo o IBOPE, os candidatos pefelistas lideram as pesquisas eleitorais.

 

Mas, em Sergipe, o governador João Alves, segue caminho oposto. Continua batendo forte no presidente Lula e levando Geraldo Alckmin para seus palanques. Para não entrar na disputa dos institutos de pesquisas locais, é bom frisar que o IBOPE aponta uma dianteira considerável do candidato do PT, Marcelo Deda, sobre o candidato do PFL, João Alves. E qual será o efeito dessa luta titânica entre Deda e João após a visita de Lula ao Estado de Sergipe, prevista para setembro?

 

Ou seja, o efeito “Sapo barbudo” pode fazer a diferença nestas eleições, sendo este um dos detalhes que a diferencia das outras.

 

josearaujo@infonet.com.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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