Ensaio discursivo sobre o fim dos dias

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A estrutura mundial de relacionamento com o outro está estremecida. É perceptível a falta de tolerância, para não citar o já “quase esquecido” amor. Percebo um afastamento entre as pessoas que em nome de suas próprias convicções cometem crimes banalizando as causas.

 

A humanidade se choca diante de questões envolvendo violência, desastres naturais, epidemias. São nestes pontos que acontece uma inversão do que sentimos, onde a modernidade e toda a tecnologia se unem para impor sobre os homens a necessidade de nortear suas vidas em direções estabelecidas. Somos programados facilmente para escolher o que é padrão.

 

A religião (qualquer que seja), se mostra como uma espécie de rédea social, onde o homem encontra uma margem para sua vida, a partir de preceitos que ditam o comportamento. Na história de todos os povos, a religião esteve presente, mas utilizada com afinco apenas em situações de desespero. Vejo pessoas pregando justificativas para os males da atualidade em nome dos pecados cometidos por todos nós. Mas será assim mesmo? O amor ao próximo seria então a base de toda a felicidade da humanidade? Isso cansa um pouco!

 

Assisto diariamente cenas da vida real, onde o massacre e a falta de tolerância se tornaram prática natural. Quando sou obrigado a encarar histórias não-ficcionais, como o caso de uma criança que foi jogada do sexto andar (onde o pai e a madrasta são suspeitos de cometerem o crime), ou imagens do idoso, que aliciava menores de 18 anos em sua casa(para promover orgias sexuais, em troca de trocados e presente), é que encontro a realidade dos dias de hoje. O caos [tratado anteriormente] se torna algo certeiro e acima de tudo natural.

 

Viramos monstros de nós mesmos e balançamos a cabeça aceitando o que antes era absurdo. Valores morais são dispostos numa mesa suja e ditados por quem não sabem a diferença entre o bem e o mal. De acordo com a Bíblia, sentimentos como a orgulho, teimosia e ira são apontados como mediadores do mal e servem para desviar os homens da virtuosidade. 

 

Para justificar a procura desesperada por felicidade nos confrontamos com o mundo vil. A busca pela vida pode dar em morte. Queremos preencher um vazio infinito comprando, vivendo em perigo e isso virou algo natural, não importa o que digam, vejo um futuro estranhamente caótico para sobreviver.

 

A morte possui um significado mais amplo, no sentido que só pensando sobre ela, é que poderemos almejar a paz. Morrer, para o catolicismo, funciona como a prova de uma conta matemática. É quando são colocados os pontos negativos e positivos em questão, direcionando à direita ou à esquerda de Deus, àqueles que serão escolhidos para adentrar no “Reino dos Céus”. Mas será que tudo é tão simples assim quando morremos? Quem descobrir me diga, por favor!

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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