EU E ZENÓBIA NA PRAIA DE NUDISMO

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EU E ZENÓBIA NA PRAIA DE NUDISMO 

 

Lisboa, 29 de outubro de 2004

 

Caros amigos de Sergipe:

 

Estou com as vergonhas à mostra! Para meu desespero a outrora grande verga está totalmente encolhida (talvez por timidez) ao contrário da nadegueira que teima em balançar ao sabor dos ventos.  A sorte é que aqui na praia onde estamos, ninguém liga pra essas coisas. Tanto que Zenóbia já está sem vestes há mais de duas horas e até agora não foi presa por atentado à estética.

Estamos numa praia nudista na grande Lisboa, onde homens, mulheres e abichanados peladões se divertem exibindo as suas partes pudentas aos quatro ventos e à vista de todos. É uma loucura.

Ao chegarmos fomos recepcionados por uma pequerrucha figura que a todos assustou, justamente pelo tamanho dos seus despojados documentos. O gajo era praticamente um anão, mas portava uma ferramenta descomunal. Nunca fui tão humilhado em toda a minha vida.

Pra piorar a situação, assim que tiramos as nossas vestes,  Zenóbia sentiu uma enorme vontade de dar de ventre. Vê se isso são horas de pensar em produzir excrementos balneários? Talvez tenha sido o nervosismo do seu momento Eva.

Lá fomos nós procurar um banheiro à guisa de saciar a momentânea explosão zenobiana. Como estávamos distante do restaurante naturista, não houve outro jeito. Minha patroa sexagenária foi obrigada a satisfazer as suas necessidades em pleno Oceano Atlântico. Isso sim que é comunhão com a natureza.

Enquanto os cavalos marinhos e estrelas do mar lançavam protestos, Zenobia lançava bolotas que submergiam tal qual portentosas bóias a desafiar as correntes marítimas. Foi o desabafo existencial de um buzanfã fatigado.

Pensando que se tratavam de ouriços do mar, alguns garotos naturistas e peladinhos, se aproximaram da minha já exaurida patroa, querendo levar alguns exemplares para casa. Tomei a iniciativa de conter-lhe os ânimos.

-Calma pequerruchos, esta praia cá está contaminada. Disse-lhes barrando

a passagem.

-Por isso mesmo. Queremos é desencalhar a baleia! Respondeu-me um dos neófitos ecologistas, com seu pequeno penduricalho desavergonhado à mostra.

        

A propósito, contrariando completamente a natureza, aqui é terminantemente proibido ficar sexualmente excitado . O que na prática quer dizer que se a Sheron Stone ou a Anjoline Joulie passarem à sua frente do jeitinho que Deus as colocou no mundo, o caro amigo será praticamente obrigado a virar o rosto, tal qual um paneleiro, voltando naturalmente o seu pensamento para os maravilhosos afrescos da Capela Sistina ou os terríveis efeitos da bactéria Salmonela, por exemplo.

Se cair na besteira de admirar as curvas das referidas fêmeas, o amigo corre o risco de ter o animado bimbo, golpeado pelas portentosas varas de marmelo dos seguranças, que estão sempre atentos às bilolas mais salientes. Se reincidir no crime de passar da meia bomba, ainda pode ser defenestrado da praia, tal qual um Adão expulso do paraíso.   

Ontem aconteceu outro fato desagradável. Andando por uma trilha na mata nos fundos do hotel, achamos de sentar numa pedra para descansar. Não percebemos que a tal pedra na verdade era uma tremenda casa de abelhas africanas que nos pôs a correr léguas, esbaforidos e com as vergonhas balançando. Um vexame.

Por isso no momento, escrevo em decúbito dorsal e com a região glútea completamente tomada por ferroadas descomunais. Só tem uma vantagem: Se a Sheron Stone passar na minha frente, posso esconder minha animação fácil fácil.

 

Até semana que vem.

 

Um abraço do

 

Apolônio Lisboa.

 

 

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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