Fonte da Deso pode secar

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Alguém tem idéia de como o futuro governador receberá a Empresa de Saneamento de Sergipe, a Deso? O certo é que nos últimos meses foram feitos empréstimos na ordem de R$ 50 milhões para acelerar algumas obras, como a do programa “Água em toda Casa”.  A Deso tem uma série de contratos que merecem uma averiguação rigorosa, desde a contratação de serviços como a locação de dezenas de veículos até a contratação de obras. Várias delas inclusive não estão sendo fiscalizadas pelos próprios engenheiros da empresa por determinação da diretoria.

Uma decisão recente da diretoria da Deso suspendeu os serviços de atendimento aos novos pedidos de ligações de água. Isso mesmo. Uma medida injustificável do ponto de vista administrativo e criminoso do ponto de vista social. Todo o custo da ligação é arcado pelo usuário, e cada nova ligação representa nova fonte de receita para própria empresa.  Aliado a isso os funcionários que trabalham nesta área vem reclamando até mesmo de falta de material.Outra ação grave. No período da campanha a Deso realizou uma série de obras de ampliações de redes, sub-adutoras sem atender critérios técnicos. Isso pode ser constatado por qualquer leigo, imagine por técnicos se fosse feita uma auditoria rigorosa. O pior de tudo é que essa série de obras foram para abastecer propriedades e atender interesses eleitorais.

 A conseqüência de tudo isso é que atualmente várias comunidades já sofrem os reflexos dessas medidas: Falta d’água. Em Aracaju, vários bairros já não recebem água diariamente. Desde bairros da Zona Norte até a Zona Sul, como no caso da Atalaia.  Com o verão este problema tende a se agravar mais ainda. Alguém sabe como está a vazão do rio Poxim?

 No interior são vários povoados com falta de água. Um exemplo, em Nossa Senhora da Glória, tem locais que estão a mais de 15 dias sem água. Até o promotor da Comarca teve que intimar os representantes da Deso para resolver o problema em 48 horas. A Deso chegou a firmar no início deste ano no Ministério Público Estadual, um Termo de Compromisso, garantindo solucionar o problema das comunidades desabastecidas. Ao que parece a direção da empresa não levou a sério o compromisso assumido, enquanto isso a população continua prejudicada. Sem falar em religações de contas de água que foram feitas no período eleitoral, mesmo as pessoas não tendo honrado seus compromissos. No sertão são dezenas de casos. Quem paga o prejuízo?

 O certo é que o Sindisan vem fazendo a parte dele denunciando as irregularidades, esta coluna também vem denunciando uma série de irregularidades há vários meses. Mas cadê os órgãos responsáveis pela fiscalização? Por quê não fazem uma apuração rigorosa nos contratos suspeitos? É preciso abrir a caixa preta da Deso antes que a fonte seque literalmente. Não apenas em nome dos servidores sérios e abnegados daquela empresa, mas em nome da população sergipana.

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Mudar o nome da ponte é pequenez política I

Algumas pessoas estão estimulando o futuro governador a mudar o nome da ponte Aracaju/Barra, de construtor João Alves para Zé Peixe. Seria uma medida pequena e uma retaliação que sempre foi combatida não só por Deda, mas por todos da oposição. Quem não se lembra quando João Alves assumiu o governo e mudou o nome do ginásio localizado em Ribeiropolis, com o nome de Bosco Costa? Além da mudança do nome chegaram a retirar as letras do local e jogaram na porta da casa da mãe de Bosco Costa.

 

Mudar o nome da ponte é pequenez política II

Aqueles que estimulam a Deda a mudar o nome da ponte atuam da mesma forma que João Alves e o pior, querem nivelar Deda aos atos do pefelista. O nome deve continuar construtor João Alves. Se cair no gosto da população a ponte será chamada Zé Peixe. Não precisa de imposição e retaliação. Aliás, para Zé Peixe deve ser erguido um monumento em frente à casa dele, onde diariamente quem passa no local pode vê-lo na balaustrada admirando o rio Sergipe, o seu verdadeiro lar. O compromisso que Deda assumiu na campanha de promover a mudança em Sergipe, não passa por atos mesquinhos iguais aos outros governantes. Não foi para isso que ele foi eleito.

 

Mordaça para a imprensa continua I

De um leitor através de e-mail: “A oposição e os órgãos de imprensa vociferaram uníssonos contra as artimanhas governamentais que segundo diziam e é possível que seja verdade, tinham o objetivo de manietar a liberdade de expressão dos jornalistas e radialistas brasileiros. Aplausos para os defensores da Democracia. Passados poucos meses, os órgãos de imprensa capitaneados pelos políticos ligados ao PSDB e ao PFL, demitiram Gilmar Carvalho e tramam a demissão de Fábio Henrique. O primeiro, a pedidos do Governador João Alves, diretamente a Alckmin, segundo noticiou Ivan Valença; o segundo, ainda não se sabe, mas ambos em conseqüência dos seus posicionamentos políticos nas eleições estaduais”.

 

Mordaça para a imprensa continua II

Prossegue  o leitor: “Pode-se discordar de tudo em relação a Gilmar Carvalho, mas é inegável que o rádio-jornalismo em Sergipe o tem como um divisor de águas na sua história. Acrescente-se a isto os seus índices de audiência, tanto dele quanto do outro radialista/vereador, e se chegará à conclusão que o irracional domina o rádio. Opta-se por reduzir audiência e por conseguinte perder receita, a ter que garantir a liberdade de expressão nos meios de comunicação de Sergipe. Estranho – ou nem tanto – o capitalismo sergipano: é preferível a perda de lucro, a dar espaço aos que divergem dos senhores da comunicação. O poder econômico prevalece sobre a Democracia. A constatação que se impõe é que não era bem a liberdade de expressão que defendiam os órgãos de imprensa naquele instante do passado recente, pois esse não é um valor verdadeiramente amado por eles. Lembro-me agora da CF de 1988, quando a Igreja bradava “que a comunicação não se esqueça jamais, de estar a serviço da verdade e da paz”. Os donos – católicos – das emissoras se esqueceram”.

 

Professores ficam sem computadores

A Secretaria de Estado da Educação suspendeu o programa de computadores para os professores. Já receberam computadores 4.200, mas faltam ainda 3.800 que estão cadastrados. A desculpa é que estão fazendo um “ajuste de contas”. Quem já viu isso para um programa que foi aprovado pela Assembléia Legislativa?. Na última terça-feira, na rádio Capital do Agreste o assessor Pedro Rocha tentou justificar, mas não convenceu a ninguém. O pior de tudo que tem pequenos empresários que compraram computadores com base nas listas de professores que foram cadastrados. E agora?

 

 Sindicalista lamenta descaso com professores do Sesc/Senac

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Profissionalizantes de Sergipe, Cleudides dos Santos, lamenta que desde maio os professores do sistema Sesc/Senac vêm lutando para fechar o acordo coletivo deste ano com um reajuste de 10% e a direção ao invés de negociar, tenta tirar algumas conquistas históricas. Enquanto não prioriza os professores, Cleudides denuncia que o filho do presidente da Fies, Eduardo Prado, o senhor Eduardo Prado Junior, tinha um contrato no Senac onde recebia R$ 3.680,44 mensalmente e só aparecia para bater papo e acessar a Internet. Dudu, como é conhecido o filho do presidente da Fies, agora vai receber cerca de R$ 15 mil de rescisão contratual.

 

Leitor faz cobrança a coluna

Um leitor bastante atento disse que está fazendo um levantamento de diversos processos abertos pelo Ministério Público desde o governo Albano Franco até os dias atuais sem solução. A maioria por improbidade administrativa. O leitor desafiou este jornalista a publicar todos eles e mostrar que os mesmos estão engavetados porque envolvem administradores e políticos que têm influencia em vários poderes. O jornalista jura que tem alguns deles que nem se lembrava e quando o leitor enviar todos, vai cobrar. Resta saber se vai encontrar os mesmos nas gavetas profundas do MP.

 

Dom Lessa faz campanha anti-Lula

Recentemente no último domingo, na igreja São Salvador, em missa transmitida para todo estado de Sergipe, através da Rádio Cultura, Dom Lessa começou a falar sobre o aborto. O interessante, que ao falar no aborto, tocou na proposta de emenda de Jandira Feghali, e que relacionou a não reeleição da mesma, em virtude da proposta apresentada. Se fosse só isso, tudo bem! Dando continuidade ao evangelho, Dom Lessa, começou a também relacionar a campanha presidencial, mais precisamente o 2º turno, onde um dos candidatos tem Jandira, como participante da coligação. Sabiamente, só não falou o nome de Lula, mas disse claramente  quais os partidos compunham a coligação! Duramente, condenou de forma sucinta a coligação, praticamente pedindo de forma indireta votos para Alckmin! E isso praticamente de forma acintosa, pois presentes estavam participando crianças e pais, em razão da comemoração dos 150 anos da igreja do São Salvador. Depois alguns católicos criticam os evangélicos, mas fazem o mesmo.

 

Prefeito quer pegar carona na eleição de Deda

Em Santa luzia do Itanhi, o prefeito Adauto Amor, tenta jogar para a platéia anunciando que vai votar em Lula no segundo turno. Lá, o ex-prefeito Paulo César Soutelo e o líder do MST, Zé Roberto, fizeram a campanha para Marcelo Deda. Vendo o desgaste político, o prefeito agora tenta pegar carona na eleição do petista.

 

Amase esclarece informações sobre promotor

Através de nota pública, o presidente da  Associação dos Magistrados de Sergipe, Francisco Alves Júnior,  esclareceu que segundo a Juíza Maria das Graças Diniz de Oliveira, não são verídicas as informações de que teria decretado a prisão do Promotor de Justiça Rogério Ferreira da Silva, tendo agido no estrito cumprimento do encargo de Diretora do Fórum da Comarca de Aquidabã.

 

 Frase do Dia

“Blablablá – Alguns institutos que venderam e divulgaram pesquisas eleitorais fajutas durante o primeiro turno das eleições em Sergipe até hoje tentam se justificar das mancadas cometidas. Estão percebendo que, na conta pela receita, acabarão ficando no prejuízo, porque a credibilidade – se é que ainda tinham – dessa vez foi direto para a vala comum onde se encontram os mentirosos e picaretas”. Nota da coluna Periscópio, do Jornal da Cidade, da última quarta-feira.

 

 

 

 

 

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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