Greves pipocam

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Diante da dificuldade anunciada pelo governo para atender as reivindicações salariais dos servidores, a Procuradoria Geral do Estado terá muito trabalho para tentar barrar na Justiça as greves que começam a pipocar no serviço público. Há dias, os delegados de Polícia fazem uma paralisação branca, os servidores do Detran permanecem parados, apesar de o movimento ter sido considerado ilegal. Ontem foi a vez de os funcionários do Ceac suspenderem o atendimento, e já na próxima segunda-feira os professores cruzarão os braços por tempo indeterminado, atitude que também será seguida pelo pessoal da Saúde. O governo tem tentado evitar esse efeito dominó, porém esbarra na falta de recursos e no risco de extrapolar o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, problemas que não sensibilizam os servidores, pois o Executivo sempre tratou a maioria deles a pão e água, concedendo ínfimos reajustes lineares e negando reivindicações antigas, como o plano de cargos e salários.

Invocados

Alguns deputados da base governista não escondem a insatisfação com o desprezo do governador Marcelo Déda (PT), que nunca os recebe em audiência para ouvir suas reivindicações. A maioria dos deputados evita externar a contrariedade com o petista, porém quase todos passaram a fazer ouvidos de mercador quando a oposição critica o governo nas sessões da Assembléia. À boca miúda, muitos dizem que não vão defender quem não os considera como aliados.

Norcon vendida

A construtora Norcon foi comprada pela gigante Rossi Residencial, que assume 70% da empresa sergipana. A compra envolve o pagamento de cerca de R$ 20 milhões, a assunção de R$ 200 milhões em dívidas, além da aquisição de até 80% em cinco projetos já lançados e parcialmente vendidos. Será criada uma nova companhia, batizada de Norcon Rossi, que terá seus resultados consolidados na Rossi, que também fica com toda a área financeira, de compras e controles. Nem precisa dizer que a notícia da venda da Norcon caiu como uma bomba no mercado empresarial sergipano.

É hoje

Todas as atenções estão voltadas hoje para a sessão do Pleno do Tribunal de Justiça de Sergipe. É que os desembargadores devem concluir a votação do processo que pede a anulação da aposentadoria de Flávio Conceição, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Os advogados alegam que ele foi aposentado ilegalmente pelo TCE, argumento que já conquistou três votos no Pleno do TJ. Há quem garanta que os desembargadores que ainda não votaram tendem, em sua maioria, a se posicionarem pela anulação do ato. Aguardemos, portanto!

Tempo quente

É tenso o clima na comunidade Quilombola de Brejão dos Negros, em Brejo Grande. Ontem, a deputada estadual Ana Lúcia (PT) e o secretário estadual de Direitos Humanos, Iran Barbosa, se reuniram com a cúpula da Segurança Pública. Segundo a parlamentar, a quilombola Silvania da Silva Santos foi espancada por um rapaz conhecido por ‘Mandioca’, que chamou a vítima de “ladrona de terras”. Os quilombolas denunciam que estão recebendo ameaças constantes, e cada vez mais violentas.

Não gostaram

Não chamem para a mesma reunião o deputado federal Almeida Lima (PMDB) e os procuradores Eduardo Botão Pelella e Ruy Nestor Bastos Mello. Estes dois últimos estão invocados com o peemedebista. Almeida disse que em Sergipe propaganda eleitoral é como se fosse uma atividade ilegal, a ponto de agentes do Ministério Público federal filmarem ostensivamente os políticos durante as panfletagens. “Isso é inibir o candidato”, reclamou Lima. Ontem, Pelella e Ruy saíram com nota oficial condenando as declarações do deputado e alegando que elas não os intimidam.

Explicando

O procurador geral do Município, Luiz Carlos Oliveira de Santana, enviou explicações à coluna sobre o grande volume de processos envolvendo a Prefeitura de Aracaju, fato que a coloca na 72ª posição entre os 100 maiores litigantes do Brasil. Ele explica que a municipalidade só pode deixar de litigar ou não recorrer nos casos previstos em Lei. Segundo ele, já foi enviado projeto à Câmara de Vereadores autorizando os procuradores a não contestar as ações ou recorrer das decisões, desde que o valor da causa não seja superior a R$ 20 mil.

Novos remédios

Cinco novos medicamentos passaram a integrar a lista daqueles encontrados nas unidades do Programa Farmácia Popular – losartana potássica (contra a hipertensão arterial), loratadina (antialérgico), fluoxetina (antidepressivo), clonazepan (ansiolítico) e alendronato de sódio (contra a osteoporose). Destes, apenas o losartana potássica será distribuído de forma gratuita. Os outros quatro terão desconto de 90%. A lista de remédios da Farmácia Popular que são distribuídos de graça é composta de 12 medicamentos que combatem a hipertensão e o diabetes.

Malha fina

A Receita Federal liberou hoje a consulta ao lote residual do Imposto de Renda Pessoa Física de 2007. O dinheiro estará disponível para saque na rede bancária a partir do dia 25. A restituição será corrigida em 42,46%, equivalente à variação da taxa Selic de maio de 2007 a maio deste ano. A relação dos contribuintes beneficiados estará disponível na página oficial da Receita na internet. A consulta também pode ser feita pelo telefone 146.

Do baú político

No livro ‘Sempre aos Domingos', do jornalista Marcos Cardoso, o ex-governador de Sergipe, Seixas Dória, conta que se recusou a fugir quando estava preso no Arquipélago de Fernando de Noronha. Ele era colega de cela do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes que, segundo o sergipano, “falava pouco, mas tinha opiniões muito sábias. Foi um homem singular, que gostava de rapadura e que queria que eu também comesse. Mas eu não gosto de rapadura”, diz Seixas. O ex-governador sergipano relatou para Marcos que “uma vez, Arraes propôs que nós fugíssemos. No nosso quarto havia um buraco coberto com uma tampa, que poderíamos retirar e escapar por ali. Eu fiquei receoso e ponderei: ‘Como vamos sair da ilha? O continente é distante e acontece que eu não sei nadar!’. Depois íamos dar razão para que nos matassem. Aí eu o convenci do contrário”, recorda Seixas Dória.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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