Mulher de fibra

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A voz embargada, porém firme, de Eliane Aquino expos a Sergipe uma mulher de fibra, forte o suficiente para contar um dos últimos desejos do governador Marcelo Déda: “Que o povo me veja”. Só quem não a conhece ficou surpreso com a coragem como ela esteve ao lado do esposo ajudando-o a enfrentar o câncer. A dilacerante dor da perda não a impediu de agradecer as orações de todos os sergipanos pela recuperação de Déda, de contar que, até os últimos instantes do governador, alimentou a esperança de trazê-lo vivo para continuar o governo, estar junto do povo. Ao lado do caixão, Eliane prometeu fazer o que for possível para preservar a memória do marido, ver tornarem-se realidade as obras concebidas por ele, e ajudar a colher nos rostos dos sergipanos os sorrisos que tanto o cativavam. Deus queira que assim seja!

Cremado

O corpo do governador Marcelo Déda foi cremado às 17h de ontem no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. Estiveram presentes apenas alguns familiares e lideranças políticas do PT baiano. A viúva Eliane Aquino acompanhou a cerimônia em silêncio. As cinzas do ilustre sergipano serão entregues à família amanhã.

Crematório

Sergipe terá um crematório até setembro do ano que vem. Segundo o empresário Marcelo Jaas, o empreendimento fica localizado em Itaporanga, próximo à ponte Joel Silveira, e foi batizado de Vila da Paz. Ele destaca que o governador Marcelo Déda, falecido segunda-feira e que teve o corpo cremado ontem em Salvador, foi o grande incentivador da implantação do crematório em Sergipe.

Capricho

Um exemplo dos caprichos do destino: acometido por uma crise de epilepsia, o radialista Gilmar Carvalho foi internado às pressas domingo à noite, ficando impedido de comandar na rede Ilha de Comunicação a cobertura do velório do governador Marcelo Déda. Só ontem, Gilmar recebeu alta médica.

Apressados

Todos, inclusive a oposição, querem agora homenagear a memória do governador Marcelo Déda (PT), que faleceu na última segunda-feira. Ontem, o senador Eduardo Amorim (PSC) apressou-se em sugerir que o Hospital do Câncer, ainda a ser construído em Sergipe, seja batizado com o nome do falecido líder petista. E olhe que foi justamente o senador Amorim quem mais acusou Déda de dificultar a construção do Hospital do Câncer para prejudicá-lo politicamente.

Luto oficial

A presidente Dilma Rousseff (PT) e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, publicaram ontem no Diário Oficial da União o decreto de luto oficial de três dias pelo falecimento do governador Marcelo Déda (PT). Na segunda-feira, o ministro Cardozo acompanhou Dilma a Aracaju, onde participaram da missa de corpo presente no Palácio-Museu Olímpio Campos.

Royalties

O pagamento de royalties do petróleo e gás natural em Sergipe ficou em R$ 14,6 milhões em novembro passado. Foi o segundo maior valor recebido este ano, apresentando alta de 12% em relação ao mesmo período de 2012. Carmópolis foi o município que recebeu a maior fatia dos royalties: R$ 3,36 milhões. Em seguida aparecem Japaratuba e Aracaju, que receberam R$ 3,2 milhões e R$ 3,0 milhões, respectivamente.

Dia de sorte

A Mega-Sena promete pagar hoje R$ 6,5 milhões para o apostador que acertar os seis números do concurso 1.553. Se um apostador levar o prêmio sozinho, poderá se aposentar com uma renda superior a R$ 33 mil por mês, apenas investindo o prêmio na poupança. Caso prefira, o ganhador poderá, com o valor integral do prêmio, adquirir 13 imóveis de R$ 500 mil cada, ou ainda 54 carros de luxo. A aposta mínima da Mega-Sena é de R$ 2. Uma ninharia, né?

Rádios

O aviso de habilitação para inscrição de entidades interessadas em veicular rádio comunitária foi publicado ontem no Diário Oficial da União. Serão contemplados com as novas emissoras 30 municípios de Sergipe e outros 11 estados. Os interessados terão 60 dias para se inscreverem e apresentar a documentação introdutória.

Do baú político

Os políticos – claro que existem exceções – sempre gostaram da putaria. Um bom exemplo disso é dado pelo jornalista Luiz Eduardo Costa, que publicou no Jornal do Dia o seguinte texto: “Ir ao cabaré, escrito assim mesmo sem o t final da palavra francesa, era hábito arraigado entre grande parte dos políticos sergipanos. Chegamos a ter um governador interino que ia aos redutos das chamadas ‘mulheres da vida fácil’ acompanhado de ajudantes de ordens da Polícia Militar, no veículo oficial, chapa preta, número um, que tinha sobre o para-lama dianteiro a bandeirinha de Sergipe tremulando. Houve até um senador que chegou a comparar o cabaré com o Céu. Muitos entendimentos e também muitas explosivas e até sangrentas desavenças entre políticos aconteceram em torno de uma mesa animada de movimentados cabarés. Ilustres integrantes do Poder Judiciário eram assíduos freqüentadores dos lupanares, digamos assim, de elite, e um deles, figura rotunda, exibia-se feliz tendo ao colo a mais cobiçada entre as damas da noite”.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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