Muy amigo

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Faltando 10 dias para as convenções partidárias, o governador Marcelo Déda (PT) envia hoje para a Assembleia um projeto que mais parece um presente de grego para seu candidato a prefeito de Aracaju. Ao decidir repassar apenas a inflação do período para os defasados salários do funcionalismo, e assim mesmo pagar o quase zero à esquerda em quatro parcelas, o petista praticamente propõe que os servidores votem contra o prefeiturável governista, seja ele quem for. Os prováveis candidatos do lado oposicionista estão soltando rojões de alegria, pois sabem que os servidores e seus familiares não apenas votarão contra, como trabalharão para esmagar nas urnas o nome indicado pelo muy amigo Marcelo Déda.

Rival do PV

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou ontem o pedido de registro do Partido Ecológico Nacional (PEN). A decisão criou a 30ª sigla brasileira. A nova sigla não poderá participar das eleições municipais deste ano porque a legislação eleitoral exige prazo mínimo de um ano para mudanças no cenário eleitoral. O PEN tentará suplantar o PV nas discussões em torno do meio ambiente.

Nada certo

O PP e o PSC ainda não definiram a candidatura do deputado Venâncio Fonseca a prefeito de Aracaju. A decisão deverá ocorrer até amanhã, em Brasília, onde os dois partidos avaliam as chances de fazer bonito no pleito. Por isso mesmo, os irmãos Amorim ainda mantém abertas as possibilidades de apoiarem João Alves Filho (DEM) ou Almeida Lima (PPS).

De olho no pleito

Os filiados do PSD em Sergipe se reúnem hoje em Aracaju para discutir sobre a legislação eleitoral e, naturalmente, as chances do partido no pleito de outubro deste ano. Organizado em 73 municípios sergipanos, o partido pretende lançar cerca de 20 candidatos a prefeitos. No estado, o PSD é apadrinhado pelo governador Marcelo Déda.

Quem diria?

Petistas históricos estão de cabelos em pé com o acordo político entre o PT e Paulo Maluf visando oxigenar a candidatura do petista Fernando Haddad a prefeito de São Paulo. Caso isso ocorresse num passado recente, a turma do PT diria logo que Lula havia perdido o juízo, ou que Maluf estava querendo roubar a cena.

Barco de Fogo

A abertura ontem à noite da programação artística do Espaço Cultural "Djenal Queiroz", na Assembleia Legislativa, contou com a efetiva participação do deputado estadual Gilson Andrade (PTC). O parlamentar trouxe de Estância vários eventos que retratam os festejos juninos do povo estanciano, a exemplo do Barco de Fogo e de grupos de Espadas, Cordelistas, Batucada e Pisa Pólvora. O público foi ao delírio com os dois barcos de fogo, que cruzaram iluminados a Praça Fausto Cardoso.

Inelegíveis

O número de pessoas que podem ficar inelegíveis nas eleições municipais de 2012 devido ao mau uso do dinheiro federal subiu 38,8% em relação a 2010. É o que aponta o documento com cerca de 6,8 mil nomes que foi entregue ontem à Justiça Eleitoral pelo Tribunal de Contas da União. A relação é formada por pessoas ligadas às três esferas da administração que tiveram contas rejeitadas pelo TCU nos últimos oito anos.

Ficha suja

Na relação de prováveis inelegíveis enviada à Justiça pelo TCU aparecem, entre outros, os políticos sergipanos Enoque Salvador, Clóvis Silveira, Geovani Bento, Jerônimo Reis, João Bosco Machado, Chico do Povo, José Raimundo Ribeiro, Sukita, Lila Fraga, Renato Brandão, e tantos outros. Será com base nesta relação que a Justiça Eleitoral decidirá quem é ou não ficha suja.

Velha Capi

Tramita na Assembleia projeto do Executivo devolvendo por um dia a condição de capital de Sergipe a São Cristóvão. Já aprovada pelas comissões temáticas, a propositura prevê que todo dia 8 de julho ‘São Cricri’, seja capital do estado. Taí uma boa homenagem que se faz à quarta cidade mais antiga do Brasil.

Do baú político

Em uma das últimas visitas que fez a Aracaju, o ‘cavaleiro da esperança’ Luiz Carlos Prestes espantou-se com a ignorância de um jornalista local. Foi na década de 80, logo após a legalização do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Após uma palestra para militantes e intelectuais sergipanos, Prestes foi convidado a degustar um caranguejo na Orla de Atalaia. Na concorrida mesa, bebia-se cerveja, apreciava-se tira-gostos diversos e discutia-se política, principalmente o futuro do ‘Partidão” depois de sua legalização. Nisso, um jornalista iniciante vira-se para o ‘cavaleiro da esperança’ e indaga: “Qual o jornal que o senhor trabalhava?”. Sem entender a pergunta, o líder maior do PCB questiona: “Como assim?”. Escuta o inusitado: “Em qual jornal o senhor publicava a coluna Prestes?”. O ‘foquinha’ ficou sem resposta.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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