O apartamento que parecia ser grande na hora da compra

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As aventuras de um consumidor no Brasil

 

O apartamento que parecia ser grande na hora da compra

 

O episódio de hoje conta a frustração de Consuminho quando ao receber o apartamento após três anos de espera, descobriu que os móveis existentes na unidade montada para exposição no dia do lançamento do empreendimento eram na verdade feitos sob medida, passando uma idéia enganosa sobre o real tamanho do imóvel.

 

A compra do primeiro imóvel é sempre um grande sonho e para Consuminho não foi diferente. Após ficar vislumbrado com a enorme campanha publicitária sobre o empreendimento imobiliário ‘Ilusão’, foi ao lançamento para ter uma idéia de espaço e reais características do imóvel. Ficou encantado ao ver o apartamento montado com todos os móveis e o que mais lhe chamou a atenção, foi a idéia de que sendo devidamente arrumado teria espaço para tudo. Não teve dúvidas, após muitas explicações do corretor, comprou o seu primeiro apartamento.

 

Ao receber o apartamento após três anos de espera, foi uma festa, não conseguia acreditar que, finalmente, conseguiu realizar o sonho da casa própria. Passou então a comprar os móveis, como sempre sonhou. Infelizmente, a alegria foi aos poucos perdendo espaço para o sentimento de frustração. A cama que comprou, não coube no quarto. O sofá e a mesa da sala ocuparam um espaço que ele não conseguia entender, pois, lembrava-se do apartamento que viu montado no dia do lançamento e lá tinha tudo e com ‘espaço e conforto’.

 

Consuminho entrou em contato com a loja onde comprou os móveis para confirmar se o tamanho deles correspondia aos que tinha comprado e sem se conter, comentou que não entendia porque no seu apartamento eles pareciam ser bem maiores. O gerente da loja, sem nada entender, foi pessoalmente verificar o que estava acontecendo e ao ver o apartamento de Consuminho, falou que para ter o espaço que esperava, teria que mandar fazer os móveis sob medida e que os móveis comprados eram no tamanho padrão, razão pela qual eles pareciam ser maiores no seu apartamento. Com tristeza, falou que Consuminho foi enganado quanto ao tamanho dos móveis do apartamento montado no dia do lançamento imobiliário.

 

Diante dos fatos, Consuminho foi até a imobiliária registrar a sua indignação. O corretor que lhe vendeu o imóvel, disse não conseguir entender a reação, já que antes da compra Consuminho viu um apartamento montado e, portanto, teve uma noção exata de espaço. Consuminho percebeu então que não se tratava de um engano por parte do corretor ou da imobiliária ou até mesmo do empreendimento, tratava-se na verdade de uma conduta que tinha como objetivo enganar as pessoas e ele Consuminho tinha sido apenas mais uma vítima e, nesse momento, experimentou além da frustração, o sentimento de impotência. Lembrou que pelo contrato assinado, passará pelo menos 20 anos pagando o imóvel dos seus ‘sonhos’. Inconformado, Resolveu consultar o Código de Defesa do Consumidor.

 

Consuminho descobriu que o Código de Defesa do Consumidor determina ao fornecedor que informe ao consumidor de forma transparente e objetiva sobre todas as características do produto, além de tipificar como crime a informação que induz a pessoa a erro na hora da compra.  Descobriu, também, que as partes devem agir com honestidade e que se o consumidor não for informado sobre todos os detalhes do produto, principalmente aqueles que influenciam diretamente na sua decisão, poderá livrar-se do compromisso.

 

Assim, Consuminho aprendeu que não se deve comprar um apartamento tomando-se por base apenas a mobília existente no apartamento exposto no momento da venda, pois, poderá ser surpreendido no momento em que for montar o imóvel.

 

Por fim, Consuminho denunciou a construtora, a imobiliária e corretor aos órgãos de defesa do consumidor, dentre eles a Delegacia de Defesa do Consumidor, e requereu na justiça o direito de livrar-se do compromisso, além de uma indenização por danos morais.

 

Faça você também como Consuminho. Caso venha a ser enganado em alguma compra, denuncie os infratores e exija os seus direitos.

 

        

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