O AQUECIMENTO GLOBAL JÁ ESTÁ AQUI

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O aquecimento global provocado por atividade humana está aqui – visível no ar, na água, nas geleiras que desaparecem – e ficará muito pior no futuro.

A temperatura média global subiu cerca de 0,7 graus centígrados entre 1901 e 2005. Os anos mais quentes já registrados foram 1998, 2005 e 2007.

Alguns estudos científicos mostram que as temperaturas atuais são mais altas em milhares de anos, especialmente nas últimas três décadas. Capas de gelo na Groenlândia vêm exibindo um derretimento acelerado nos últimos anos. E o nível dos oceanos se eleva.

O mês de janeiro deste ano foi o mais quente registrado em nível mundial desde 1880, com temperaturas quatro graus superiores à média, devido, segundo um estudo, ao aquecimento global e, possivelmente, ao fenômeno “El Nino”.

Apesar de ter sido seguido por gélidas temperaturas em fevereiro no hemisfério norte, o mês de janeiro bateu todos os recordes de calor no mundo, sobretudo nas latitudes mais setentrionais (ao norte), informaram vários cientistas americanos.

A Sibéria, o Canadá e o norte da Ásia e da Europa registraram temperaturas de até quatro graus centígrados acima da média do mês de janeiro, segundo o Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos.

Para os cientistas, a explicação do aumento generalizado das temperaturas é o aquecimento global, cujos efeitos foram destacados pelo novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPPC, sigla em inglês), grupo de especialistas reunidos pela ONU.

Mais de cem líderes empresariais, ONG’s e especialistas estabeleceram um plano destinado a reduzir as emissões de gases do efeito estufa, pedindo aos governos que ajam urgentemente contra o aquecimento global.

“Não agir agora levaria a custos econômicos e ambientais bem mais elevados e a um maior risco de impactos irreversíveis”, disse nota em nome da Mesa-Redonda Global sobre Mudança Climática, anunciando sua primeira decisão importante desde a criação desse fórum, em 2004.

O grupo, que inclui executivos de setores como transporte aéreo, energia e tecnologia, pediu aos governos que estabeleçam preços para as emissões de carbono por usinas, fábricas e outros meios, o que levaria à redução das emissões de gases do efeito estufa.

A política avança de forma mais lenta do que a ciência ou a economia.

Ambientalistas reclamam que as negociações avançam muito devagar para garantir a imposição de controles sobre a emissão de gases causadores do efeito estufa após o final do Protocolo de Kioto, que expira em 2012.

Ambientalistas advertem que o tempo está acabando.

“Pedimos que haja um acordo até 2008”, disse o líder do grupo Internacional Climate Action Network na África do Sul, Richard Worthington. Esse prazo permitiria que os governos ratificassem o novo pacto bem antes do fim de Kioto, em 2012. Mas “o ritmo do progresso tem de aumentar, senão não haverá como cumprir esse cronograma”, acrescenta o cientista Bill Hare, do Greenpeace. (Ambientebrasil)

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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