O INCHAÇO DAS CIDADES BRASILEIRAS

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Ninguém poderá negar que o inchaço de nossas cidades vem crescendo assustadoramente, e que as suas principais causas são: migração do campo e educação precária.

 

Por que a migração do campo? A migração do campo se dá pelo abandono em que vive o pequeno agricultor; pela demora de solução do problema dos “sem terra”; pela imagem de uma vida melhor nos grandes centros, que nos meios de divulgação, principalmente as novelas da televisão, apregoam.

 

Outro fator que prepondera é a educação precária destas pessoas que migram do campo em direção aos grandes centros. Isto faz com que os que saem do interior, ao chegarem às grandes cidades, passem a se integrar aos já inúmeros que aí vivem sem especialização alguma e, por isso mesmo, sem quase nenhuma chance de serem absorvidos pelo mercado de trabalho.

 

Por outro lado, esta educação precária não lhes permite escolher o número de filhos que desejam ter. O que se vê, então, são famílias, com muitos e muitos filhos, sem ter a mínima condição de garantir para essas crianças uma vida digna.

 

Os governos municipais, estaduais e federal não podem mais deixar de se empregarem a fundo para alterar este quadro.

 

Uma política agrícola agressiva terá que ser implantada. A função social da terra, que é dar emprego e fartura à mesa, terá que ser maximizada.

 

Os latifúndios improdutivos, terras que, na sua maioria, são resultados de ocupações, terão que voltar ao Estado, para atender as suas funções sociais.

 

A sociedade tem que se unir, dar força e poder aos governantes, para que eles possam acabar de vez com esses latifúndios improdutivos, porque, a persistir a situação atual, o país poderá assistir, no futuro, a uma grande convulsão social.

 

O Brasil, com esta extensão territorial e pela diversidade de clima que possui, deve ter na agricultura uma importante fonte de exportação. Para isto será necessários dar competitividade aos produtos que poderão fazer parte de nossa pauta de exportação. Assim é mister investir no aumento de produção e na sua produtividade. Para os pequenos agricultores, há que conscientiza-lo das vantagens da organização; orientá-los e treiná-los para melhor produzirem e, finalmente, ajudá-los no sentido de permiti-los otimizarem os seus recursos.

 

Por fim, a educação. Sem educação não se constrói uma nação.

 

Àqueles insensíveis a esta verdade, uma outra questão: Se esta população, hoje marginalizada, fosse orientada e obtivesse os conhecimentos necessários, muito menor seria o seu número e, conseqüentemente, o custo para reintegrá-los à sociedade.

 

Assim sendo, será importante para todos nós e para o nosso país dar um basta nesta situação. Ações urgentes terão que ser tomadas para sua solução, porque somente assim teremos a certeza de estarmos caminhando na construção de um Brasil maior e mais justo para todos os brasileiros.

 

E já que estamos às vésperas de nova eleição para presidente, governadores, deputados e senadores, que tal pensarmos nisto antes de escolhermos em quem votar?

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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