O notebook se tornou o objeto de desejo

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Nos últimos meses muitos amigos têm me perguntado sobre notebooks: qual a melhor marca, quais os acessórios que tem que ter, como estão os preços e outras perguntas mais. A minha resposta é sempre a mesma: você precisa MESMO de um notebook? Na coluna de hoje vou colocar alguns pontos para que vocês mesmo possam decidir se vale a pena adquirir um notebook ou se um desktop ainda serve.

 

É claro que (quase) todos querem um notebook e a mobilidade é sempre um argumento forte. Realmente não dá para discutir sobre mobilidade, ou você precisa ou você não precisa. Então vamos discutir sobre quem é precisa de mobilidade. Eu só consigo ver três tipos de pessoas que precisam de mobilidade: (a) aqueles que necessitam do seu computador fora do escritório (ou de casa), (b) aqueles que precisam viajar a trabalho fora da sua cidade e (c) universitários de tecnologia de informação. Sendo bem radical, só quem se encaixa em um desses perfis é que realmente precisa de um notebook. Fora isso, comprar um notebook é apenas satisfação pessoal.

 

Ainda falando de mobilidade tenho escutado argumentos sobre utilização do notebook em qualquer compartimento da casa, como o quarto ou até mesmo no banheiro. Será que precisa mesmo? Eu acredito que não. Também tenho escutado argumentos sobre ter o notebook como segunda máquina em casa. A minha pergunta é por que não comprar outro desktop? Com o valor de um bom notebook é possível comprar um super desktop, com todos os periféricos possíveis e imagináveis.

 

Além disso ainda tem algumas questões importantes. Primeiro, a bateria do notebook é finita, ou seja, ela vai ficar ruim com algum tempo de uso (normalmente em torno de dois anos). Se no começo do uso a bateria dura 2h, com o passar do tempo vai diminuindo até chegar a alguns poucos minutos. Uma bateria custa na faixa dos R$ 400,00.

 

Segundo, o desconforto de usar um notebook é enorme. Para aqueles que se acostumaram com monitores cada vez maiores, por exemplo, de 19″, a redução para monitores de 14″ é um sofrimento. As teclas são apertadas o que faz com que suas mãos fiquem muito juntas, aumentando o desconforto.

 

O terceiro e último ponto é que o upgrade dos notebooks é praticamente inexistente. Diferentemente dos desktops, fazer um upgrade num notebook é muito complicado pois ele praticamente não tem espaço sobrando internamente. Esqueça, por exemplo, daquela placa de vídeo 3D para seus jogos ou programas gráficos. A única coisa que dá para aumentar sem “muito” problema é memória RAM.

 

Bem, são algumas considerações que você deve fazer antes de comprar o seu desejado notebook. É claro que você pode simplesmente ignorar e comprar o seu objeto de desejo. Mas depois não diga que não avisei.
 

Padronização de uso de ferramentas no governo

Provavelmente até o final do mês de março, no governo federal vai ser implantada a padronização do uso de softwares desenvolvidos para o mesmo.
Segundo o presidente do Serpro, Marcos Mazzoni, com a padronização teremos uma maior igualdade para as empresas conseguir fornecer software para o governo. Nas palavras dele “O custo da ferramenta é relativamente importante na sua estrutura de custos. Então, isso é uma vantagem importante”. Traduzindo em bom português: o governo adotará fortemente as ferramentas livres para o desenvolvimento das suas aplicações.
Conhecendo o Mazzoni e de onde ele veio (Celepar – forte reduto da utilização do software livre), vejo um árduo caminho para as empresas que usam ferramentas pagas (como o Visual Studio) para desenvolver soluções para o governo.
Vamos esperar o final do mês e ver se sai a padronização. Quando sair a gente volta ao assunto.

 

Números do setor de publicidade

Comparado com a TV (faturamento de 12,6 bilhões), jornais (3,4 bilhões), revistas (1,8 bilhões) e rádios (902,4 milhões), a web ainda está longe. Durante o ano de 2008, o faturamento na Internet foi de 759,3 milhões.

Porém, analisando o outro lado da moeda (o do crescimento) temos que a web cresceu 44,1%, a TV cresceu 12,5%, o rádio 17,6%, as revistas 12,5%, os jornais 9,6%. Nesse ritmo, em poucos anos a web será a midia que mais receberá verba de publicidade. Isso a não ser que tenhamos uma reviravolta com a TV Digital.


Está na hora de fazer o acerto com o Leão (por Hugo Dória)
Chegou a hora de fazer aquele acerto de contas com o leão. Sim, está na hora da famosa e chata declaração de Imposto de Renda. A Receita Federal já liberou o software utilizado para fazer a declaração. Há versões para Windows, Linux, Mac e outros sistemas operacionais. Faça o download e boa sorte. 🙂

Brasil quer ter o maior projeto de virtualização do mundo (por Hugo Dória)
O MEC está com um projeto de inclusão digital que tem como objetivo atingir mais de 350.000 estações de trabalho em escolas públicas, todas thin clients. Para isso o projeto irá utilizar uma tecnologia de virtualização baseada em Linux, que transforma uma única máquina em 10 estações de trabalho. É uma diferença de custo enorme. Para você ter uma idéia, com esta tecnologia será possível economizar cerca de 60% dos custos iniciais e mais 80% em energia.

Nem tudo são flores, claro. É preciso ficar atento na segurança física destes equipamentos para evitar que eles sejam roubados ou danificados. Em um país como o Brasil, onde boa parte das escolas públicas está em uma situação precária, isso não é muito difícil de acontecer. Além da segurança é preciso assegurar que todo este equipamento seja bem utilizado. De nada adianta ter um projeto deste tipo se as pessoas vão ficar o dia todo no Orkut, MSN e fotologs da vida.

Ah! E o sistema que será utilizado será o Linux Educacional. Informações técnicas e downloads podem ser encontrados aqui .

 

Até a próxima semana!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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