O QUE EDVALDO PODE FAZER

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O QUE EDVALDO PODE FAZER


A cidade de Aracaju pode ter impactos urbanísticos significativos. A
exemplo de Gilberto
Kassab,em São Paulo, é preciso montar uma força tarefa contra
propagandas irregulares,
construções que
avançam nas calçadas e toda sorte de produtos que invadem as ruas com
manequins, panelas,
geladeiras e até colchões. Não há um projeto consistente que saneie a
paisagem urbana de
Aracaju. O Siqueira Campos está um lixo. Placas, outdoors de todas as
cores e objetos à
venda que ultrapassam as barreiras das lojas. Nada foi feito para
transformar o bairro
mais populoso de Aracaju numa vitrine para a cidade.A gravidade é tamanha que
até os supermercados não obedecem o direito do cidadão. E aí poderia
se trabalhar junto
com o
Ministério Público, Prefeitura e Polícia para ver o escândalo que é a
ausência de saída
de emergência nos supermercados, com colchões, motos, geladeiras,
fogões obstruindo a
saída, depois dos caixas. O Gbarbosa, por exemplo, transformou o
estacionamento do
atacadão no mercado em
depósito para entulho da própria loja. Já que o Prefeito possui um
estreito diálogo com a
diretoria, deveria cobrar ações que beneficiem a população. O banheiro
não existe mais e
não há fiscalização
da Prefeitura em nenhum desses estabelecimentos que burlam a lei. Eles
recebem o
habite-se e depois fecham o estacionamento? O prefeito não cassa o
habite-se, não multa,
não interfere para que se desobstrua o estacionamento do mercado?
Edvaldo Nogueira
precisa agir com urgência e austeridade. No
Castelo Branco, estrada da Luzia,por exemplo, lojas invadem canteiros
e na Leste, casas de alvenaria
são construídas em áreas invadidas. São tantos exemplos, sem falar nos
empresários que
mantém casas fechadas na rua da frente, anos a fio, sem dar uma
solução para suas
fachadas. Conversando com uma pessoa entendida no plano diretor,
perguntei por que
Aracaju ainda não é uma Suissa? E ele disse: porque não há projeto. Se
formos notar bem,
as praças possuem a mesma iluminação pública, é só compararar a Praça
da Bandeira e a
Camerino. O que é aquilo? As mesmas luminárias, iguaizinhas, e os
calçadões da cidade além de jecosos, são medonhos.João Gama gastou uma
fortuna para
reformá-los e ninguém até hoje acredita no que ele fez ali. A
Energisa não tira aquele
monte de fios do meio
das ruas e nem a Prefeitura cobra. Os banners, placas, outdoors no
centro além de serem de
extremo mau gosto são um acinte à história da cidade. A Esplanada, por
exemplo, em pleno
calçadão da João Pessoa, construiu um monstrengo em cima da loja, que
olhando da Luzitania
ninguém pode acreditar que aquilo exista.E a Deso que esburaca tudo e deixa lá? Porque quer desligar a água no ramal? O que é isso? Não falta só projeto, não.
Falta fiscalização,
falta multa, falta inspeção. O mercado Albano Franco e Thalez Ferraz,
por exemplo, são
verdadeiras aberrações. Há muito a PMA não planta nem sequer os potes,
jarros da parte
superior
– coisa tão simples. E espaços fechados. E os donos dos pontos, que receberam tudo
de graça e depois
abandonaram e continuam donos e ainda vendem? E a PMA não multa, não toma? E aquele monte de quiosques fechados? E o projeto de pôr nome nas ruas –
morreu? E a rua da frente
que nos
lembra Cuba com o rio Sergipe? Não há um projeto de iluminação para a
balaustrada, não há
nada que possa nos conduzir a um cenário de grandeza e beleza? E um projeto para a feiúra que é a ponte da Coroa do Meio? E por
que o Prefeito não
solicita ao Governador para passar o trator em cima daquela
barbaridade que ficou o
ancoradouro da H. Dantas? Pelo menos se veria o rio, e não querer
ainda transformar
aquilo ali num
posto policial. Uma construção medonha,de cimento puro. Sem falar que
poderíamos plantar acácias em toda a cidade, como já tem na extensão
da rua Itabaiana. E
a praça da catedral que está uma verdadeira fossa a céu aberto,,depois que Almeida
Lima mandou arrancar
os portões de ferro,
além do crack e da própria matriz pintada na parte interna por Orestis
Gatti que não
ganha uma cor,uma luz, por
incompetência da Arquidiocese ou omissão da prefeitura. E o que a Prefeitura tem a ver? Tudo. É o nosso cartão de visitas. Está na hora de Edvaldo Nogueira render-se à modernidade
e tomar conta da
cidade abrindo clarões onde as placas de propaganda invadem. Mas não é
só isso. É tomar
logo posse do prédio da Alfândega, na Praça General Valadão, que o
próprio prefeito disse
que já chegou o dinheiro para reforma. E a leste? Por que a Prefeitura
não toma conhecimento do que fizeram com a ferrovia, entregue à
Atlântica? Os trens não circulam mais, os trilhos nem mais existem e a
estação da Leste está fechada há séculos, cheia de escorpiões e dengue, além do
prédio belíssimo está abandonado com apenas um funcionário da ferrovia
Atlântica-Sul. Por que a Prefeitura não expõe um projeto de trem
turístico, trem biblioteca, trem oficina anti-drogas? Como pode deixar
perdida toda uma história? E a SMTT com aquelas barras de cimento
dividindo retornos e ruas? A maioria já está quebrada. Além de
horríveis, são inúteis. Em São Paulo, onde se fechou retorno e
passagem de pedestre, foram construídas grades de ferro belíssimas,
desenhadas com design para não agredir a paisagem, pequenas, lindas e
que circulam toda a área. Samarone bem que pode fazer o mesmo.
A Edvaldo, eu sei, não falta paixão pela cidade. Mas é necessário botar
a equipe na rua, uma verdadeira força tarefa, tipo a da dengue, para
pelo
menos deixar os cidadãos circularem livremente pelas calçadas.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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