O sol ruivo em pandemia

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Ricardo Barreto

O psicólogo e psicoterapeuta Ricardo Azevedo Barreto arremessou o seu “anzol” da palavra, numa noite estrelada, bem ao gosto de Van Gogh, em 16 de junho próximo passado, através do aplicativo Instagram. Um momento muito feliz para mim, especialmente pela oportunidade de participar diretamente do lançamento de O SOL RUIVO EM PANDEMIA, livro de poemas de sua autoria, na condição de comentarista, ao lado do ministro Carlos Ayres de Brito e da médica e escritora Déborah Pimentel. A live foi conduzida pelo jornalista Lyderwan  Santos, âncora da TV Sergipe, produzida por Hudson Maud e contou com a participação especial da cantora Raquel Diniz, favorita nas minhas playlistas. Um momento mágico, no cenário deslumbrante da Galeria de Arte Mário Britto.

Ao receber o convite, emoldurado na capa de guarda do livro por uma dedicatória que muito me emocionou, e que expressou todo o seu afeto e sensibilidade,  de um ser humano repleto de luz, percebi a fonte de onde emana todas as emoções contidas na força da linguagem, a poesia como sustentáculo da arte e das humanidades.

Sei que a sua empolgação pela linguagem, pelo sujeito da linguagem, vem de longe, desde os seis anos  de idade, no lar fraterno e cheio de linguagens do casal José Augusto e Ceça, seus pais, compartilhado com seus irmãos maiores. Inventor de muitas narrativas, de nomes populares, do João de Duas Cabeças ou de Varitone. Para os que pensam que O Sol Ruivo – expressão poética das sobreviventes sardas dos afetos nos novos tempos – na expressão do autor, reúne os seus primeiros poemas, enganam-se. Bem jovem, juntou e reuniu poemas, como se junta estrelas,  no que seria “A alma sem Cueca”, nunca lançado, mas que recebeu o prefácio da imortal poetisa sergipana Carmelita Pinto Fontes, confreira na nossa Academia Sergipana de Letras. Sei disso também!

Lyderwan e Ricardo na live

Em uma das campanhas anuais do Setembro Amarelo, das quais sempre se engajou com entusiasmo, conheci mais de perto a alma de Ricardo e sua forte ligação à expressão da linguagem em todas as suas atividades, fundamentais para a sua formação humanística no mestrado e doutorado.

Na Sociedade do Cansaço, o coreano Byung-Chul Han,  autor da obra, cita Nietzsche, em “Humano, demasiado humano”, onde critica o ritmo frenético que tomou conta da Humanidade no Século XX. “Por falta de repouso, nossa civilização para caminha para uma nova barbárie. Em nenhuma outra época os ativos, isto é, os inquietos, valeram tanto. Assim, pertencem às correções necessárias a serem tomadas quanto ao caráter da humanidade, fortalecer em grande medida o elemento contemplativo.

A poesia em O Sol Ruivo em Pandemia, que brotou no período mais crítico do distanciamento social imposto pela pandemia, nos enche de esperança nesse mundo tão conturbado. Já é tempo de rompermos com essa casa  mercantil. Já é hora de transformar essa casa mercantil novamente numa moradia, numa casa de festas, onde valha mesmo a pena viver.

Encerro abrindo a página 108 de O Sol Ruivo em Pandemia. Nela encontro Pulmões do Mundo, um libelo na defesa da Amazônia. Separei esse trecho: Corpo, mente e espírito da Terra aos pedaços, tentativas de colá-los com a goma do possível e do impossível…da ciência, da ética e da decência. Chame-se a arte de muitos. A missão da Saúde, segurança e limpeza de nosso planeta…a consagração dos direitos humanos…o encanto da poesia e de seus versos….a versatilidade da música que vem da alma…a leveza da sensibilidade da dança de uma exímia bailarina…

Chame-se ainda a arte de muitos outros! Todos nós temos potencialidades como sardas em raios solares…circunstancialmente apagadas.

Obrigado, Ricardo, por nos presentear com o SOL RUIVO EM PANDEMIA! 

Jornalista lança A Casa Lilás

No dia 29 de abril de 1958, nas primeiras horas da madrugada, foi ferido em sua residência, enquanto dormia, o Dr. Carlos Firpo, diretor do Hospital Santa Isabel e da Maternidade João Firpo, vindo a falecer momento após ao dar entrada na urgência do Hospital Cirurgia.  O fato, também conhecido como o Crime da Rua Campos, teve repercussão nacional e até hoje é motivo de discussões. Nessa segunda-feira, 21 de  junho, a partir das 15 horas, ocorrerá o lançamento de A Casa Lilás. do jornalista Luiz Eduardo Costa, em sessão plenária da Academia Sergipana de Letras, que ocorrerá pelo aplicativo ZOOM. Atendendo convite do presidente da Academia, Dr. José Anderson Nascimento, estarei coordenando os debates.

Os 10 anos da ArtNer

Para celebrar os 10 anos de existência em nosso estado da Editora Artner, o produtor gráfico, escritor e poeta Joselito Miranda de Souza, fundador da editora, lança nesta terça-feira, 22 de junho, o livro “O melhor de cada um de nós”, reunindo contos, poemas, ensaios e artigos, selecionados em concurso que promoveu entre os escritores da terra e de outras paragens. Na publicação, que participo como convidado, presto uma homenagem ao saudoso poeta Amaral Cavalcante. O lançamento ocorrerá pelo aplicativo ZOOM, às 19h30 horas.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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