OAB e a sina das urnas

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Não deve pairar nenhuma dúvida sobre a idoneidade da Comissão Eleitoral indicada pela atual presidência da Ordem. São pessoas de caráter ilibado e que jamais cometeriam qualquer tipo de deslize. O fato é que o equívoco é imperdoável e, no primeiro momento ventilou-se a possibilidade do Tribunal Regional Eleitoral ser o culpado do erro infantil para não dizer da forma desidiosa que a Comissão conduziu o pleito. Foi preciso uma nota de esclarecimento do TRE garantindo que o desacerto foi da Comissão Eleitoral que, de pronto assumiu a responsabilidade e suspendeu o pleito para hoje às 10 horas. O episódio só veio mais uma vez a prejudicar os advogados que deixaram seus afazeres e compareceram à Ordem para votar, como também a oposição que diferente da situação conseguiu mais sete dias para trabalhar o fracasso do debate.

      

Precisamos entender que cada eleição tem um “time” diferente e na semana passada os ventos sopravam a favor da oposição que mais uma vez sai prejudicada neste pleito. Primeiro, pelo aumento do custo da campanha. Segundo, pelo desgaste natural de abrir mão do escritório e ir atrás de votos. Terceiro, pela falta total de informações dos adimplentes, pois faz-se necessário a Comissão Eleitoral divulgar quem estava apto a votar na semana passada e quem está apto a votar hoje. Quarto, pelo fato da situação ter como cabo eleitoral por mais uma semana o presidente da OAB Federal, César Brito, que se afastou para fazer campanha aberta a favor de Henry Clay e Carlos Augusto.

 

Apenas para asseverar nossa linha de pensamento basta ler um jornal lançado pela Chapa 1. Na primeira página vê-se a foto de Carlos Augusto e Maurício Gentil, a foto da composição da Chapa e no rodapé, com menos de um lauda, uma fala de Carlos Augusto que repete o jargão de “ … 23 anos de advocacia…”. Na segunda página o presidente da OAB Federal aparece em duas fotos com matérias falando sobre a advocacia pública e o compromisso do direito de defesa, ou seja, cerca de três laudas escritas como se candidato fosse. Na terceira página, Henri fala um pouco sobre sua administração e pede voto para o candidato da situação, tendo na parte inferior uma matéria falando sobre a nova sede da OAB que é do advogado. Nas páginas quatro e cinco – página central – traz o que Clay realizou neste seis anos e o que eles pretendem fazer no próximos três. Na página seis, depoimentos falando sobre o vice – Maurício Gentil -, mas com uma conotação rasteira e no mínimo descortês com os colegas com o título: “Quem é cruel não sabe ser gentil”. É por deveras constrangedor para os eleitores da oposição serem chamados de cruéis. Onde está o espírito democrático da OAB que insinua que os eleitores de Eduardo Macedo e Emília Correia são cruéis. Na página sete, dos 22 depoimentos em favor a Chapa 1, apenas cinco elogiam Carlos Augusto,  nove fazem menção a César Brito e nove a Henri, nota-se então que os holofotes estão voltados para os presidentes da OAB estadual e federal, ficando Carlos Augusto e a advogada Glícia Salmeron em terceiro e quarto plano respectivamente, obviamente lembrando que quando o presidente eleito da OAB do Mato Grosso, Francisco Faiad, fala cobre o Exame de Ordem é necessário que se faça justiça e citemos o nome do advogado Dílson Lima que é uma das maiores autoridades deste tema no Brasil e que hoje “cruelmente” vota com Emília Correia. Por último, a página 8, traz as fotos de Maurício Gentil, Clay, César – com ternos escuros – que por coincidência trabalham no mesmo escritório e Carlos Augusto com um terno claro destoando dos demais.

 

Voltando a sina das urnas e ao “time” eleitoral lembramos o quanto a campanha para o Quinto Constitucional foi desgastante para o então desembargador Edson Ulisses. Houve problema nas urnas coincidentemente e a eleição foi postergada por diversas vezes. Só Edson Ulisses e seus eleitores sabem o quanto é desgastante este processo.

 

Por fim estão aptos a votar 2.611 advogados, embora mais de 4 mil nomes foram alimentados na urna eletrônica. Conclamo desta feita todos os advogados a comparecerem na nova sede da OAB, localizada na Praça do Mine Golf, à partir das 10 horas, e assim eleger o novo presidente da OAB, mostrando a toda sociedade sergipana que o espírito democrático não é cruel. E que vença o melhor!!.

 

Dica de livros

 

Editora Saraiva: O livro PRESERVAÇÃO DA EMPRESA NA LEI DE FALÊNCIAS de ECIO PERIN JUNIOR, tem como proposta inicial da obra foi abordar a evolução histórica do instituto, em seguida a teoria da empresa e sua dimensão social (função geradora de empregos, tributos e de circulação ou produção de bens ou serviços), com 168 páginas, custa R$ 58./// O “BEM DE FAMÍLIA – TEORIA E PRÁTICA”, de Ricardo Arcoverde Credie, comenta o importante instituto do direito de família, a obra foi dividida em duas partes: a primeira destina-se ao direito material e a segunda ao direito processual, com 192 páginas, custa R$49. /// “RESPONSABILIDADE CIVIL NO CÓDIGO DO CONSUMIDOR E A DEFESA DO FORNECEDOR”, de Paulo De Tarso Vieira Sanseverino, cuida da defesa do fornecedor no Código de Defesa do Consumidor. No curso da obra, além do exame dos pressupostos da responsabilidade civil como defeito, dano, nexo causal e nexo de imputação, o autor analisa eximentes como a culpa concorrente da vítima, o caso fortuito e a força maior, com 440 páginas, custa R$ 99. Pode (m) ser adquirido site: http: // www.saraiva.com.br, ou pelos telefones: (11) 3335-2957.

 

(*) é advogado, jornalista com diploma, radialista, coordenador do curso de Direito da FASER – Faculdade Sergipana, mestrando em ciências políticas e Diretor Chefe da Procuradoria do DETRAN/SE.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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