Lamentavelmente, a julgar pelas pesquisas divulgadas, Lula será eleito no 2º Turno por 50% e mais alguns quebrados de eleitorado.
Será uma vitória apertadíssima, mas seus corifeus dirão que nem Alexandre, o Grande, se vitoriou igual em Galgamelos, algo tão épico que sombreará até mesmo o Mahabharata Indu, aí incluindo todas as Epopeias Vedas de Gilgamesh, como soez costume a tantos petistas, seus cupinchas!
Sem paixão todavia, tais sondagens prenunciam que , o Presidente Lula irá começar o seu quarto mandato com uma ampla oposição, sobretudo no Senado, a evidenciar tempos trevosos com muitas crises.
Pelo andar desta carreta quase funérea, acontecerá com Lula, algo semelhante aos tempos finais do Regime Autoritário-Militar, quando o apoio congressual era sustentado pelos setores pouco ou nada esclarecidos da nação, os nunca tão quanto ressentidos “cabras de peia” vindos do Nordeste, em maioria!
Quem não se lembra que o PDS, então “Grande partido do ocidente”, sucedera a Arena, dando sobrevida à “Terrível Ditadura Militar”, que a tantos não matou, nem seviciou, mas está hoje ainda sendo acusada das maiores intenções e maus desejos, a serem um dia, quem o sabe; comprovados, a título de reparações históricas e fartos requerimentos de indenizações!
Porque aquela, “mais que tenebrosa ditadura” sobrevivera em seus estertores, exclusivamente apoiada por estes conchavos nordestinos, sem ideologia, nem quaisquer valores e convicções, imperando somente o compadrio, o esquartejamento e a repartição da máquina pública, sempre boa, farta e incompetente, no eterno consentimento de uma luta tola, por paroquial, rançosa e rancorosa, evidenciando profligar uma falsa polarização explicitada, só por cores e humores menores; intestinos, suburbanos e medíocres!
E enquanto aquele regime se desfazia com a economia declinante, estas torcidas se renovavam, de dois em dois anos numa nova eleição, alternando cordões folclóricos de azuis contra os carmins ou encarnados, alguns se postando como “rabos-brancos”, a lutar contraditos, “caras pretas”; outros rangendo dentes como “Jacarés”, querendo morder crocodilos iguais, idênticos na mesma “crocodilagem”, externando proselitismos insaciáveis de ódios renhidos, parecendo Gregos combatendo Troianos, Romanos contra Cartagineses, Horácios a ferir Coriáceos, tudo na mesma e pior cepa, para melhor aproveito da bolsa pública.
Alguns mesmo em terras papa-jacas surubis se inspiraram na novela global, irônica de Dias Gomes, posando de “Bole-boles” a por ovos de formigas nas ventas “Saramandaias”, evidenciando tolas paixões, espraiadas por estes brasis perdidos, mal pagos e esquecidos, e continuamente amiudados.
Miudeza que se repetirá interminavelmente se não nos vier um feliz dia trazendo um cataclisma dos céus, porque o brasileiro não muda, se reproduzindo igual.
Aconteceu então que Deus teve pena do Brasil e nos mandou Paulo Maluf que ousou peitar o status-quo anarco-vigente, banindo a casta militar que a tudo permitia.
E junto com Maluf, veio o verbo “malufar”, cunhado e gestado lá na imprensa paulista, verbo que se pensava defectivo e defeituoso, mas que se revelou abundante, por renovado e continuado, hoje com novo nome, Vorcarar, salvo engano, traduzindo o roubo dos velhinhos do INSS, porque aquela mídia bem sabe plantar muita razia, e pouca garantia, no sucesso do que conjuga, semeia, e mal cultua…
Que o digam os políticos daquela região!
Não têm sido os políticos banhados pelo Tietê piores do que os que se banham aqui, nos rios ressequidos do Nordeste, destes que lhes são “retirantes meia-castas”, por nordestinos!?
Dos nordestinos, diga-se pelo menos, saberem tomam as rédeas do país, já os paulistas se não pagam toda a conta, só fazem mesmo é reclamar.
Mas aí eu divago demais e não desejo.
Há tanta coisa para se falar neste lavor, mais do contra que a favor!?
Porque louvor mesmo, quem recebeu foi Tancredo Neves, aquele único ser que morreu e virou Santo, porque depois veio o mais que demonizado Sarney, com seus marimbondos de fogo, incinerando a maior inflação, que esse país já viu, e que culminou na Constituinte Cidadã, esta defeituosa legislação gestas sobre ose auspícios do Dr Ulisses, que nos infelicita até hoje, com o mais que empoderado Supremo Tribunal sem um único voto. Para que?
Com muitos votos, um dia veio Collor, do Nordeste, o “Caçador de marajás” na primeira eleição direta, talvez para nos dizer que não sabemos votar, porque dali emergiu a malfadada “República das Alagoas”, com o primeiro impeachment presidencial.
Depois veio a “República do Pão de Queijo”, com o Vice mineiro e sem voto, Itamar Franco, e na sequência, Fernando Henrique Cardoso, aquele bem votado ao qual apelidei e não pegou, como o “guru das esquerdas descabeçadas”, justo aquele que requereu logo ao ser empossado Presidente, que bem esquecessem o que escrevera e professara, como “Sorbonnard”, e que nos legou esta que restou sua maior estupidez, a reeleição, nunca pensada, nem imaginada, pelos nossos “Empedernidos Ditadores Militares”.
E agora, todos sabemos que a cada nova eleição só dá Lula e sua grei, em décadas de “lumpen-petismo”, com um curto interregno apolínio de Jair Messias Bolsonaro, o único Presidente que nos legou os melhores índices econômicos em longa data de descalabro administrativo, e que virou o eterno Mito, aclamado pelas ruas. Mas que era, paciência, um falastrão! Mesmo que um bom falastrão!
Mito que precisou urgentemente apodrecer na cadeia, segundo vasto pensar muar deste país, que o acusa, não de roubar ou de deixar roubar, mas de atentar e intencionar contra a soberania da nossa vibrante Democracia.
Democracia, ó Democracia! quantos crimes serão cometidos ainda em seu nome! Sem termos uma Manon Roland, que nos inspire.
Que o digam tantos celerados acovardados que querem fuzilar os por eles execrados “Golpistas do Oito de Janeiro!”
Não gritam tantos esquerdistas sem ternura em sua pior vergonha de mordaz ressentimento: “Que sejam fuzilados logo todos, antes que a dosimetria um dia os vogue!?”
Infelizmente, é nesse contexto persecutório, que as pesquisas falam de nova vitória apertada de Lula, a restar discutível por urnas eletrônicas inauditáveis ainda, vencendo agora a Flávio Bolsonaro, o candidato que se apresenta por impedimento de seu pai Jair Messias, para frustração de qualquer via, terceira, quarta, quinta, qualquer via, enésima via que seja, desde que enseje a melhor heresia contra o bolsonarismo e quem o defenda.
Não vem assim prenunciado o que se fala nas pesquisas divulgadas? Bolsonaro ainda suspirando, agora por seus filhos!
Enquanto isso os partidos ideológicos de esquerda minguam em praças vazias com suas rotas bandeiras.
Morreu a grande utopia?
É desse jeito que o povo unido jamais será vencido?
Com Lula de novo? O que ele traz de esperança?
Quanto esforço perdido!
Eita país infeliz!
Comentários estão fechados.