Paulo Afonso (BA) – Capital da Energia – Parte II

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A paisagem enche os olhos dos turistas que visitam o complexo hidrelétrico de Paulo Afonso, mas as águas verdes do rio São Francisco têm um poder ainda maior do que somente hipnotizar por sua beleza: leva energia elétrica para quase que 70% dos domicílios nordestinos e corresponde a 36% da potência total instalada pela Chesf.

Entre paredões alagados pela mão do homem, correm as águas esverdeadas do Velho Chico levando desenvolvimento para o país. A visita ao complexo é feita com guia especializado e tão logo adentra o complexo hidrelétrico se tem um panorama de toda a visita: barragens, cachoeiras, comportas, torre de transmissões de energia, pontes, cavernas, máquinas e mirantes. Mas o turista avista logo a denominada ponte Nazaré Tedesco, a ponte pênsil onde foi gravada a cena final da novela Senhora do Destino com a atriz Renata Sorrah.

 

O complexo é muito mais. As comportas de Capuxú são as primeiras a serem visitadas e se tiver sorte e Deus ajudar com as chuvas no leito da barragem de Moxotó observará grande fluxo de água. Do primeiro mirante avista parte do cânion do São Francisco, vegetação de caatinga, muitas craibeiras floridas e uma grande queda d’água.

 

Mais adiante o observatório da Chesf está fechado para visitação pública, porém, é de admirar como deve ser a vista de lá de cima. Percorre-se mais um pouco a pé por um passeio onde os sagüis dão as boas-vindas. As águas esverdeadas do Velho Chico são de hipnotizar. Os passeios e jardins do complexo são bastante agradáveis e bem cuidados, completando a paisagem.

 

Do mirante em frente ao observatório ver-se a ponte pênsil, fechada para visitação pública, e diversos fios presos às torres de transmissão de energia, que mais parecem monstros gigantes, tamanha a magnitude. É hora de chegar mais perto desta aventura e conhecer os maquinários. Percorre-se um trajeto de automóvel e chega-se na entrada dos túneis abaixo da represa, que leva aos seis geradores de energia da hidrelétrica de Paulo Afonso IV. Para se ter idéia, a Paulo Afonso VI junta-se a I, II, III e hidrelétrica de Afonso Sales, constituindo uma soma de 1.524.000KW de potência

 

O guia explica todo o processo de geração de energia e mostra que a hidrelétrica de Paulo Afonso é uma das maiores obras de engenharia do país, por ser a primeira construída através dos desníveis do rio São Francisco, apesar de ser uma hidrelétrica tecnicamente ainda mecânica, diferente de Xingo, considerada uma das mais modernas do país.

 

As explicações técnicas ficam para trás e logo se observa mais bioma de caatinga, corredeiras, até chegar ao mirante da cachoeira de Paulo Afonso. Num dos jardins está a estátua do poeta Castro Alves, em bronze, bem como uma estrofe de seu poema “Espumas Flutuantes” em homenagem à cachoeira. Outra placa de bronze homenageia a visita de D. Pedro II, em 1859 e mais recente, em homenagem aos 50 anos da visita, uma comitiva de familiares da monarquia brasileira passou por lá e mais uma placa foi afixada.

Por conta do reflexo da luz do sol nas pedras do cânion, as águas do Chico parecem ser bem mais verdes nesta localidade. Do mirante avista-se a primeira usina hidrelétrica construída por Delmiro Gouveia em 1913, a “Angiquinho”. À esquerda estão as belas quedas d”água da cachoeira de Paulo Afonso, com aproximadamente 100 metros de altura, apreciada apenas em épocas programadas, quando as comportas da barragem são abertas. Com a construção das usinas, as águas que formam a cachoeira foram represadas permanecendo apenas um pequeno volume, o que permite observar melhor o belo conjunto de rochas polidas pelas águas há centenas de anos. Avista-se, ainda, o cânion do rio São Francisco, com seus paredões de rochas graníticas.

Que mais? É hora de “criar sustança” e um bom churrasquinho de bode às margens da represa é uma pedida. Na volta do passeio, que dura em média 2h30, passa-se pelo parque Belvedere, onde a prefeitura colocou a disposição acesso à internet gratuito e há vários quiosques populares servido a iguaria.

O passeio está completo. Leva-se um pouco da história do Velho Chico e da distribuição de energia no país, do povo do sertão baiano e muitas fotos de paisagens exuberantes de uma região onde o paradoxo da grandiosidade das águas e a escassez dela faz parte do cotidiano. Só vivenciando para acreditar.

 

 

Como chegar

 

Partindo de Aracaju, há duas maneiras de se chegar na Capital da Energia: sentido Canindé do São Francisco (SE) e estrada de Capim Grosso ou sentido Canindé/ Delmiro Gouveia.

A dica é ir pela BR 101, por Itabaiana, e seguir a direita no trevo que dar acesso para Nossa Senhora das Dores. Passa-se por Nossa Senhora da Glória pela Rota do Sertão e segue-se até Canindé do São Francisco. No acesso da cidade, vira-se a esquerda para Capim Grosso. A estrada está em boas condições até a divisa com a Bahia. Ao passar da divisa a BA 210 está em condições bem precárias, mas a vista dos denominados sítios arqueológicos da Chesf é bem interessante, com muitas craibeiras e pedras gigantes.

Se quiser seguir por Delmiro Gouveia entra pela sede de Canindé do São Francisco até a denominada prainha. Segue-se pela ponte de divisa SE/AL. A rodovia AL 225 que passa por Piranhas (AL) é bem sinalizada e está em boas condições.

Dicas de Viagem

 

ü  Faz-se necessário um guia de turismo que custa de R$ 50 por veículo a R$ 80 o grupo. O guia é contratado no Centro de Turismo de Paulo Afonso, localizado na avenida Getúlio Vargas.

 

ü  No complexo hidrelétrico o calor é intenso. É bom se prevenir levando uma garrafa de água.

 

ü  Caso vá em temporada de chuvas intensas e as comportam estejam abertas, molhar-se será inevitável.

 

ü  Para chegar a cachoeira ao último mirante de observação da cachoeira de Paulo Afonso é necessário seguir por uma passagem que tem acesso somente de carro pequeno ou a pé.

 

ü  O complexo de hidrelétricas recebe, em média, cerca de 500 visitantes, mensalmente.

 

Fotos: Silvio Oliveira

 

Na Bagagem

 

A jornalista Silvia de Oliveira inovou mais uma vez criado a rede de virtual de publicação de notícias “Sergipe Turismo”.

 

A Anac e a Anatel testam um sinal que aprova ligações de celular feitas por passageiros em voos domésticos. A empresa TAM pretende se tornar a primeira empresa brasileira a possibilitar a realização de chamadas. O sinal é liberado quando a aeronave atinge os três mil metros de altitude.

 

São Cristóvão (SE) tem um patrimônio histórico invejável, mas ainda amarga o amadorismo do turismo e o pouco investimento dos poderes públicos na localidade. Bares e restaurantes não aportam mais, museus e igrejas fechadas ou com horários de abertura incompatíveis. Ponto negativo.

 

Rio de Janeiro (RJ) foi escolhido como o melhor destino gay do planeta. O anúncio ocorreu durante a 10ª Conferência Internacional de Turismo LGBT, em Boston, nos EUA, numa pesquisa promovida pelo canal americano “Logo”, da MTV. O Rio concorreu com Barcelona, Buenos Aires, Londres, Montreal e Sydney. A ilha de Curaçao, no Caribe, foi eleita “destino gay revelação”, e o bairro parisiense do Marais, “o local mais sexy do planeta”.

 

A tradicional Noite de Sergipe no Festival de Turismo de Gramado (RS) acontece de 20 a 21 de novembro. O evento é considerado uma boa oportunidade de negócios pelo trade e acontece dentro da programação do segundo maior evento de turismo do país.

 

F1, Labareda Grill, Parmegiano restaurante e Escuderia, sem contar com o inaugurado Gota Serena são os mais novos empreendimentos da avenida Beira Mar. Os novos points surgem como atrações para àqueles que visitam Aracaju (SE) e são boas pedidas para paladares mais exigentes.

 

 

 

Passaporte

 

Buenos Aires, Argentina, é nosso registro, com suas praças, palacetes, ruas arborizadas e vida noturna agitada. O bairro Caminito é um exemplo. Bastante colorido, é considerado um museu a céu aberto com seus dançarinos de tango, escultores, pintores, fotógrafos, numa miscelânea de arte, turismo e negócios.

 

O Caminito é onde Buenos Aires se revela para um mundo unindo um pouco do país subdesenvolvido com o tradicional. Vale a pena parar nos cafés para apreciar o tango, unanimidade nacional. Durante o dia as ruas do Caminito são cheias de visitantes, mas não se arrisque à noite. Vale a pena conferir de perto.

 

Fotos: Silvio Oliveira

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