PESSOAS QUE NÃO QUEREM USAR CAMISINHA

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Usando denominações como, “só vou na chapa”, “só vou na jante”, “só gosto quando é carne com carne”, “usar camisinha é mesmo que chupar bala com papel ou comer banana com casca”, várias pessoas ainda rejeitam o uso da camisinha e se expõem às situações de risco de adquirir uma infecção sexualmente transmissível e/ou uma gravidez não esperada.

Pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que 94% da população sexualmente ativa reconhecem a eficiência da camisinha como prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis , mas que 45% admitem que não recorreram ao método nos 12 meses anteriores ao levantamento.

Sabemos que cada pessoa tem o direito de escolha, numa relação sexual ocasional ou não, de se proteger ou não. Na vida, às vezes pagamos caro pelas nossas escolhas ruins. Quando optamos por não usar camisinha, estaremos entregando a nossa saúde à pessoa com quem nos relacionamos sexualmente.  Hoje, ter uma relação sexual com camisinha é uma questão  de qualidade de vida.

Dizer que vários avanços ocorreram desde o surgimento da AIDS, com a descoberta de novos medicamentos, trazendo melhoria para saúde das pessoas que vivem com HIV, é um fato. Mas, dizer que, como já existem medicamentos potentes contra o HIV, agora não precisa usar camisinha, é uma grande ignorância, é um grande equívoco.

Vários fatores contribuem para o não uso do preservativo masculino ou feminino. São denominados fatores de risco. O uso abusivo das bebidas alcoólicas antes da relação sexual, muda o comportamento das pessoas, favorecendo a não percepção de risco, deixando as pessoas mais “afoitas”. No ambiente “alcoolizado” de uma festa, de uma “balada”, é difícil imaginar o que vai ocorrer horas após, quando o nível sanguíneo do álcool estiver alto. Incorporar a camisinha nesse contexto é pouco provável.

Quando pinta uma “louca paixão”, nem sempre é fácil a camisinha entrar em cena, pois os casais também perdem a percepção de risco. Muitos iniciam o relacionamento usando o preservativo e depois de algum tempo, abandonam o sexo mais seguro, alegando confiar no (a) parceiro (a).
A decisão de usar ou não o preservativo, às vezes depende da aparência do (a) parceiro (a): num relacionamento que envolve parceiros aparentemente saudáveis, a camisinha, às vezes, é excluída do contexto.

Até entre pessoas soropositivas, por desconhecimento ou por simples escolha, a camisinha nem sempre participa da relação sexual. Uns dizem que “a minha parceira tem o mesmo problema que eu, então não preciso usar a camisinha”. É uma frase que mostra a desinformação com relação à carga viral de cada um e a existência de tipos de HIV distintos. Quando duas pessoas soropositivas se relacionam sexualmente sem camisinha, a depender da situação do tratamento de cada uma, poderá aumentar a carga do HIV da outra ou até, originar um HIV recombinante, que não responda ao tratamento.

Atualmente, a decisão de usar ou não a camisinha em uma relação sexual com parceiro (a) conhecido (a) ou não, não é uma simples escolha. É uma decisão que poderá influenciar não apenas na sua qualidade de vida. A saúde do parceiro ou da parceira e até a do futuro filho que ainda vai nascer também será influenciada pela decisão.

Portanto, pensem bem antes de rejeitar o uso da camisinha.

Para quem anda abandonando a camisinha dos relacionamentos amorosos, só tem um conselho: Faça os testes de HIV, Sífilis, Hepatites Virais e depois mude de decisão. Faça a escolha que vai proteger a sua vida, a do seu parceiro e até a do seu filho que ainda não nasceu: escolha a camisinha masculina ou feminina. Escolha o sexo mais seguro.

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