Quer solução

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A viúva do ex-deputado Joaldo Barbosa, médica Edla Amaral, não está querendo fazer espalhafato em torno do assassinato frio do seu marido. Apenas considera que, passado um ano e com fatos novos surgindo, se viu no dever de tentar justiça. Quer expor todas as controvérsias e colocar diante da sociedade os mandantes e autores do ex-parlamentar. Na conversa que teve com o ministro da Justiça, Tomaz Bastos, a viúva do deputado não está levantando suspeita contra ninguém. Apenas deseja uma solução, até mesmo para a prisão do acusado de ter mandado matar Joaldo Barbosa, o ex-deputado Antônio Francisco. Diante de alguns fatos novos que estão surgindo, como, por exemplo, o assassinato de Jeová. A médica Edla Amaral fala com convicção que o retrato falado apresentado a ela, era parecido com o do bandido morto como queima de arquivo. Tudo isso vem gerando uma grande confusão, principalmente quando a Polícia Federal se ausenta do caso, por considerar que estava fazendo papel de “palhaço”, como disse o seu superintendente Kércio Pinto. Ou quando o governador João Alves Filho, durante um programa de rádio, admitiu que houve suborno na fuga de Floro Calheiros. Tudo isso provoca um tumulto muito grande em um processo que, até o momento, só deteve peixe pequeno. Nas conversas das pessoas que estão buscando o esclarecimento da fuga do ex-deputado Antônio Francisco, a capacidade dele se manter em um esconderijo nas proximidades de Aracaju, sem ser importunado por ninguém, é extremamente duvidoso. Fala-se também que ele tem merecido a proteção de um desembargador. Embora não se diga o nome, geralmente as características são da mesma pessoa. Aliás, Antônio Francisco fugiu depois que entrou no Tribunal de Justiça. Teria saído da garagem, agachado no banco traseiro de um carro daquela instituição. Um fato lembrado é a declaração de Antônio Francisco, antes da cassação, de que se perdesse o mandato e fosse preso abriria a boca e detonaria, como uma metralhadora, todos os podres que conhece na política sergipana. Edla Amaral está dizendo apenas o seguinte: se existem outras pessoas neste projeto de assassinar Joaldo Barbosa, que se investigue e prenda. Há uma informação que R$ 50 mil saiu de uma Secretaria para ajudar Antônio Francisco, que tem problemas de saúde, além de uma assistência para socorre-lo em caso de emergência e dois agentes policiais guardando-o. As declarações do superintendente da Polícia Federal, Kércio Pinto, de que não conseguiu cumprir 16 mandados de prisão do ex-deputado, porque ele era comunicado, antes da ação da polícia e desaparecia. O fato da Polícia Federal solicitar ao juiz o grampeamento de determinados telefonemas e quando a autorização era concedida, os aparelhos já estavam desativados. Todo esse amontoado de coincidências está fazendo com que se recomece a revirar as brasas de uma fogueira que não queima até o fim. Além disso, tem o caso da patética fuga de Floro Calheiros, que deixou um rastro de dúvidas, suspeitas e acusações que a sociedade ainda está cobrando. Só para mostrar que o fato tem um direcionamento, o promotor Rogério Ferreira, no programa do radialista Gilmar Carvalho, disse que estranhou que o detido Floro Calheiros tenha passado 53 dias na cadeia, sem ser interrogado. Avisou isso ao secretário da Segurança, Luiz Mendonça, e nenhuma providência foi adotada. Logo depois ele fugiu. Tudo isso tem que ser esclarecido e é o que deseja a viúva Edla Amaral… MINISTRO O ministro da Saúde, Humberto Costa (PT), visitou as áreas atingidas pelas enchentes, viu o nível das águas do rio São Francisco e reuniu-se com prefeitos em Propriá. Depois de ouvir várias queixas sobre a ausência do Governo Federal na área, o ministro anunciou algumas medidas emergências para socorrer os sertanejos. MOROSIDADE A maioria dos prefeitos reclamou da morosidade nas decisões do Governo Federal, provocada por uma burocracia que emperra ações de emergência. O governador João Alves Filho relatou a ação do Estado e também pediu maior rapidez no tratamento de casos como inundações, que não dão para esperar pelos trâmites da burocracia. INSATISFEITO Um dos mais importantes auxiliares do Governo João Alves Filho está a ponto de explodir de insatisfação e pode se afastar do cargo. Acha que o Governo está precisando fazer política e, principalmente, evitar um confronto, neste momento, com Marcelo Déda e José Eduardo Dutra. (ambos do PT). PONTE Um detalhe importante, avaliado por um dos especialistas político do Governo: “João Alves Filho não se reelegerá, caso não construa a ponte ligando Aracaju a Barra dos Coqueiros”. Diz que dificilmente essa ponte será erguida com recursos do Governo Federal. Mas, por conhecer a capacidade de captação do governador, sabe que ele vai busca-los no exterior. CHATEADO A presença do secretário de Turismo, Pedrinho Valadares (PFL), dando boas vindas aos turistas que chegaram para o Pré-Caju, irritou o deputado Fabiano Oliveira. Fabiano disse que durante todo o ano Pedrinho não fez qualquer parceria com o Pré-Caju e declarou que se tratava de uma festa privada que não ia ter o apoio do Governo. ALBANO O ex-governador Albano Franco (PSDB) viajou, ontem, com toda a família para o Rio de Janeiro. Só vai retornar quando passar os festejos do Pré-Caju. Albano Franco sempre participou ativamente desta festa. Este ano, em razão da morte do pai e do irmão, ele ficará ausente. VENÂNCIO O deputado estadual Venâncio Fonseca (PP) está animado com o seu partido. Acha que elege 15 prefeituras do interior em outubro. Na capital, o PP não terá candidato à Prefeitura e vai se manter ao lado do governador João Alves Filho (PFL). Apóia quem ele indicar. SUSANA Susana Azevedo estava com os seus dois camarotes superlotado. Ela distribuiu 10 mil lencinhos para colocar na cabeça, com o seu nome. Susana é pré-candidata a prefeita. Na arquibancada, 300 pessoas ocuparam o mesmo lugar vestindo a camisa distribuída pela pré-candidata. Susana também saiu no bloco. GILMAR O deputado Gilmar Carvalho, pré-candidato a prefeito pelo PV, está com quatro camarotes e ontem não fez nenhum movimento político. Apenas compareceu e aceno para o povo. Gilmar está preparando uma surpresa para o próximo sábado e vem escondendo isso como estratégia de marketing. Diz que vai ser uma explosão. AUGUSTO O deputado estadual Augusto Bezerra (PMDB) disse, ontem, que seja qual for a posição da Executiva Nacional, em Sergipe ele acompanhará o governador João Alves Filho. Augusto gostaria de votar em um candidato a prefeito pelo PMDB, mas tem consciência que na capital fará coligação com o PFL. CHATEADO O governador João Alves Filho (PFL) tem demonstrado irritação com o deputado Gilmar Carvalho (PV), pelo seu trabalho contra a Secretaria de Segurança. Aos seus amigos e correligionários, Gilmar diz que desconhece e não acredita nisso. Acrescenta que não vai recuar neste seu trabalho de esclarecer todo o crime. ESTRADAS O sol voltou a esquentar o sertão – graças a Deus – e o tráfego praticamente retomou à normalidade, faltando apenas trabalhar a rodovia. As pontes estão com tráfego normal e já se vai de Aracaju a Canindé, sem precisar de grandes arrodeios. Notas DINHEIRO O deputado federal Cleonâncio Fonseca (PP) foi o parlamentar que mais usou dinheiro com verba indenizatória, ultrapassando os R$ 12 mil permitidos. Os deputados têm direito a essa verba, para ressarcir despesas relacionadas com o exercício do mandato. A informação é do Centro de Informática do Senado. Os deputados Mendonça Prado e Bosco Costa não gastaram nada. Já o deputado Jorge Alberto (PMDB) precisou de apenas R$ 1.003,50, enquanto José Carlos Machado gastou R$ 2.412,02, dos12 mil que tem direito. PROPOSTA O senador José Almeida Lima (PDT) defendeu três propostas de emendas à Constituição (PEC) para reforma do Estado, apresentada por ele em Junho do ano passado. Almeida quer reduzir o tamanho da máquina burocrática, pois acredita que o Estado brasileiro não tem como manter as despesas com senadores e deputados. Almeida Lima continua defendendo o corte de três para dois deputados e dos 513 deputados federais para apenas 395: “trabalharíamos do mesmo jeito e sem dificuldades”, diz o senador pedetista. CRIME Há uma movimentação em torno do crime de Joaldo Barbosa que precisa ser melhor explicado à sociedade. Afinal, alguns novos fatos estão provocando um certo tumulto e até colocando acusados, semi-analfabetos, escrevendo carta ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça, denunciando confissão sob ameaça de tortura. Até o momento tudo está muito turvo, embora a Justiça mantenha o processo inalterado e o Ministério Público considera que o objetivo é desestabilizar a instituição. De qualquer forma é preciso cautela. É fogo O ministro da Saúde, Humberto Costa, ficou assustado com todos os problemas que viu em Sergipe. Sentiu na pele a aflição da população. O prefeito Marcelo Déda (PT) faz questão de dizer que não está fazendo política ao participar de algumas ações no combate às enchentes. A revitalização do Parque da Sementeira é uma obra da Petrobrás e está bem claro. Discretamente, um pouco abaixo, está impresso o símbolo da Prefeitura de Aracaju. As PECs que o senador Almeida Lima continua defendendo para reforma do Estado, deixam muitos parlamentares enfurecidos. A primeira noite do Pré-Caju não foi das mais animadas. Entretanto a área dos restaurantes e barzinhos esteve muito concorrida. O deputado estadual Fabiano Oliveira não descansa há 15 dias, só com a organização na distribuição dos abadas. O Governo do Estado decretou ponto facultativo para hoje. Libera os funcionários para brincar o Pré-Caju. Algumas pessoas comentaram que da forma como acontecia anteriormente, o Pré Caju parecia bem mais agitado. A Emsetur está aproveitando o momento para exibir out-door convidando os foliões para o arrasta pé de São João. Até ao meio dia de ontem a Prefeitura de Aracaju ainda não havia decretado ponto facultativo para os servidores do município. A viúva Edla Amaral será a entrevistada de hoje no programa Rede Ilha. Será às 7:30 horas. Vai contar tudo. Pirambu já está preparada para os 10 dias que fará de carnaval, com a contratação de várias bandas. É o último ano da festa promovida pelo prefeito André Moura. Por Diógenes Brayner brayner@infonet.com.br

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