Rede ou mídia social?

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No dia-a-dia, é grande a quantidade de pessoas – até mesmo profissionais de Marketing – que acabam confundindo alguns termos da esfera digital. SEO, SEM, CPC, CPM, CTR, S-Commerce, Buzz Marketing, Marketing Viral, podcast, wiki… De fato, o repertório é extenso e trazer o significado de todas as expressões na ponta da língua pode ser uma tarefa desafiante, especialmente para quem não atua cotidianamente na área.

Entre as confusões mais frequentes, os termos “rede social” e “mídia social” ocupam lugar cativo. Afinal, o que significa cada um deles? São sinônimos? Ou há alguma diferença? Pois saiba que, sim, há distinção.

Para exemplificar, vamos nos valer de Aracaju. A lógica é simples: todo aracajuano é sergipano (afinal, ao nascer em Aracaju, automaticamente, você também nasce em Sergipe). Porém, nem todo sergipano é aracajuano (pois você pode perfeitamente nascer nos municípios de Lagarto, Capela, Laranjeiras, Propriá ou tantos outros).

Da mesma forma, toda rede social é um tipo de mídia social. Contudo, nem toda mídia social é, necessariamente, uma rede social. Para compreendermos melhor a analogia, vamos entender os conceitos práticos por trás de cada uma dessas expressões.

Nas mídias sociais, o foco majoritário recai sobre a informação. A interação entre os usuários é possível e necessária ao rótulo de “social”, mas não é o elemento central. Pensemos no Youtube como exemplo. O internauta pode comentar os vídeos de terceiros, atribuir uma nota de ‘gostei’ ou não aos mesmos ou, então, compartilhá-los com seus amigos. Porém, qual o grande objetivo de quem acessa este site: o relacionamento com outros internautas ou os vídeos (ou seja, a informação) em si? Certamente, a segunda opção.

Blogs e o próprio Twitter também são bons exemplos de mídias sociais (não, o Twitter não é rede social, mas sim um microblog). Um vídeo que explica este conceito de forma bem interessante é o “Mídias Sociais em Linguagem Simples”:

Já as redes sociais, apesar de serem um tipo de mídia social, se diferenciam por ter foco específico. É justamente o relacionamento entre as pessoas que se torna a sua grande força motriz. O Facebook, maior rede social do mundo, ilustra bem a situação. Quando acessamos nossa timeline, as informações são muitas – e dos mais variados tipos. Mas qual o nosso verdadeiro propósito, ao entrarmos nesta rede: vermos os posts (ou seja, as informações) mais recentes ou nos relacionarmos com outras pessoas? Sem dúvidas, a interação pessoal prevalece. O vídeo abaixo traz uma explicação igualmente objetiva, prática e descomplicada deste conceito. Vale a pena conferir:

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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