Rio de Janeiro (RJ): Museu Histórico Nacional

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Entrada principal do conjunto arquitetônico

Em visita ao Rio de Janeiro (RJ), não deixe de conhecer o Museu Histórico Nacional, criado em 1922, e um dos mais importantes museus do Brasil, reunindo um acervo de mais de 348.515 itens, entre os quais a maior coleção de numismática da América Latina.

O Tô no Mundo visitou essa joia rara da história do Brasil, não só por suas coleções, mas por ser instalado em um conjunto arquitetônico que desenvolveu-se a partir do Forte de Santiago, na denominada Ponta do Calabouço, um dos pontos estratégicos para a defesa do Rio de Janeiro, no início da colonização do Brasil. Além das coleções permanentes e temporárias, da coleção de charretes, o prédio conta um pouco da história do Brasil Colonial.

Escultura equestre de D. Pedro II na entrada principal

No antigo Forte de Santiago, na Ponta do Calabouço, a evolução do conjunto arquitetônico do Museu acompanhou a trajetória urbana da cidade do Rio de Janeiro. Do Pátio de Minerva, percebe-se que a Baía de Guanabara adornava a bela construção secular. É interessante notar que o aeroporto Santos Dumont, a frente do atual museu, não passa de um grande aterro, instalado pertinho do que antes era um local de segurança militar para resguardar um conjunto de apetrechos bélicos, mais tarde denominado de Arsenal de Guerra Nacional.

Galerias da "Construção da Nação"

No início do século XX o Arsenal é transferido para a Ponta do Caju, abrindo o caminho para a adaptação do conjunto para suas novas funções: Pavilhão das Grandes Indústrias da "Exposição Internacional de 1922".

Por determinação do Presidente Epitácio Pessoa, o Pavilhão abrigou, em duas de suas salas, o núcleo inicial do Museu Histórico Nacional. Com o encerramento da Exposição, o Museu veio ocupando progressivamente toda a área.

Visando recuperar a arquitetura original, ampliar espaços destinados ao público, aprimorar os serviços oferecidos aos visitantes, democratizar o acesso dos mais diversos segmentos da sociedade e viabilizar uma circulação e um percurso adequados ao discurso museográfico, o conjunto arquitetônico que abriga o Museu passou, entre 2003 e 2006, por importantes obras de restauração e modernização.

"Construção da Nação" com os painéis de batalhas navais

Vale a pena reservar um turno para flanar por suas salas e conhecer a história do Brasil através de quadros, movelaria, documentos, exposições de carruagens, de trens e objetos antigos.

O Pátio dos Canhões, no antro central do Museu, abriga uma vasta coleção de canhões, além de um chafariz, adornados pela bela arquitetura do prédio, com seus azulejos portugueses e a eira, beira e tribeira do telhado.

Pátio dos Canhões

Exposições permanentes – O circuito de exposições de longa duração inicia-se no térreo, no hall das escadas rolante, com painéis contando a história do conjunto arquitetônico. Destaque para a monumental escultura equestre de D. Pedro II, de Francisco Manoel Chaves Pinheiro.

No hall do segundo pavimento, tem-se acesso à galeria com teto decorado por Carlos Oswald onde é projetado o multivisão sobre a trajetória do Museu Histórico Nacional.

Após a exibição, exposições abrangem da pré-história brasileira ao período republicano: acervo tradicional, peças contemporâneas e recursos multimídia auxiliam o visitante na compreensão da história.

Mobiliários históricos

A única exposição de longa duração a permanecer no pavimento térreo é a referente aos meios de transporte, "Do Móvel ao Automóvel – Transitando pela História", devido às dimensões do acervo. Ainda no térreo, no Hall dos Arcazes, estão expostas pinturas de Cuzco, no Peru.

No segundo pavimento da Casa do Trem, encontram-se as exposições de numismática "As Moedas Contam a História" e "Coleções de Moedas, Uma Outra História".

Há também os móveis e a reconstrução da primeira farmácia do Brasil, denominada de sala da Farmácia Teixeira Novaes, a exposição "Portugueses no Mundo", que apresenta a expansão portuguesa a partir das grandes navegações, incluindo a colonização do território brasileiro e as características peculiares da formação econômica, política e social de nosso País.

“A Construção da Nação” contando a história do Estado Imperial, da sua fundação, em 7 de setembro de 1822, até a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. É bastante expressiva as batalhas com fardamentos, os objetos bélicos e os painéis gigantes que adornaram palácios coloniais.

Pátio de Santiago

A exposição “Cidadania em Construção” é bastante visitada por conta o Brasil a partir da Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, iniciando uma nova fase da História do Brasil. Os painéis gigantes, afrescos, mobiliário da época chamam atenção.

O museu ainda abriga o Pátio de Santiago, a Biblioteca, o Arquivo Histórico e as duas grandes exposições As Moedas Contam a História e Coleções de Moedas, Uma Outra História. Essa última contando com cerca de 600 peças, entre objetos de numismática, mobiliário, esculturas e outras peças, integram a exposição, que inclui, ainda, a reconstituição de um antigo gabinete de numismática.

Pátio de Santiago

Dicas de viagem

  • Situado no centro histórico do Rio de Janeiro, o Museu Histórico Nacional está abrigado num dos mais importantes conjuntos arquitetônicos da cidade: praça Marechal Âncora s/n.º, Centro, próximo à praça XV.. mhn@museus.gov.br (direção)  –  mhn.comunicacao@museus.gov.br (Ascom). Tel:55-21-3299.0324 (recepção), 3299.0311 (ascom) e 3299.0321 (direção);

  • Aberto ao público de 3º a 6º feira, das 10h às 17h30 e aos sábados, domingos e feriados (exceto Natal, Ano Novo, Carnaval e dias de eleições), das 13h às 17h. Não abrimos ao público nas segundas feiras, mesmo que seja feriado. Ingresso: R$ 10,00 (dez reais). Aos domingos, a entrada é franca.

  • Primeira farmácia do Brasil

    Não deixe de dar uma conferida no bistrô e na lojinha de souvenir do museu.

  • Também não deixe de visitar o Pátio de Santiago. Os murais contam a história da localidade e do prédio. O curioso é ver que as águas da Baía de Guanabara se fazia pujante nos muros da fortificação.

  • Nas imediações do Museu Histórico há vários prédios coloniais do Rio de Janeiro antigo que valem a pena uma visita, a exemplo das igrejas de Nossa Senhora de Bonsucesso e de Santa Luzia, uma das primeiras construções do Rio de Janeiro, o prédio da Santa Casa de Misericórdia, além dos diversos prédios que hoje abrigam repartições públicas.

Salão das charretes

Gastroterapia

É uma ofensa ao Deus da Boa Gastronomia não apreciar da feijoada carioca. Nos diversos restaurantes do centro do Rio Antigo, o feijão preto, acompanhado de paio, charque, calabresa defumada e carne de porco fazem sucesso entre os turistas e fluminenses. A feijoada do Bar Amarelinho, na praça Floriano Peixoto, é parada obrigatória para o turista de primeira viagem que quer flanar a manhã e tarde pelo Rio Antigo. Degustar da tradicional feijoada, acompanhada de um aperitivo, torresmo, picadinho de couve, tendo ao fundo o teatro municipal do Rio de Janeiro é uma boa pedida, pertinho do Museu Histórico Nacional.

Fonte:http://www.museuhistoriconacional.com.br/

Fotos: Silvio Oliveira

Contato: silviooliveira@infonet.com.br

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