Roupa suja

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Mais uma vez, o rádio foi usado ontem como lavanderia para desafetos políticos limparem roupas sujas em público. Numa emissora, o dublê de político e empresário Edvan Amorim (PTB) chamou o deputado federal Mendonça Prado (DEM) de falso moralista e o acusou de ter feito caixa dois na campanha eleitoral. Em outro prefixo, o parlamentar disse que só a criminologia explica Edvan, “que responde por crime de estelionato, formação de quadrilha e tudo que não presta”. Amorim também foi acusado de comprar personalidades alheias para realizar os próprios sonhos. Bem que as duras acusações proferidas por ambos deveriam ser avaliadas por quem de direito para, se for o caso, abrir processos criminais. Afinal, as denúncias foram feitas por dois homens públicos, cujas palavras devem merecer credibilidade.

Ministra

A desembargadora Marilza Maynard voltou a compor o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela atua como desembargadora convocada na 1ª Seção e na 2ª Turma, órgãos especializados no julgamento de processos de direito público. A magistrada sergipana ocupa a vaga deixada pelo ministro Castro Meira, que se aposentou no último dia 19. A juíza Iolanda Guimarães substitui a desembargadora no Tribunal de Justiça de Sergipe.

Leite derramado

Com o título acima, o blog Relatório Reservado publica a seguinte nota: “O projeto expansionista do Grupo Albano Franco para a fabricante de laticínios Sabe carece de cálcio. A empresa ainda não conseguiu ir além de Sergipe e adjacências. Para quem sonhava em ser uma das líderes de mercado no Nordeste, é quase nada”.

Mil réis

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade do Artigo 25 da Lei das Contravenções Penais. Nele era prevista pena de prisão de dois meses a um ano para condenados que portassem chaves falsas ou alteradas, além de multa de 300 mil réis a 3 contos de réis. O Supremo entendeu que a lei, editada em 1941, não foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988. Tá certo!

Protesto

As prefeituras de Sergipe vão passar o próximo dia 25 com as portas fechadas. Esta foi a forma que os prefeitos encontraram para protestar contra o tratamento dispensado a elas pelo governo federal. Eles dizem terem cansado de mendigar recursos em Brasília. No mesmo dia 25, prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas realizarão uma plenária na Assembléia Legislativa para exigir do governo federal a liberação de recursos. É, tá feia a coisa!

Naufragou

Como já era esperado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou ontem o pedido de registro do Partido Rede Sustentabilidade, concebido pela ex-senadora Marina Silva. A legenda obteve o apoio de 442.524 eleitores com assinaturas certificadas pelos cartórios eleitorais, porém não atingiu o número mínimo de 491.499 assinaturas exigidas pela legislação eleitoral. Agora, só Deus sabe o futuro político de Marina.

É verde

E o ex-deputado federal Pedrinho Valadares assina hoje ficha de filiação ao Partido Verde. Ele chega ao PV com um objetivo: montar com outros partidos o palanque do presidenciável e governador de Pernambuco Eduardo Campos. Dentro dessa estratégia, Pedrinho pode até concorrer ao Senado: “Tenho disposição, apoio do PV e incentivo dos amigos”, discursa o novo verde.

No twitter

O governador licenciado Marcelo Déda (PT) fez ontem uma postagem no twitter: “Meus parabéns pelos 60 anos da Petrobras, prova do talento da nossa gente e fruto da luta do nosso povo. Um abraço a todos os petroleiros”. O petista sergipano se encontra em São Paulo tratando de um câncer no estômago.

Reforço

Os ex-vereadores aracajuanos Antônio Samarone e Pedrinho Andrade assinaram ontem fichas de filiação ao Partido Popular Socialista (PPS). Ambos já militaram no PT, sendo que Samarone também passou pelo velho PCB. Em Aracaju, o PPS é coligado com o DEM, do prefeito João Alves Filho.

Latas velhas

Promovido pelo Ministério Público de Sergipe, acontece hoje o Fórum Transporte Público Coletivo Urbano. Durante todo o dia, promotores, representantes das empresas de ônibus e o povo em geral vão discutir sobre o precário sistema de transporte coletivo. O Movimento Não Pago confirmou presença no evento, que acontece na sede do Ministério Público Estadual, em Aracaju.

Essa é do baú

No livro ‘Histórias de Vários Tempos – fatos e pessoas’, o desembargador Artur Oscar de Oliveira Déda escreve com maestria sobre “o juiz de casamentos”. Fechando o texto, ele conta que “na vigência do Código Civil anterior prevalecia o entendimento de ser obrigatório a mulher assumir o nome do marido. A dúvida era a partir de que momento. Ao assinar o termo ela o faria com o nome de solteira ou de casada? Os civilistas mais experimentados consideravam o debate meramente acadêmico, sem a mínima relevância. Pois bem. Numa dessas solenidades, um juiz – que foi desembargador e professor universitário, deixando rastos de luz – esperava distraidamente a tomada das assinaturas no termo final. Foi quando a noiva perguntou: ‘Dr. Belmiro Góis, o amor é agora?’. O meu ilustre conterrâneo ergueu a cabeça e abriu os olhos, com espanto. Mas a escrivã logo esclareceu, dizendo que Amor era o sobrenome do noivo. E Dr. Belmiro, não dando a mínima para a controvérsia bizantina, respondeu: Como a senhora quiser”.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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