Seleção chega para Copa em ápice técnico e tático

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Seleção chega como uma das principais favoritas para conquistar a Copa do Mundo (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Com a vitória por 3 a 0 contra a Áustria, a Seleção Brasileira encerra o ciclo de preparações pré-Copa e já começa os treinamentos e processo de concentração para enfrentar a Suíça no domingo, 17, pela primeira rodada.

Que o time chega pronto para a disputa do principal torneio de futebol do planeta todos já perceberam. O que chama a atenção é o pico técnico e tático em que joga a equipe comandada por Tite. Além dos grandes jogadores do elenco, a Seleção Brasileira apresenta grande consistência defensiva e organização como um todo, potencializando ainda o desempenho individual dos atletas. Outro fator que contribui para a excelente fase é que, embora desafios apareçam, o time consegue superá-los.

Um deles ,estabelecido pelo próprio treinador, foi a chamada ‘linha de 5’. Tite havia declarado, em coletiva, que o amistoso contra a Inglaterra, que aconteceu em novembro do ano passado e terminou no 0 a 0, seria positivo para ver a postura dos jogadores para tentar furar o bloqueio. O desempenho não foi de todo o mal, mas o time encontrou dificuldades para penetrar na defesa e chegar ao gol.

Contra a Áustria, novamente, teve a oportunidade de encarar um adversário que sabe se defender. O time europeu foi a campo oscilando, com e sem bola, entre o esquema 3-6-1 e 5-4-1, com três zagueiros, dois laterais e dois volantes. Apesar de ser mais fraco que o ‘English Team’, a Áustria conseguiu, em alguns momentos, travar o Brasil, obrigando-o a arriscar de fora da área, com Casemiro, Neymar e Coutinho. Mesmo com a estratégia de se proteger, ofereceu perigos ao Brasil, principalmente em jogadas com a participação de Arnautovic.

Contra mais um time que jogou fechadinho, a Canarinha conseguiu superar o obstáculo e aplicou o placar clássico com boa atuação dos jogadores de frente, efetividade dos articuladores e solidez dos defensores. O ponto alto do time volta a ser Neymar, que dribla não só os zagueiros rivais, mas também o clima de receio que cercou o seu retorno após a lesão no seu famigerado quinto metatarso. Mais um gol de placa e confiança no alto para a estreia no domingo, em Rostov.

Grupo E: expectativa

Neymar deixa para trás os adversários e a desconfiança após retorno de lesão (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Olhando para o grupo E, o panorama é favorável. Tem um grupo fácil e que conspira para que o Brasil passe em primeiro, com 100% de aproveitamento. A  adversária mais complicada parece mesmo a Suíça: na fase de grupos das eliminatórias europeias, terminou com 27 pontos de 30 possíveis, em segundo lugar no grupo B, com 9 vitórias e 1 derrota, empatada com Portugal. Na repescagem, despachou a Irlanda do Norte e conquistou a vaga. No elenco, tem jogadores que atuam nos grandes times das principais ligas do Velho Continente, como Bürki, do Borussia Dortmund; Lichtsteiner, da Juventus; Ricardo Rodríguez, do Milan; Shaqiri, do Stoke City, um dos principais nomes da Seleção; e Xhaka, do Arsenal.

Sérvia tem seus destaques – Kolarov, da Roma, Matic, do Manchester United, e Ivanivic, do Zenit; a Costa Rica tem a seu favor o bom desempenho na última Copa do Mundo e vem comandada novamente por Keylor Navas e Bryan Ruiz.

No entanto, ninguém com potencial de frustrar, pelo menos nesta primeira fase, a grande expectativa que paira sobre o Brasil, que possui um elenco recheado e altamente qualificado. Coutinho, Miranda, Marcelo, Willian, Casemiro, Thiago Silva, Alisson, Jesus, Firmino e cia. certamente farão um grande torneio, assim como Neymar, que liberou: “Tem que confiar, sonhar, não tem que segurar a onda não. Pode falar que é brasileiro e pode sonhar. Estamos sonhando cada vez mais. Sonhar não é proibido”, disse em entrevista ao Globo Esporte.

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