Seria um blefe?

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   Será que nem o PT quer (ou queria) Albano e nem Albano quer o PT. Quem se dispuser a analisar as articulações engendradas por ambos, perceberão claramente que tanto o PT quanto o ex-governador Albano Franco (PSDB) estão na realidade blefando o tempo todo, aliás, o blefe que é um recurso muito conhecido entre os jogadores e torcedores do jogo de cartas denominado “Pôquer” e que serve para o jogador tentar mostrar ao adversário que tem algo que na realidade não possui, é também muito utilizado num jogo de habilidades pessoais denominado “Política”, onde a única diferença é que nesse campo costuma-se blefar não só com os adversários, mas também com os aliados. E qual a necessidade de blefar com aliados? A resposta é que na política às vezes o aliado acaba sendo o seu maior adversário.

  A política deveria ser exercida por homens e mulheres que objetivassem a busca do “Poder” para utilizá-lo em favor de uma coletividade, adotando medidas que resultassem em uma melhor qualidade de vida para o seu povo e em maior desenvolvimento para o seu município, estado ou país. Na prática o que se assiste diariamente são representantes de diversos segmentos lutando em busca do “Poder” para utilizá-lo em benefício único e exclusivo dos seus interesses pessoais, empresariais, sociais e econômicos. E é exatamente por este motivo que em política também se blefa com aliados, porque o controle do “Poder” pode mudar de mãos a qualquer momento. E se o político A, descartar abruptamente o político B, como então fará para proteger seus interesses, se o “Poder” no dia seguinte amanhecer nas mãos do político B?. É exatamente por isso que nem Albano descarta abruptamente o PT e nem o PT descarta abruptamente o ex-governador tucano.

  Albano que sempre foi “Franco” sabe que pode acordar em outubro com Lula presidente e Deda governador. E o PT sabe que jogando Albano nos braços de João pode até sonhar em ver Lula reeleito, mas sabe que fica muito mais difícil apostar em ver Deda governador. Em resumo Albano gostaria de apoiar João com quem mantém uma maior afinidade pessoal e política, existe inclusive uma afinidade em relação aos interesses empresariais de ambos, mas deseja fazer essa opção sem contrariar Deda.

Já Deda deseja descartar Albano do seu arco de alianças sejam elas: branca, preta ou de qualquer cor, mas deseja que quando isso ocorrer Albano já esteja também descartado pelo atual governador João Alves Filho. Ou seja, se em política fosse permitido se falar o que se pensa, Deda diria a Albano a seguinte frase: “Nós desejamos o seu apoio, mas não queremos a sua companhia. E o apoio que mais desejamos é vê-lo distante de João e se para isso o seu PSDB tiver que se ferrar que se ferre, porque eu preciso mesmo é me eleger”. E João diria a Albano a seguinte frase: “Queremos o seu apoio e a sua companhia. Mas o sonho de tornar-se senador, deixe pra outro dia!”.

  A realidade é que na política todos blefam, ou seja, todos escondem uma carta na manga para somente mostrá-la no último minuto do jogo. E embora não revele o governador João Alves não abre mão da vaga de senador porque ele sabe que a sua reeleição é uma incógnita, enquanto a candidatura à reeleição da senadora Maria do Carmo, com os adversários que estão escalados até o momento, seria muito mais segura. Já Albano se pudesse diria aos dois a seguinte frase: “Tô nem aí, tô nem aí, podem seguir com seus problemas que eu tô nem aí!”.

   Em resumo a riqueza que Albano possui é mais que suficiente para que ele passe o resto de sua vida sem querer nem saber de política, mas como a busca pelo “Poder” torna-se uma atividade incessante, tenham certeza que ele ainda vai continuar por muitos anos azucrinando a vida dos que desejarem obter poder político em Sergipe. E essa sua decisão de não apoiar nenhum dos candidatos a governador, podem apostar que ela não será definitiva.

 

 

 

PFL I

Questionado ontem sobre a decisão do PSDB em Sergipe em não fazer coligação com o PFL, o governador João Alves disse que nada é surpresa na política. “Se você soubesse os partidos que estou conversando você ficaria rubro”, disse o governador ao conceder entrevista ontem a vários radialistas no aeroporto de Aracaju.

  

PFL II

No programa de televisão do PFL ficou claro que a estratégia inicial é mostrar conteúdo da administração do governador João Alves. A desconstrução do adversário é tarefa para mais adiante. Mas que ninguém se engane. O chumbo grosso vai ser trocado na hora certa, dizem seus assessores.

 

PFL III

Um pefelista avaliou a  participação da senadora Maria do Carmo como ponto alto do programa da última segunda-feira. Segundo ele, “a senadora, muito bem avaliada pelas pesquisas de opinião pública, se apresentou na tv com discrição, fluência e objetividade e conceituou muito bem o seu trabalho social e atribuiu os louros da vitória ao marido governador”. No trilho da reeleição – pelo que se vê – Maria é locomotiva e o João, o vagão. Bem pesado, diga-se de passagem.

 

Marqueteiro I

O publicitário José Nivaldo Júnior já está no comando do marketing eleitoral do PFL. Ele é advogado, escritor – escreveu o livro “Maquiavel, o Poder” –  e professor de história da Universidade Federal de Pernambuco. Tem grande experiência no ramo – fez campanhas para Miguel Arraes (PSB), Leonel Brizola (PDT), Jarbas Vasconcelos (PMDB), João Paulo (PT), entre outros – e fama de profissional criativo e competente.

 

Marqueteiro II

 Já o PT do ex-Prefeito Marcelo Deda optou por uma solução caseira. Não vai contratar nenhum marqueteiro nacional. O próprio Deda se considera capaz de cuidar pessoalmente dessa área e com mais algumas boas cabeças locais, acha que pode dar um show de bola nos programas de rádio e televisão. Para quem não sabe Deda já atuou como ator, diretor de teatro e cineasta.

 

Diário

Os diários oficiais do estado dos dias 8,9, 12 e 13 deste mês circularam com o nome do secretário de Gestão Estratégica e Modernização Administrativa, Etélio Prado, como Etílo. O estranho é que não foi apenas em um número, mas quatro. Logo numa pasta tão importante para a administração estadual.  Por falar em gestão administrativa, o novo secretário-adjunto é o ex-vereador Marcélio Bomfim. Ele é ligado ao senador Almeida Lima (PMDB).

 

Propaganda

As equipes de marketing dos candidatos já estão trabalhando em pesquisas, filmagens, produções, dossiês e montagem de estúdios. Mas os programas eleitorais no rádio e na televisão só começam no dia 15 de agosto.

 

Forró

“Nada contra nenhum desses ritmos, mas, por favor não venham meter os trinados de Bruno e Marrone no meu xaxado, nem os vocalizes da Marron no meu baião. No brega do Reginaldo Rossi, minha zabumba fica rouca e o triângulo entristece. No axé de Vixe Mainha, minha sanfona fura o fole. Virge Maria! Que vila é essa?”. Do secretário da PMA, Carlos Cauê, sobre a programação diversificada da Vila do Forró.

 

Direito Eleitoral

 Uma área que vai exigir profissionais da mais alta competência nas próximas eleições é a de direito eleitoral. E os advogados vão precisar saber mais do que simplesmente conhecer e interpretar as leis. Vão precisar saber mais da sistemática operacional dos programas de rádio e tv e estar muito bem sintonizados com a própria estratégia de marketing dos candidatos. O advogado sergipano Genisson Cruz saiu na frente. Acaba de fazer um seminário intensivo sobre o assunto em São Paulo, onde especializou-se em análise de pesquisa, edição de programas e planejamento estratégico para melhor utilizar seus já reconhecidos conhecimentos jurídicos durante a próxima campanha eleitoral.

 

 

Frase do Dia

A prisão não são as grades e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência”. Gandhi.

 

 

 

 

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