Seu site é fácil de usar?

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Muita gente me pergunta dicas de leitura específicas sobre o mundo digital. Como as áreas deste segmento são diversas, consequentemente, a quantidade de obras e autores é igualmente numerosa. Porém, quando o assunto é usabilidade, trago duas recomendações a tiracolo: “Usabilidade na Web”, de Jakob Nielsen, e “Não me Faça Pensar”, de Steve Krug.

A diferença principal entre os dois livros é a forma como tratam o mesmo assunto. Enquanto o primeiro realizou uma pesquisa com um grupo de internautas, para embasar suas mais de 400 páginas (o que lhe dá uma solidez empírica de argumentação), a segunda se valhe de uma linguagem mais direta, descontraída e próxima do leitor, com 197 páginas até o índice remissivo. Ambas, porém, são muito bem escritas e ricas em exemplos práticos, além de partilhar do mesmo objetivo: munir-nos com o conhecimento necessário para que façamos o internauta compreender o nosso site – e, assim, obtermos melhores resultados. Ou seja: o foco é otimizar a usabilidade dos nossos projetos web.

Krug, inclusive, propõe um desafio interessante, para saber a quantas anda a usabilidade de um site. Batizando-o de “teste do porta-malas” e com uma boa dose de humor, o autor sugere que até mesmo um homem atordoado, após ter sido sequestrado e trancado no porta-malas de um carro, deve ser capaz de responder – com facilidade – uma bateria de seis perguntas, acerca de um projeto web. E isto em qualquer das páginas, e não necessariamente na home (inicial).

As questões estão listadas abaixo, para que você também possa respondê-las. E então? Será que o seu site passa no teste?

1) Que site é este? A identificação do site sempre deve estar clara e visível. Daí a importância, por exemplo, de se inserir a marca da empresa no local correto (canto superior direito ou parte superior central das páginas).

2) Em qual página estou? Encontrar o nome da página também deve ser uma tarefa fácil para o internauta. Evidenciá-lo na própria estrutura da mesma é o caminho mais aconselhado. Ex.: se você está na página de “serviços” do site, utilize a palavra “serviços” como título do texto publicado nesta página. Ele deve vir sempre no topo da mesma.

3) Quais as principais seções? Afinal, quais as principais áreas desta página? Existe um submenu? Numa página institucional, por exemplo, as seções “missão”, “visão” e “valores” são conteúdos internos comuns e que, geralmente, contam com páginas próprias. Dê-lhes, então, a devida valorização, ajudando o internauta a compreender que se tratam de partes importantes e nas quais ele pode aprofundar sua navegação.

4) Quais são minhas opções neste nível? Deixe claro qual o conteúdo proposto pela página em que o internauta está. Se o item escolhido no menu foi “notícias”, consequentemente, as opções do nível devem ser as notícias disponíveis para leitura. E por aí vai.

5) Onde eu estou no esquema das coisas? Krug defende que os indicadores do tipo “você está aqui” são fundamentais à boa navegação. Uma dica oportuna, então, é valer-se dos famosos breadcrumbs (“migalhas de pão”, no português), que mostram na tela a página em que o internauta está atualmente e todos os níveis nos quais ela está inserida. Se num e-commerce você selecionou a página “produtos” e, na sequência, clicou em “calças” e “jeans”, por exemplo, seu breadcrumb exibiria o seguinte: Produtos > Calças > Jeans.

6) Como eu posso realizar uma pesquisa? Para o autor, uma ferramenta de busca é bem-vinda em todo projeto web. Afinal, é ela que permite ao internauta procurar – e chegar a – qualquer conteúdo de seu interesse, a qualquer momento e de forma rápida. Por isso, cada página deve reservar um espaço para tal. Preferencialmente, em sua parte superior.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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