O turista que procura a Capital das Alagoas, Maceió (AL), logo tem em mente belas praias de águas transparentes e esverdeadas, passeios em lagoas e todos os serviços que se debruçam sobre o litoral. Das praias urbanas, ao litoral norte e sul do Estado, as praias já se consolidaram como o mais atrativo dos cartões-postais. Pouco a pouco, Maceió descontrói-se e amplia o leque de opções turísticas com o centro histórico Jaraguá ocupado por bons restaurantes e vida cultural e um centrão que documenta o passado dos templos católicos e prédios do Executivo transformados em museus. Maceió é bem mais que praia.
Praias como Pajuçara, Sete Coqueiros, Ponta Verde, Jatiúca são alguns dos tradicionais cartões-postais da capital alagoana, carimbados por muitos turistas em viagem pelo Nordeste. Em Pajuçara, o aporte de uma roda-gigante e a requalificação de espaços públicos fazem do calçadão o metro quadrado mais disputado, principalmente, a partir do entardecer. Modernos prédios que receberam espaços comerciais e restaurantes também transformaram a localidade no ponto de encontro dos turistas com os alagoanos.
Mas o que dizer da capital alagoana fora do binômio “sol e mar”? A poucos 230km de Aracaju (SE), Maceió (AL) cada vez mais atrai turistas em busca das histórias dos tempos dos marechais e donos de canaviais através de construções antigas e prédios imponentes, instalados desde os bairros Jaraguá ao Centro. O bairro Farol também é um atrativo a parte para aqueles que gostam de ver a cidade panoramicamente.

Maceió é bem mais que praia, sim! O primeiro passo é iniciar a visita ao bairro Jaraguá. Na região litorânea do bairro, chamada de praias do Porto e da Avenida, um antigo galpão hoje funciona como o Mercado de Artesanato contando com arte e gastronomia. Ao seu lado, o prédio da Associação Comercial de Alagoas vale uma foto, até porque lá fica uma estátua da Liberdade em tamanho menor que a original, mas esculpida pelo próprio autor da estátua americana. Ali perto também fica a Praça dos Leões.

Reduto da antiga aristocracia alagoana, no almoço do Jaraguá há bons restaurantes funcionando em casarões, além de bares e boates que começam a abrir no entardecer e varam as altas horas da noite. As ruas de calçamento irregular e postes que se assemelham aos do início do século dão um tom de preservação do passado ao bairro.
Mais à frente fica o museu Théo Brandão, instalado em um sobrado colonial, na avenida da Paz. A construção merece ser restaurada, mas enquanto não acontece o acesso é gratuito e conta um pouco da história, das artes e do povo alagoano. A vista da região do porto de Alagoas é bem agradável, com a nova Igrejinha de Jaraguá.

O turista percorre a via e acessa à direita pela avenida do Imperador. Sem medo de errar passará pela frente da Catedral Metropolitana de Maceió, devotada a Nossa Senhora dos Prazeres. Maceió é bem mais que praia. A catedral merece uma parada é há um estacionamento à sua frente. Subindo a ladeira da catedral ao lado do templo católico, verá a Escadaria Todos pela Cidade.
Ainda na parte baixa da cidade, seguindo a mesma avenida da catedral, chegará na “Praça dos Poderes”, onde se concentram o Palácio dos Martírios, chamado Palácio Museu Floriano Peixoto, a igreja do Bom Jesus dos Martírios A praça tem seu charme, mas muitos casarões a sua volta já demostram abandono. Sem sombra de dúvida, a praça é a melhor harmonização arquitetônica que o turista irá encontrar no centro da cidade.

Nos arredores da praça ficam dois mirantes que devem ser visitados: mirante de Santa Terezinha e o charmoso mirante de São Gonçalo. Os dois mirantes ficam no bairro Farol, na parte alta da cidade, e não ficam tão próximos, mas podem ser visitados num mesmo roteiro. Do primeiro, tem-se a visão do Centro de Maceió e os principais prédios históricos. Do segundo, avista-se o porto e parte da praia da Avenida.
Não deixe de visitar também a recém-restaurada Praça Marechal Deodoro, desenhada pelo Teatro Deodoro, uma galeria anexa denominada Galeria de Artes Complexo Teatro Deodoro e o Complexo da Justiça. Aproveite o horário comercial da galeria aberta: de segunda a sábado, das 8h às 18h, e aos domingos, das 14h às 17h.
NA BAGAGEM
Partindo de Aracaju, para chegar à Maceió de ônibus há vários horários através da empresa Real Alagoas. Caso preferir ir de carro, o acesso é feito pela BR 101, sentido Propriá (SE), ou através do trevo de acesso à Neópolis (SE), nessa última com passagem de balsa sobre o rio São Francisco. A BR 101 alagoana está quase que totalmente duplicada e dura cerca de 3h.
A Galeria de Artes do Complexo Cultural Teatro Deodoro pode agendar para grupos de instituições assim como unidades de ensino da rede pública ou privada. A galeria funciona de segunda a sábado, das 8h às 18h, e aos domingos, das 14h às 17h. É gratuita. Saiba mais https://www.diteal.al.gov.br/
O Palácio Museu Floriano Peixoto é a antiga sede do governo de Alagoas e há um acervo de arte alagoano, mobiliário, funcionando de segunda a sexta, das 9h às 14h.
GASTROTERAPIA
Os maceioenses têm o hábito de sair para almoçar e jantar, bem como tira dias para tomar um café da manhã diferente, fora de casa. Agregado ao grande número de turistas que visitam a Capital, a cidade proporciona uma gama de bons restaurantes que abrem desde as primeiras horas até o final do dia. A cidade tem se orgulhado de cada vez mais ofertar a quem lá visita uma culinária alagoana com sotaque próprio, sabores, cores e gostos, como os frutos do mar e dos mangues e de seus temperos.
A cozinha autoral alagoana faz sucesso e ganha ares de sofisticação por meio das mãos dos seus chefs no novíssimo Toá Roftoop, no agradável Oxé e o bem avaliado Brotto Restaurante, entre outros que reinam entre os melhores do país. A Padaria do Zé Pereira e o Sá Menina, ícones que recentemente conhecidos e aprovados também são referências nesta trajetória. Aqui listo dicas:
CAFÉ DA MANHÃ – A indicação sem medo de errar é o restaurante Sá Menina. O primor no que serve é verificado sem pestanejar. Prove dos deliciosos pães com fermentação própria, além do cachorro quente de carne moída da vovó e os tradicionais sabores nordestinos, como o cuscuz, tapioca, a escondidinho de charque, as frutas da terra e muito mais.



ALMOÇO – No novo cardápio executivo do restaurante Brotto, o regional encontra com o italiano. Eu provei de entrada Caprese de parmesão com tomates assados, pesto e crocante de pão e o Crostine Siciliano de caponata com tomate seco, pimentões e berinjela sobre pão brioche tostado. No prato principal, Rondelli de massa fresca recheada com quatro queijos sobre uma cama de molho de tomate e fonduta de parmesão gratinada, além do Arroz caudaloso de linguiça Toscana e sofrito de pimentões. As delicias estão disponíveis de segunda a sábado, das 12h às 15h, ao valor de R$ 75, com entrada, prato principal e sobremesa.

JANTAR – Fui conferir o Toá Rooftop no jantar. O ambiente chama atenção pela sofisticação que se encontra com a linha horizontal da cidade através de paredes de vidro. O rooftop fica na cobertura do moderno New Time, na Pajuçara. Os pratos são bem servidos e traz o sabor local com ingredientes internacionais. O queridinho dos pedidos entre os pratos principais é o “Peixe, Camarão e Banana, definido como peixe do dia com escamas de banana da terra, beurre blanc de limão na brasa, mini cenouras glaciadas, camarões e brócolis na brasa. (R$148)

Preferi o Atum a Barôa, atum selado melado na demi glace, mousseline de vabatata barôa na brasa, cogumelos na brasa, brócolis, furikake de castanha e mix de ervas com wasabi (R$148).

PARA BEBERICAR – Um boteco para chamar de seu indicado para degustar das mais altas iguarias alagoanas é o Bar do Pelado, na Jatiúca. Das patinhas de caranguejo-ucá, ao caldinho de massunim, da ova de peixe a Carapeba, as mesas do barzinho é bem disputas para quem gosta de uma breja e conversa com a fora.
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