Sintese-Ana Lúcia, juntos pelo atraso na educação

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Vamos passear por algumas cifras que demonstram como a educação pode evoluir rumo à eficiência. Listamos, aqui, 4 colégios do ensino médio, três em Aracaju e um em Nossa Senhora da Glória. Neles, foi implantado o regime de tempo integral. São oito horas e meia de permanência na escola, começando às 7h e encerrando às 16h30. Os professores são avaliados, os alunos recebem duas refeições, praticam esportes, descansam, têm à disposição laboratórios de ciências, bibliotecas, as ferramentas da informática, o acesso às artes, fazem atividades extra-classe, participam de excursões.

Os colégios são: Ateneu Sergipense, Vitória de Santa Maria, Ministro Marco Maciel, em Aracaju e Manoel Messias, em Glória. Os de Aracaju adotam o tempo integral desde 2009, quando Jose Lima era Secretário da Educação, o de Glória, é mais recente, desde 2012, quando o Secretário era Belivaldo.

Escolas assim foram pensadas por Darcy Ribeiro, e Leonel Brizola transformou em realidade a idéia do grande educador, construindo os CIEPs, os virtuosos estádios do saber, que reuniam milhares de estudantes para uma convivência diária, que ia muito além do fastidioso sistema de ensino limitado à rotina do professor que fala, do aluno que ouve, termina a aula, o professor vai embora, os alunos se dispersam, deixam a escola, desperdiçam tempo, pouco aprendem e se tornam presas vulneráveis das seduções da droga, do álcool, das transgressões, da vagabundagem. Por não termos a escola em tempo integral, agora, como na época previu e advertiu Darcy, estamos a multiplicar penitenciárias.

Nas escolas sergipanas que se transformaram em centros experimentais, os resultados positivos são revelados pela exatidão dos números atestando o sucesso. Com essas escolas quebrou-se aquele fracassado paradigma do ensino público incapaz de segurar o aluno, de não ir além da diplomação de analfabetos funcionais. Com essa experiência, mostra-se, agora, que egressos da escola pública podem ser aprovados nos vestibulares.

Vejamos, entre os 82 alunos do Ateneu aprovados no ENEM de 2016, os que conquistaram os primeiros lugares: Giulia Oliveira Prado, Enfermagem-USP; Patrick Feitosa  Teixeira, Farmácia, UFS; Laila dos Santos Ribeiro.  Pedagogia, UFS; Franciele Almeida Santos Santana, Ed. Física, UFS; Thadeu Wictor S. Melo, Ciência da Computação, UFS; Bruno Oliveira Gonçalves, Ed. Física, UFS; Lucas Expedito Oliveira, Ciência da Computação, UFS; Juliana Pereira Santos, Design, UFS; Raquel Santos Fontes, Relações Internacionais, UFS; Vinicius Loureiro de Souza, Letras, Português Francês, UFS.

Seis alunos ficaram em segundo lugar, todos na UFS:  Gabriele O. Santos, Química; Myllena V. Silva, Engenharia de Materiais; Zidane Silva de Silva, Física; Roberta Cristina V. Menezes, Letras-Português Inglês; Letícia Stephany N. dos Santos, Ecologia; e Jonas Gabriel V. de Sá, Zootecnia.
Do Colégio Marco Maciel foram aprovados na primeira chamada do SISU, 11 alunos, todos na UFS, cinco, nos dez primeiros lugares e um deles, José Matheus S. Gomes, em primeiro lugar para Engenharia de Petróleo.

No Vitória de Santa Maria, localizado num dos bairros mais pobres e problemáticos de Aracaju, antes do tempo integral só dois alunos foram aprovados no vestibular. Agora foram 47.

O MEC deu prazo para que Sergipe selecione as escolas que deverão integrar o programa lançado pelo governo federal, em outubro do ano passado. Durante dez anos fica assegurado o repasse de recursos federais para as escolas, são 35 em Sergipe até 2019. Para este ano devem ser incluídas 24 unidades. Somente Sergipe está até agora fora.

Não houve ainda a adesão de Sergipe pela birra inconsequente da dupla SINTESE-ANA LÚCIA.

Exige o MEC: os professores de cada escola devem aceitar a adesão. Mas o SINTESE repete o velho refrão: “escola popular e democrática”. E os resultados se traduzem na falência do ensino, na desmoralização da escola pública.

O SINTESE, “democraticamente”, organizou piquetes em São Cristóvão para impedir a entrada nas escolas de técnicos que pretendiam explicar aos professores o projeto do ensino em tempo integral.

O Secretário da Educação professor Jorge Carvalho, tem agoniadamente quase, se empenhado numa maratona de argumentação, reunido professores para com eles debater o projeto, de debates, de entrevistas. Enfim, começou a surgir o espírito da sensatez e racionalidade. Várias escolas aderiram, e assim Sergipe não perderá a rara oportunidade, não ficará sendo, em consequência do SINTESE e da Deputada Ana Lúcia, o único estado a não participar a um programa que todos os demais consideraram positivo. Seriam eles desarrazoados e só o SINTESE e Ana Lúcia portadores da razão?

UM DISCURSO PARA SER LIDO E MEDITADO

Na história das posses no Tribunal de Justiça de Sergipe o discurso do desembargador Cezário Siqueira Neto ao ser empossado ficará como uma peça em que um magistrado transmite sabedoria para quem julga e convicções doutrinárias para quem busca o amparo seguro da lei nas decisões que profere; sendo ainda um exemplo da rara virtude do agradecimento, o que é também demonstração de saber e humildade, naquela visão de que uma não existirá sem a companhia da outra.

O discurso merece publicação pelo Tribunal, para ser distribuído entre os operadores do Direito, entre os estudantes, entre os que cuidam de cidadania, da convivência social, entre os que se preocupam com o aperfeiçoamento da sociedade, também entre os políticos. Seria uma boa salutar e orientadora leitura nesses tempos de tantas expectativas e contradições entre a ética e a feira das vaidades e hipocrisias.

Na Corregedoria fica agora a desembargadora Iolanda Guimarães, que tem especial vocação para acompanhar, advertir e corrigir, sem contaminar-se pela presunção ou empáfia.

Na vice-presidência a experiência sólida e segura do desembargador Rui Pinheiro.

O desembargador Luiz Mendonça terminou o seu mandato muito homenageado pelo forte protagonismo que deu ao Judiciário diante de várias questões prioritárias para Sergipe.

Já o desembargador Ricardo Múcio é agora presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Ele, quando Juiz de Menores fazia coisa inédita até hoje: percorria as ruas durante a noite em uma Kombi, recolhendo menores abandonados.

O COMUNICADOR E A ESCOLA PÚBLICA

Gilmar Carvalho fez o arriscado trajeto do rádio para a TV e conseguiu reeditar, na telinha, o êxito que alcança no rádio. Ele nem disfarça com maquiagem os traços faciais que evidentemente não o ajudam, mas, recorre à mímica propositalmente desconjuntada, e faz do kê-kê-kê, um bordão imitado. Voltou a conquistar um mandato na Assembleia que quase entendeu como impossível, na distante suplência em que ficou. Na derrota eleitoral detectou a ausência do apoio, “olho no olho”, prometido pelo ex-patrão, a quem tanto serviu, dando audiência à rede de emissoras e visibilidade ao acanhado irmão candidato.

Agora, usando do espaço de liberdade que lhe é assegurado no Sistema Atalaia, Gilmar mistura o apelo popularesco do cotidiano sangrento, com o interesse público e bate firme no SINTESE e na colega Ana, segundo ele, algozes dos sonhos acalentados por meninos, como ele foi, pobre, sem conseguirem escapar da decadente escola pública, que, com o regime integral, poderia, agora, começar a realizar os sonhos de todos.

AOS PAIS E COM CARINHO

O ex-vice-governador Benedito Figueiredo e sua esposa a Procuradora de Justiça aposentada Creuza Britto Figueiredo enxugavam as lágrimas um do outro enquanto ouviam, enlevados, o discurso pontilhado de referências carinhosas a eles, do filho, o advogado Alexandre, ao ser empossado na Controladoria do Município de Aracaju. Foi concorridíssimo ato, demonstrando, não só o prestígio dos pais, como, pelo que se via na platéia, o resultado das andanças que Alexandre, construindo uma candidatura à Câmara Federal, tem feito todo fim de semana, pelos caminhos do interior, e do voto.

REVIVENDO O AEROCLUBE

Há um grupo agora com presença atuante nas redes sociais inconformado com o fim abrupto do Aeroclube de Sergipe, que estaria no próximo ano completando 80 anos de existência. O grupo é formado por comandantes, ex-pilotos, e todos os fascinados pelo que ainda existe de aventura na arte de voar.

A iniciativa dos criadores do site Aeroclube, vai ganhando novos adeptos a cada dia.

A CABEÇA RASPADA DE EIKE E O BAILE FUNK

Um dia antes da prisão de Eike Batista a TV mostrava cenas de um baile funk no bairro carioca da Tijuca, no alto do Morro do Turano. Numa imagem emblemática do Brasil desses tempos tão estranhos, todavia chocantemente reais, quase todos os esfuziantes funkeiros exibiam fuzis ou pistolas, a explicitude desafiadora do crime vitorioso.

Rasparam a cabeça de Eike e foram exibí-lo em seguida em uniforme de presidiário, sem nem sequer haver sido condenado, indiciado, ou pronunciado, talvez como prova midiática de que no Brasil acabou a impunidade. Juntam-se, assim, no mesmo cubículo, numa cena demonstrativa da igualdade democrática finalmente construída, os ladrões de galinha, aos assaltantes engravatados dos cofres públicos.

Será mesmo?

O baile funk varou a noite. Com a manhã clareando, os funkeiros, fortemente armados, saíram tranquilos, pelas ruas do morro, e voltaram às suas casas. E os bailes prosseguem.

Diz o economista José Celso Pastore que é preciso desarticular essas empreiteiras nacionais que costumam fazer cartelização, abrindo as portas para as estrangeiras. Isso, exatamente no setor onde mais geramos tecnologias e nos tornamos competitivos. Não eram empresas estrangeiras, transnacionais, aquelas que formaram cartel e superfaturaram preços na construção do metrô sempre inacabado de São Paulo?

Eike foi um bilionário que continuava pobre de espírito. Não fora assim, por que exibir no seu gabinete de trabalho, uma Mac Laren, despretensioso carrinho de cinco milhões de dólares? Mas, ao contrário de tantos ricos poderosos e indiferentes, ele era generoso, um mão aberta quando se tratava de ajudar a hospitais, manter instituições protetoras de crianças, e por aÍ pintou uma outra parte da sua personalidade, que diferia do narcisismo, do qual, talvez, a belíssima Luma, tenha sido  parte importante.

Quem percorrer o norte fluminense, verá o ambiente de desolação da economia estagnada pela desmobilização das obras da Petrobras, dos estaleiros enferrujando, das grandes construtoras impedidas de trabalhar, do impressionante Complexo Portuário Industrial de Açu, em boa parte construído e paralisado, uma das esperanças que tinha Eike de subir os degraus que o levariam a ser o homem mais rico do mundo. Nessa escalada, ele pagou propina a Sérgio Cabral e Eduardo Cunha (qual o grande empresário brasileiro, ou estrangeiro aqui operando, que não pagou propina a político, a gestor público?). Salta a evidência de que muito mais do que raspar cabeças, o que temos é de construir, ao longo do tempo, uma sociedade menos susceptível às tentações do hiper-consumismo que um capitalismo sem freios estimula, por todos os meios e modos. O que temos a fazer é desinfetar com leis e votos o nosso sistema político tão contaminado.

O que temos a fazer é almejar a eficácia na gestão, ao invés de construirmos falsos altares onde nos ajoelhamos aos ídolos dos pés de barro.

Sem desmerecer a personalidade, o caráter, nem ofender à memória do sóbrio e sensato Teori Zavascki, não há como esquecer o constrangimento de constatar como ocorreu a sua morte, a bordo da sofisticada aeronave de um empresário, que não era pior nem melhor do que aquele de quem agora raspam os cabelos, todos, rumo a um fim de semana de delícias na paradisíaca Paraty.

Franquia absolutamente 0800.

Como se sabe, agentes públicos, mais rigorosamente ainda, Ministros da Suprema Corte, devem ser atentos ao valor de presentes recebidos, que não devem ultrapassar o limite do simbólico. Quanto custaria um presenteado fim de semana daqueles, em Paraty?

Somos sempre chamados a relativizar as aparências.

NA MORTE DE DONA MARILZA UM REENCONTRO DO BRASIL

O Brasil sempre vence ódios, intolerâncias e adversidades. Assim como vamos ultrapassar as agonias dessa crise, iremos reencontrar o íntimo daquilo que guarda ainda de generosidade a nossa alma coletiva. Nesse doloroso transe da família Lula, os atos de civilidade e elegância social e política marcaram uma reversão daqueles caminhos de desencontros sinalizados pelos que se colocaram à porta do hospital desejando morte à paciente Marilza Letícia e abusaram dessa estupidez nas redes sociais.

São idênticos, quase, aos que também na porta do Sírio Libanês, sem sequer atentarem para as circunstancias, vaiaram e quase agrediram o presidente Temer que, com o ex-presidente Sarney e vários ministros, chegava para um abraço solidário ao ex-presidente. Fernando Henrique, sobretudo um cidadão civilizado, antecipou-se na solidariedade, um gesto repetido nos parlamentos, gesto saído principalmente do mundo político, que sinaliza como um exemplo para o resto da sociedade ainda derramando a estupidez da baba fervente.

UMA MERA COINCIDÊNCIA?

Citado 34 vezes nas delações da Odebrecht (hoje neste país delator é figura nobre) o ex-governador Moreira Franco que ocupa uma Secretaria importante no governo Temer, foi alçado rapidamente à condição de Ministro de Estado, sem dúvidas, para merecer o foro privilegiado. Houve, no agônico fim do tumultuado governo Dilma, um fato semelhante que causou indignação, protestos, longos editoriais na mídia e a imediata anulação do ato pelo Supremo, por ser considerado uma forma de burlar as ações da Justiça.

E Lula não foi nomeado Ministro. Ou seria tudo apenas uma mera e desimportante coincidência? Mas da forma como se explica agora o Moreira Franco, o “gato angorá” das delações, ele mostra uma cara que despertaria o interesse de qualquer marceneiro.

NO NINHO TUCANO CONDENAR PRIVATIZAÇÃO É QUASE HERESIA

O senador Amorim nem se apercebeu ainda que deixar o PSC, de Feliciano e Bolsonaro para ingressar no PSDB, exige algumas adaptações no discurso. O PSDB de Fernando Henrique, mantem certa fidelidade aos princípios da social-democracia, algo bem distante do furibundo fascismo imanente nos falsos cristãos do PSC.

Outra coisa inadmissível no ninho tucano é não aceitar a privatização, ampla geral e irrestrita.

Amorim ocupou os microfones da rede Ilha, do seu irmão Edivan, para disparar críticas ao governador Jackson Barreto, que estaria ultimando providências para privatizar a DESO, o que, Amorim classificou como traição ao povo sergipano. Um condestável da social democracia, o ex-governador Albano Franco foi informado do que sucedera e quase perdeu a fleugma que sempre o acompanha.

É que ele sentiu-se molestado pelas críticas, por ter no seu governo privatizado a ENERGIPE, aliás, debaixo de críticas semelhantes, às quais fechou ouvidos. Naquela época, prefeito João Augusto Gama fulminou a campanha contra a privatização: “A ENERGIPE só serve mesmo para dar emprego às raparigas dos políticos”.

A cúpula do PSDB advertirá Amorim sobre esse “equívoco” anti-privatista e o proibirá de falar algo semelhante do plenário do Senado. Assim, ele terá um discurso sergipano e outro brasiliense. Às vezes é preciso recorrer às dubiedades convencionais. E aqui, lembramos da obra famosa do argentino José Ingenieros, que escreveu um livro traduzido no Brasil com o título: As Mentiras Convencionais.

Um advogado sergipano presenteou um amigo político com o livro e fez uma dedicatória mais ou menos assim: “Trata-se de leitura indispensável para você, obrigado a mentir muito, sem o conforto de saber que as mentiras que fazem parte inseparável do seu ofício, terão agora a justificativa de serem inevitáveis diante de certas circunstâncias”.

A EXIGÊNCIA DO SENADOR E OS GASTOS DAS PREFEITURAS

Prefeitos de municípios atingidos pela seca não estão nada satisfeitos com o senador Valadares. Gerindo municípios na sua maior parte em estado de emergência, terão de comprar passagens e pagar hospedagem em Brasília. Irão para um encontro com o Ministro Barbalho, da integração nacional. O ministro viria a Aracaju para uma reunião com os prefeitos da qual participariam os senadores e o governador Jackson Barreto.

Valadares exigiu então que o encontro se realizasse na sede local da CODEVASF, empresa agora vista como feudo particular do senador. A reunião estava programada para o palácio e Valadares disse que lá não entrava, enquanto JB fosse governador. Algo desastroso em termos de convívio institucional. O Ministro preferiu cancelar a viagem e marcar encontro em Brasília. Ou seja, a conta do capricho um tanto infantil ou arrogante do senador, recaiu sobre os cofres da prefeitura, agora quase vazios.

O BANESE E O TURISMO

O presidente do BANESE Fernando Motta anunciando uma presença mais forte do banco na área do turismo. Vai agora financiar os pequenos empresários que conseguiram instalar bares e restaurantes na nova Orla de Canindé, recentemente inaugurada e por onde passam nos fins de semana mais de três mil visitantes.

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