Sucessão de erros

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A repetida polêmica entre o governo e a Polícia Militar sobre a segurança do Pré-Caju teria sido evitada se o poder público tivesse se recusado a oferecer quase toda a logística para uma festa particular. Em vez de proteger os foliões no corredor da folia, o governo deveria ter exigido dos organizadores que assumissem a segurança dos brincantes no interior da fuzarca. À Polícia caberia atuar no entorno do Pré-Caju para proteger quem chega e quem sai. Não parece correto, por exemplo, usar recursos públicos para fazer a limpeza da área interna da festa, garantir atendimento de saúde e fiscalizar quem está vendendo esta ou aquela marca de cerveja. Essas e outras despesas deveriam ser da responsabilidade única dos organizadores da prévia, e não bancadas com o dinheiro do contribuinte. Ora, quem vai faturar que arque com os custos. Portanto, o governo sofre todo esse desgaste porque, ao confundir o público com o privado, cometeu uma sucessão de erros.

Fome

Com os salários atrasados, os empregados da empresa Dall cruzaram ontem os braços por tempo indeterminado. Com isso, fica seriamente comprometida a alimentação dos pacientes do Hospital de Urgência de Sergipe e da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes. Os grevistas alegam que a falta de alguns produtos tem impedido a preparação de pratos recomendados para os doentes. Vôte, que miserê!

Triste futebol

É feia a coisa pras bandas do Estanciano, time que retorna este ano à 1ª divisão do futebol sergipano. Ontem, um grupo de jogadores prestou queixa à política contra o presidente do clube, Beto Sergipano. Contaram que, sob ameaças, foram ‘convidados’ a deixar o alojamento dentro de 24h. E olha que tudo isso acontece há poucas horas da estreia do Estanciano no campeonato sergipano. Não se surpreendam se o time não aparecer amanhã em Carmópolis para enfrentar o River Plate.

Usura

Em artigo sobre a importância para Sergipe do empréstimo de R$ 727 milhões, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) bate duro no também senador Eduardo Amorim (PSC). Eis um trecho do artigo: “Aquele seu jeito contemporizador, com a fisionomia do bom mocinho, confundindo aos que não o conhecem como a de um virtuoso padre, cedeu lugar à verdadeira tendência de seu grupo político, a hegemonia a qualquer custo, mesmo que para essa usura o nosso povo venha a pagar um preço sem limites”. Misericórdia!

Reeleição

A Associação Comercial e Empresarial de Sergipe realiza eleição no próximo dia 25 para eleger sua nova diretoria. Candidato à reeleição, o presidente Alexandre Porto está convidando os associados a comparecerem para votação. Ele ressalta que, apesar de apenas uma chapa participar do pleito, o voto é muito importante para o exercício da cidadania e porque há necessidade de alcançar o quórum mínimo.

Pano de fundo

A notícia de que por falta de recursos a Funcaju pode não realizar o tradicional baile de carnaval e ajudar os blocos carnavalescos de Aracaju desagradou a vereadora Lucimara Passos (PC do B). Segundo ela, essa conversa de falta de dinheiro é ‘lorota’ e não passa de um pano de fundo para o prefeito João Alves Filho (DEM) não honrar as promessas de campanha e paralisar algumas ações da administração anterior. Será?

Meu pai pai!

Nada como ter um pai prefeito. Pois é, o jovem Willian Fraga foi contemplado ontem pelo ‘pai pai’ e prefeito de Lagarto, Lila Fraga (PSDB), como o novo secretário-chefe do Gabinete. Ao justificar o ‘mimo’ para o filhote, o tucano disse que o rapaz é um homem de sua confiança. Pois sim!

Seca

Encontrar alternativas para amenizar os efeitos da prolongada estiagem. Com este objetivo, os prefeitos do semi-árido sergipano vão se reunir hoje em Canindé do São Francisco. Anfitrião do encontro, o prefeito Heleno Silva (PR) defende que o Exército aumente o número de caminhões-pipa que abastecem os flagelados. Segundo ele, a burocracia tem sido o principal entrave para a liberação de recursos federais visando socorrer os sertanejos.

Piso

O valor do piso salarial nacional do magistério da educação básica terá reajuste de 7,97%. Com o aumento, o valor passa de R$ 1.451 para R$ 1.567 e já será pago por estados e municípios em fevereiro próximo. O reajuste do piso em 2013 não segue a tendência de aumento dos últimos dois anos, quando foi registrado 22%, em 2012, e 18%, em 2011. O Ministério da Educação explica que o aumento menor é resultado da desaceleração da economia e da queda na arrecadação de receitas.

Do baú político

Durante mais de um século falou-se na necessidade de se dragar a problemática barra do rio Sergipe para permitir a passagem de navios de grande porte. Segundo o jornalista Luiz Eduardo Costa, fazer a dragagem era promessa repetida pelos políticos em todas as campanhas eleitorais. Em 1957, o então governador Leandro Maciel (UDN) trouxe, sob o espocar festivo de foguetes, a draga holandesa Antuérpia. A barra foi dragada e, logo depois, atravessada por um navio de passageiros e carga, também recebido com alarido de festa. Durou pouco a euforia. A barra voltou a ficar assoreada. Com dificuldade, alguns navios com capacidade não superior a cinco mil toneladas continuavam freqüentando o porto de Aracaju. Eram o Capela, barco de passageiros, os cargueiros Brasiluzo e Luzobrasil, e alguns outros. Os navios ancoravam num cais de madeira em Frente ao Trapiche do Lima, na Rua da Frente, entre as ruas de Laranjeiras e São Cristóvão. As cargas chegavam e saíam transportadas em tróleis sobre trilhos que cruzavam a avenida. Bebia-se chope em Aracaju somente no bar do Capela, quando o navio estava no ‘porto’. Em 1964, o Capela fez a sua última viagem.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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