Tiro no pé

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Político de fino trato, o governador licenciado Marcelo Déda (PT) escorregou na fidalguia ao recorrer à internet para dar um ‘pito’ no vice e amigo Jackson Barreto (PMDB), que o substitui, de forma competente, há quase dois meses. Diferente do que pensam alguns aliados do petista, Jackson não é apenas um simples interino esquentando a cadeira do titular durante a viagem deste à Europa. É o governador de fato, responsável em tocar a máquina administrativa até que Déda recupere a saúde. Portanto, Barreto tem amplos poderes para nomear e exonerar auxiliares, autorizar obras e fazer acordos políticos. Do contrário, será visto como uma ‘rainha da Inglaterra’, que reina mais não governa. A twittada do petista foi como um tiro no próprio pé. Se não fosse tão elegante quanto Déda, Jackson teria dado um murro na mesa e gritado: “Ô rapaz, se não pode ajudar, não atrapalhe”.

Bandeira branca

Diferente do que esperavam alguns, principalmente a oposição, o governador Jackson Barreto colocou panos quentes na deselegância de Marcelo Déda (PT). Durante a posse do presidente da Codise, Roberto Bispo – pivô das tuitadas do petista – Jackson disse estar levantando a bandeira branca e fez rasgados elogios ao governador licenciado.

Estão de volta?

Foram muito notadas as presenças dos deputados estaduais Mundinho da Comase e Capitão Samuel – ambos do PSL – na posse do presidente da Codise, Roberto Bispo. À boca miúda, indagava-se na solenidade se eles estariam retornando à base governista. Os dois se mudaram para a oposição desde o ano passado, quando votaram na reeleição da presidente da Assembléia, Angélica Guimarães (PSC).

Latas velhas

A tarifa de ônibus da grande Aracaju volta hoje aos R$ 2,25. Por determinação judicial, as empresas tiveram que abrir mão do reajuste de R$ 0,10 concedido pelo prefeito João Alves Filho (DEM). Também hoje, os empregados da VCA podem cruzar os braços mais uma vez porque até agora não receberam os salários, tíquetes alimentação e as férias de junho passado.

Grana alta

Essa interessa a você que amanheceu de bolsos vazios: a Mega-Sena pode pagar, nesta quarta-feira, o prêmio estimado de R$ 6,5 milhões para quem acertar os seis números do concurso 1.512. Com o valor do prêmio é possível comprar uma frota de 216 carros populares ou 32 casas, no valor de R$ 200 mil cada.

Liderança

De um gaiato numa bodega da zona norte de Aracaju: “Augusto por Augusto, Bezerra (DEM) é muito mais líder do que Gustinho (PSD)”. Quanta maldade!

Saudades

Amanhã fazem dois anos da morte do jornalista Cleomar Brandi. Para lembrar a alegria que sempre o irradiou, os amigos do grande Cléo vão se reunir nesta quinta no restaurante do Camilo, ali na Coroa do Meio, em Aracaju. Sem dúvida, será uma noitada daquelas.

Cachimbo

A harmonia parece ter voltado a reinar entre os irmãos Amorim e o deputado federal André Moura (PSC). Ontem à tarde, o parlamentar recebeu no gabinete dele o dublê de político e empresário Edvan Amorim, que após fumar o cachimbo da paz declarou: “Mais do nunca eu, Eduardo e André estamos unidos, mesmo que isso incomode a muita gente”. Então, tá!

Cobrando

O peemedebista Jorge Alberto disse que gostaria de retomar suas atividades como secretário da Casa Civil do governo de Sergipe, pois sua licença já venceu. Tanto ele quanto o secretário de governo, Francisco Dantas, foram licenciados no primeiro semestre deste ano e substituídos interinamente por Sílvio Santos e Pedro Lopes. Quando será que o governador Jackson Barreto (PMDB) vai atender o desejo do aliado?

Juros menores

Os produtores rurais nordestinos pagarão menos juros nas linhas oficiais de crédito. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) também decidiu ampliar as condições de renegociação da dívida dos camponeses que deixaram de pagar os financiamentos por causa da seca na região. Menos mal, né?

Do baú político

Carioca radicado em São Paulo, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) fez das tripas coração para ingerir os mais diversos pratos da culinária brasileira. Um desses maus bocados foi no sertão de Sergipe. Era 1994, já no último mês da campanha presidencial, quando FHC chegou em Aracaju para visitar alguns municípios interioranos. No último deles, Porto da Folha, a comitiva foi recepcionada com um jantar em que o prato principal era buchada de carneiro. Ao ver aquela grande bola fumegante dentro da panela colocada à mesa, Fernando Henrique arregalou os olhos. Seu espanto mesmo foi quando a dona da casa, toda feliz, partiu a buchada ao meio, revelando os miúdos do animal misturados ao suculento arroz. Primeiro a se servir, o presidenciável botou apenas um pouquinho no prato. Vendo aquilo, Albano Franco insistiu que ele colocasse um pouco mais. “Calma, governador! Tem muita gente, e todos precisam apreciar a buchada”, afirmou um encabulado FHC, tentando disfarçar o nojo. “Não seja por isso, presidente, lá na cozinha ainda tem pra mais de quatro buchadas e aqui quase todo mundo já comeu”, disse a dona da casa, enquanto tascava no prato do convidado ilustre quase a metade da saborosa iguaria nordestina.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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