Tiro no pé

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O empresário Edvan Amorim pode ter dado um tiro no próprio pé ao decidir orientar os apoiadores do irmão e candidato a senador Eduardo Amorim (PSC) a descartar o segundo voto para o Senado, votando naqueles sem chances aparentes. A estratégia visa impedir o crescimento de Albano Franco (PSDB), que aparece em todas as pesquisas como o segundo na preferência do eleitorado. O primeiro risco é a orientação não ser seguida por muitas lideranças, já comprometidas com o tucano, porém o maior de todos tem relação com o sentimento de raiva. Claro que Albano não gostou da atitude de Edvan e vai reagir, aconselhando os aliados a também não votarem em Amorim. Pode sugerir ainda que, em vez de descartar os sufrágios em candidatos sem chances, os amigos votem em Valadares (PSB). Por não almejar, pelo menos aparentemente, disputar o governo em 2014, o tucano agradaria muito ao senador simãodiense, que já declinou o desejo de suceder o futuro governador, e sabe que este também é o projeto dos Amorim. Portanto, nada mais lógico que, à boca miúda, Valadares também oriente o segundo voto para Albano. Para os dois seria o mesmo que juntar a fome com a vontade de comer.

 

Meio abandonado

 

Embora seja do PSDB, o presidenciável José Serra será recepcionado hoje em Sergipe pela turma do DEM. O próprio presidente dos tucanos no Estado, Albano Franco, não vai recebê-lo no aeroporto nem prestigiará os eventos políticos organizados pelos aliados de João Alves Filho. A programação a ser cumprida por Serra em Aracaju e Itabaiana prevê seu desembarque às 14h na capital, participação de uma carreata e depois de uma caminhada. Vai depois para a cidade serrana, onde haverá caminhada e um comício.

 

Banco dos réus

 

Ficou para a próxima quinta-feira o julgamento pelo Tribunal Regional Eleitoral do pedido de cassação do mandato do deputado estadual André Moura (PSC). Antes que o juiz federal Ronnivon Aragão pedisse vistas ao processo, a desembargadora relatora Susana Carvalho votou pela cassação do parlamentar, que é acusado de captação ilícita de recursos na campanha de 2006.

 

Conversa fiada

 

O governador Marcelo Déda (PT) classificou de conversa mole o discurso de seu adversário João Alves Filho (DEM) que a Deso está sucateada. O petista afirmou que ao receber o governo, a estatal não tinha recursos nem para pagar os salários dos empregados. “Recebemos a Deso descapitalizada, sem crédito na praça e, para agravar a situação, estourou logo em abril a Operação Navalha”, frisou. A operação a que se refere o governador visou apurar denúncias de superfaturamento na estatal e resultou na prisão de várias pessoas, inclusive de João Alves Neto, que vem a ser filho do candidato a governador pelo DEM.

 

Minitrios proibidos

 

Os candidatos que contrataram minitrios para divulgar suas campanhas estão com o baita problema nas mãos: o TRE decidiu ontem que o uso desse equipamento fere a legislação eleitoral, que só permite a utilização de trios elétricos para sonorizar comícios, não podendo circular divulgando jingles políticos. Também ficou decidido que quem insistir em colocar os minitrios nas ruas vai ser multado em R$ 1 mil e terá o veículo apreendido. Imagine o prejuízo que a decisão vai causar aos candidatos nessa reta final da campanha!

 

Alô, alô…

 

Como parte das ações do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, a OAB sergipana criou o disk denúncia para receber denúncia de atos que possam caracterizar crimes eleitorais. O cidadão pode ‘dedurar’ o candidato safado pelo telefone 3301-9130 ou pelo e-mail eleicoes2010@oabse.org.br. O telefone ficará à disposição de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

 

Orientando eleitor

 

E o Movimento de Combate à Corrupção vai realizar audiências públicas no interior do Estado para ouvir a população sobre o processo eleitoral. Já estão definidas audiências públicas em Canindé do São Francisco e Estância. A primeira acontecerá nesta sexta-feira, em Canindé.  As audiências serão conduzidas pelo juiz Anselmo Oliveira, ouvidor do TRE com participação efetiva do Movimento de Combate à Corrupção, capitaneado em Sergipe pela OAB.

 

Mais empregos

 

O emprego formal cresceu em Sergipe no mês passado. Segundo o Dieese, no mês passado foram admitidos 9.727 trabalhadores e desligados 6.949, gerando um saldo positivo no de 2.778 postos de trabalho. De janeiro a agosto deste ano o emprego com carteira assinada cresceu +4,84% (em termos relativos), gerando 11.173 novos vínculos (em termos absolutos), sendo que nos últimos 12 meses o crescimento foi de +8,94% (em termos relativos), gerando 20.430 novos vínculos (em termos absolutos).

 

Orientação ao eleitor

 

A página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet oferece aos eleitores serviços que permitem consultar o local de votação; a situação cadastral; ou os caminhos para justificar a ausência no dia da eleição. No tse.jus.br, a primeira opção, logo no canto superior esquerdo, é ‘Serviços ao Eleitor’. Um dos serviços oferecidos é a consulta ao local de votação. Basta preencher o nome completo, a data de nascimento, e o nome da mãe para descobrir aonde se dirigir no dia da votação e em que seção eleitoral está cadastrado.

Do baú político

 

Antes da urna eletrônica, os caciques políticos usavam os mais diversos artifícios para fraudar as eleições. Além da compra de votos, utilizava-se os títulos de eleitores já falecidos. Eram os chamados votos fantasmas, que só foram reduzidos com a chegada da tecnologia. Num passado não muito distante, era comum no interior de Sergipe o ‘voto formiguinha’, que dava ao candidato uma segurança de quase 100% que o sufrágio colocado na urna era dele. Com o eleitor desinformado, semi-analfabeto e dependente do chefe político, a fraude era de fácil aplicação. Primeiro mandava-se um cabo eleitoral votar, mas, em vez de colocar a cédula oficial na urna, esteve a levava consigo para preenchê-la com os nomes dos candidatos desejados. Em seguida, a cédula era entregue ao eleitor ‘emcabrestado’, que ia à seção eleitoral, assinava a ficha de presença, colocava na urna a cédula já marcada e retornava com a outra em branco para ser preenchida e entregue a outro eleitor. Perdia-se apenas o primeiro voto, pois para iniciar o processo precisava-se de uma cédula oficial em branco, porém todos os outros eram garantidos. A depender do número de eleitores aliciados, o ‘voto formiguinha’ alterava consideravelmente o resultado final da eleição.

 

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O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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