Tiros na avenida

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Tiros na avenida

Ninguém fala outra coisa em Sergipe que não seja o brutal atentado contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Luiz Mendonça, e seu motorista, o cabo da Polícia Militar (PM) Jailton Batista Pereira. Os dois foram fuzilados por homens armados quando o carro oficial do Tribunal de Justiça parou no semáforo da avenida Beira Mar. Pela forma afrontosa, essa violência não pode ficar impune, até para não estimular o crime de pistolagem. Assim como comentam o atentado aos quatro cantos, os sergipanos exigem uma ação rápida da Polícia para chegar não apenas aos pistoleiros, mas aos mandantes. É preciso deixar claro que a sociedade sergipana não se assusta com aqueles que se escondem na covardia da tocaia.

Nota triste

Não bastasse o atentado em si, que assombrou o Estado, a demora do SAMU para chegar ao local indignou a todos. Quem chegou logo na avenida entrou em desespero com o gravíssimo estado do cabo Jailton Batista, alvejado na cabeça, e pela demora do socorro. Foram de pouca valia os telefonemas dados para o SAMU, que só chegou quando a vítima já havia sido transportada, no banco traseiro de um Gol da Polícia Militar, para o Hospital João Alves Filho, do outro lado da cidade. E olha que são dois SAMU’s, um municipal e outro estadual. Lastimável!

PF no caso

A Polícia Federal entrou na investigação do atentado contra o presidente atentado contra o desembargador Luiz Mendonça. Segundo a PF, a apuração do caso foi um pedido direto do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto. Além disso, toda a Polícia Civil foi mobilizada para tentar chegar aos pistoleiros e mandantes do crime.

A culpa é de Lula

A Operação Navalha, aquela que andou prendendo gente em Sergipe, foi culpa do presidente Lula. Quem disse isso foi o candidato a governador João Alves Filho (DEM). Entrevistado pela TV Sergipe, ele revelou que a operação não passou de uma represália do presidente por sua liderança na luta contra a transposição das águas do rio São Francisco. “Não fiz nada de errado”, jurou.

Maré morta

Vocês viram aquele candidato a deputado que chegou no horário eleitoral gratuito e disse que está desempregado? Até parece que ele quer se eleger para garantir um bom salário na Assembléia. Mas pelo menos ele falou a verdade. A senadora Maria do Carmo (DEM) reapareceu na televisão pedindo votos para o marido. No mais, o primeiro dia do programa para os candidatos ao Senado e à Assembléia foi de apresentações. A coisa só deve esquentar mesmo daqui a uns 10 dias, quando aumenta a audiência do horário. Aí, como diz Jessier Quirino, vão ser três promessas por minuto.

Palestra na CDL

Convidada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Sergipe (FCDL) e pela CDL/Aracaju, a secretária estadual do Planejamento, Lúcia Falcón, fará palestra hoje sobre os resultados do Projeto “Desenvolver Sergipe”. A conversa da secretária com os empresários sergipanos está marcada para as 12h na sede da CDL, na rua Santa Luzia, em Aracaju, e faz parte do programa “Conversando com o Lojista”, que debate temas do interesse da classe empresarial.

Edvan Moto-Serra

O empresário José Edivan Amorim foi condenado em Alagoas por crime ambiental. Acusado de desmatar 295 hectares de mata atlântica, entre os municípios alagoanos de Porto Real do Colégio e São Brás, Amorim terá que cumprir pena de quatro anos e oito meses de detenção. Contra Edvan, pesou o agravante de o crime ter sido praticado em terras indígenas, fonte de sobrevivência da tribo Kariri-Xocó. A denúncia, acatada pelo juiz federal Rosmar Rodrigues, é do Ministério Público Federal em Alagoas.

Até que enfim

Os aposentados da Prefeitura de Aracaju agora têm direito aos serviços médico-odontológicos do Ipessaúde. Antes tarde do que nunca. É uma medida louvável, pois quando chega-se à idade, é que mais se precisa de assistência médica. Ao anunciar o benefício, o prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) disse que as bases financeiras do contrato firmado com o Instituto receberam o apoio dos servidores municipais.

Menos escândalos

É cada vez maior o número de pessoas que defendem o financiamento público das campanhas eleitorais. Hoje, muitas empresas gastam com os candidatos interessados em tirar proveito depois da eleição. Para se ter uma idéia, 25% dos empresários que ajudam as campanhas políticas são oriundos da construção civil, setor que sempre teve forte envolvimento com o poder público. Não é por acaso que, vez por outra, estouram escândalos nas várias esferas do governo envolvendo construtoras.

Do baú político

Força política quem tinha mesmo era o ex-deputado estadual Chico de Miguel, falecido ano passado. Nas eleições municipais de 1970 ele elegeu quem quis em Itabaiana. Preso em 1969, na Penitenciária de Aracaju, Chico foi preterido pelo seu partido, a Arena, de participar da escolha do candidato a prefeito de sua cidade. Faltando poucos dias para a eleição, mandou chamar José Carlos Teixeira ao presídio e pediu que registrasse uma candidatura do PMDB em Itabaiana. A princípio, José Carlos achou que não daria certo, mas, diante da insistência do cacique político, candidatou Filadelfo Araújo, um pessedista de 70 anos. “Era um homem bom, mas pesado politicamente, não gostava da turma da UDN e estava com 70 anos, mas aceitei assim mesmo”. O ex-deputado mandou pelos filhos bilhetes aos itabainenses e elegeu Filafelfo. Detalhe: também elegeu sete vereadores da Arena, porque, segundo dizia, não gostava de nenhum dos candidatos do MDB.

Resumo dos jornais

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