Tomba um Jequetibá

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A morte do jornalista e historiador Luiz Antônio Barreto representa uma lacuna imensurável para a cultura sergipana. Em meio à dor da grande perda, contudo, resta um alento: como um frondoso Jequetibá, este ilustre lagartense passou a vida espalhando sementes aladas, que germinaram e vão continuar dando sombra e flores a quem se alimenta da história cultural, política e econômica de Sergipe. Portanto, apesar de prantearmos a perda física, há o consolo de saber que, assim como o grande Jequetibá cresce à procura do sol pleno durante séculos, Luiz Antônio continuará vivo através de sua frondosa copa de textos bem fundamentados e claros tal qual água límpida para matar a sede daqueles que, como ele, aprenderam a remexer no passado antes de escrever sobre o presente. Que a terra lhe seja leve, amigo.

Sem prévia

O PSB não fará mais prévia para escolher o pré-candidato a prefeito de Aracaju. Como o deputado estadual Adelson Barreto se recusou a participar da disputa interna, o partido definiu apresentar o deputado federal Valadares Filho como seu postulante à candidatura majoritária. Barreto desistiu de participar da prévia porque, segundo diz, o senador Antonio Carlos Valadares havia prometido que o pré-candidato seria aquele que aparecesse melhor nas pesquisas. A promessa não foi cumprida.

Licitação

O prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) concede entrevista coletiva hoje pela manhã para explicar o processo de licitação do transporte coletivo de Aracaju, que será deflagrado este ano. Ontem ele se reuniu com os colegas Fábio Henrique (Socorro) e Gilson dos Anjos (Barra dos Coqueiros) para explicar que a licitação prevê a integração do sistema de transporte coletivo entre os três municípios.

Imagem negativa

Sergipe voltou a aparecer negativamente. O Jornal Nacional da rede Globo mostrou ontem a Via crucis das grávidas sergipanas para conseguir um lugar onde parir. As maternidades vivem super lotadas e os médicos reclamam que falta material pra cortar, pra romper a bolsa da gestante. Uma tragédia!

Mais cara

A partir do próximo domingo a energia elétrica consumida pelos sergipanos estará mais cara. A Agência Nacional de Energia autorizou um reajuste de 5,93% na tarifa cobrada pela Energisa. Para baixa tensão, o aumento médio será de 5,12%, e para alta tensão, de 7,14%. É por isso que muita gente no interior do estado tem preferido o velho e fumacento lampião de gás.

Prepare o bolso

Os preços dos combustíveis devem ser reajustados a qualquer momento. Ao admitir o aumento, a presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse que o patamar do preço internacional do petróleo está mais alto do que em anos anteriores. Prevendo o reajuste, os postos de combustíveis de Aracaju acabaram com as promoções, o que significa que por aqui já se paga mais caro para abastecer o calhambeque.

Fique rico

Um conselho para quem anda por aí com os bolsos vazios: faça uma fezinha hoje na Mega-Sena, que vai pagar a ninharia de R$ 23 milhões a quem acertar sozinho as seis dezenas sorteadas. A bolada permite ao felizardo uma renda superior R$ 126 mil por mês se a “grana” for aplicada na poupança. O dinheiro também é suficiente para montar uma frota de 920 carros populares ou ainda para comprar 115 casas no valor de R$ 200 mil cada. E aí, tá nessa?

Senhor Supremo

Brasília receberá amanhã um grande número de sergipanos, que vão prestigiar a posse do ministro Carlos Ayres de Britto na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). O mandato na presidência do STF é de dois anos, mas Britto só vai ficar no cargo até novembro, quando se aposenta por completar 70 anos de idade. Seu substituto será o ministro Joaquim Barbosa.

Banco dos réus

O deputado estadual Venâncio Fonseca (PP) promete processar civil e criminalmente o reitor da Universidade Tiradentes, Joubert Uchôa. O parlamentar ficou tiririca da vida porque o professor disse que ele quer ganhar notoriedade em cima da UNIT para retornar ao poder e ganhar muito dinheiro. Os dois estão encrespados desde que Fonseca denunciou a Universidade de ter se apossado de um terreno da Prefeitura de Aracaju para construir um estacionamento particular.

Do baú político

Quando visitou Sergipe em 1860, o imperador Dom Pedro II não levou a melhor impressão de Aracaju, que tinha apenas cinco anos como capital da Província e era desprovida de infraestrutura. Já Maruim o deixou encantado pela pujança de sua economia, forjada na cana-de-açúcar. Em seu diário de viagem, Dom Pedro escreveu que naquele município “todas as ruas estavam calçadas e limpas, e as casas pintadas ou caiadas”. Diferente da capital, Maruim possuía no século XIX negociantes portugueses, italianos, alemães, ingleses e, até mesmo, três paraguaios. Além disso, existiam na cidade consulados da Alemanha, Suíça, França, África Inglesa, Inglaterra, Noruega, Itália, Áustria e Portugal. Diferentemente, em Aracaju faltava quase tudo, a ponto de o imperador ter registrado em seu diário de viagem a “meia sola” feita pelas autoridades para agradá-lo: “Agora é que botaram terra sobre o areial das ruas: não contavam com a chuva de hoje”.

(Fontes: Professor Denio Santos Azevedo, do Núcleo de Turismo da Universidade Federal de Sergipe, e Sharyse Piroupo do Amaral, doutora em História pela Universidade Federal da Bahia)

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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