Um ano difícil para a classe médica

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     Estamos às vésperas de encerrar mais um ano.  Aliás, 2013 passou com velocidade espantosa. As 24 horas do dia foram poucas para tantas atividades, no âmbito das entidades médicas locais e nacionais. No entanto, não foi um bom ano para a classe médica, tomada pelo governo  petista como mazela de todos os  problemas na área da saúde pública brasileira.
    Com o pretexto de que médicos brasileiros não querem trabalhar nas comunidades mais remotas, sem ao menos discutir suas causas, o Ministério da Saúde “importou” médicos estrangeiros, principalmente de Cuba, mediante a intermediação da Organização Pan-Americana da Saúde – Opas – pagando-lhes bolsas de estudo, em clara afronta aos dispositivos legais que regem o trabalhismo brasileiro (e olhe que é um governo  de partido tido como dos trabalhadores!), passando por cima de leis que exijem a revalidação dos diplomas de médicos formados no exterior, como solução de curto prazo e objetivos claramente eleitoreiros, além para dar uma mãozinha ao combalido “gobierno do hermano cubano”. E eles chegaram aos montes, praticando uma medicina  precarizada, encobertos por uma operação  de marketing e propaganda nunca antes vista na história deste país.
    E com se não bastasse, a lei que regulamenta o exercício da Medicina, aprovada por unanimidade após longos anos de debates, pelo Congresso Nacional, foi totalmente descaracterizado pelos vetos da presidente Dilma Rousseff.
    No entanto, nem tudo foi desastroso A última audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal mostrou as graves distorções do Programa “Mais Médicos” e agora caberá ao órgão, em 2014, julgar a sua legalidade.  Através das redes sociais, principalmente do facebook, os médicos mostraram sua indignação e denunciaram todos os desmandos no SUS, com ampla repercussão.  O Cremese elegeu e empossou uma nova diretoria,  com promessa de maior participação nas questões que envolvem o exercício profissional. O Sindimed também se manteve atuante, mesmo passando por dilema ético crucial com a posição adotada pela CUT em defesa do “Mais Médicos”. Restou à entidade pedir sua desfiliação.
    Sergipe recebeu o Congresso Brasileiro de  Anestesiologia, com quase três mil participantes e se deu bem, apesar do inoperante governo estadual  que fez de tudo para atrapalhar a festa. A nossa cardiologia brilhou nacionalmente. Comemoramos os centenários de nascimento de Lucilo da Costa Pinto, Roosevelt Menezes, Clóvis Conceição e Maria do Céu Santos Pereira, médicos ilustres, e realizamos a Noite dos Pediatras, reverenciando profissionais  que construíram a medicina sergipana. Não foi pouco!
     Em 2014 acontecerão eleições para as diretorias da Sociedade Médica (Somese) do Sindicato dos Médicos (Sindimed,  Associação Médica Brasileira (AMB)  e para escolha do nosso representante oficial junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM). Que os médicos sergipanos se mobilizem para participar ativamente desse processo, prestigiando, assim, suas entidades representativas. Seremos fortes com entidades médicas fortes.
    Com a esperança que o Natal tenha sido de paz e congraçamento,  desejamos aos colegas e amigos e, principalmente, aos nossos leitores,  um venturoso Ano Novo. Que venha 2014!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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