Um Poema Para o Rio de Janeiro

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Rio de Janeiro. Ladeiras, becos, botecos e gente para falar. Conversa fiada. Fim de tarde. O nó desatado, o paletó jogado e a cerveja no bar.

Rio de Janeiro. Trânsito, buzinas, fechadas e uma batida. Ao lado uma morena desfila e nos faz esquecer o caos nosso de todo dia.

Rio de Janeiro. Por do sol em Ipanema. Vista Chinesa. Arpoador. Calçadão de Copacabana e a garota molhada de sal em pura sensualidade em seu alto astral de adolescente achando tudo muito natural.

Rio de Janeiro. Vendedor ambulante. Ônibus lotado. Cascadura, Madureira, Pavuna e Andaraí. Pagode, macumba e pastel do Chinês.

Rio de Janeiro. Arlindo. Zeca e Jorge. O Santo Guerreiro a nos proteger da inveja e do mal. Salve Jorge !! Padroeiro, protetor Rio de Janeiro. Sempre te amei. E hoje faço da saudade um quadro enquanto admiro de longe tuas curvas como o menino a contemplar os seios nus da vizinha descuidada

Rio de Janeiro. Não voltarei para você porque nunca te deixei. E onde for levo comigo as ruas, as ladeiras, os becos, o papo no bar, a paquera na praia, o pastel do chinês,o por do sol no posto 9, o ônibus lotado, o pagode às 5 da manhã, os shows do Cazuza no Circo Voador e a sua ingênua malandragem.

Rio de Janeiro. Me perdi no primeiro momento em que tentei decifrar-te.

Rio de Janeiro Meu Purgatório. Meu Paraíso. Minha casa e Meus Amigos.

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