Vá ser feliz e depois me conte!

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Felicidade é questão de vocação e pronto. Algumas pessoas são tristes por natureza. Freud explica e até complica. Você só depende de sua aptidão para não se deixar viver infeliz. Motivos não nos falta: IPVA que aumentou (só pode ter carro quem pode pagar), a escola do filho que subiu horrores e o que fazer? Deixar a criança sem estudar, seria uma opção. Se as coisas continuarem assim, esta será a única opção, inclusive. Um bilhão de motivos para chorar, né? Se brasileiro só sabe o que é felicidade em fevereiro, por que não ampliar este elixir de alegria para os meses restantes? Tão fácil e dói menos (será que é fácil mesmo?).
Tenho um amigo que vive feliz. Se ele tem um problema com a namorada vê o lado bom da coisa, procura o ângulo bonito da confusão. Me disse até que uma pequena separação de fim de semana resolve questões cruciais num namoro. Claro que eu morro de inveja dele, por ter conquistando tamanha felicidade de viver. Às vezes quero até bater na cara dele e já desejei que ele descobrisse que a namorada já deu pra uns dois amigos nossos. Será que assim ele deixaria de ser feliz por alguns segundos? Sei lá, tenho minhas dúvidas.
A verdade é que a felicidade, segundo o Budismo, é uma conquista diária. É a percepção da atual situação, de acordo com a coisa em si. Explico: se seu problema é real, existe e não tem como negar é aconselhável que você pense nele de forma multiangular, buscando soluções ou adequações para tal situação. Mas agora se a coisa ainda não aconteceu, são suspeitas e vai ser preciso esperar o resultado. Tenha calma, prepare uma dose de Jack Daniel’s com Coca-Cola e gelo, ligue para aquele amigo vadio e saia para viver o presente, nas paqueras da vida. A noite aracajuana está lotada de opções, nem sempre boas, admito.
Só é feliz quem consegue se conectar com o agora. Mas não pense que é fácil, pois culturalmente fomos programados para pensar no futuro ou pior: morar no passado. Eu já escolhi ser triste, deprê-de-morrer de pena de mim, mas não deu certo. Ninguém tem paciência pra gente infeliz. Atualmente venho escolhendo o botão do “foda-se” e posso afirmar que tenho alcançando certo sucesso, mas não é simples. E quem disse que viver consciente da vida é um exercício para os fracos?!
É punk, às vezes, eu sei. Tem dias que não consigo também e quando penso o quanto é duro admitir as fraquezas, descubro que posso ser forte por entender que ainda estou no caminho do aprendizado. Ser feliz é saber que não sabemos de nada. Correr atrás do conhecimento, do próprio conhecimento (pelo menos isso), é a maior felicidade que pode existir na vida.

Neste momento, estou super-feliz por ter retornado com esta coluna na Infonet, depois de dois anos e meio afastado. Amanhã também posso ficar puto com o pedreiro que está reformando meu quarto (pode-se ser feliz no meio de uma reforma no apartamento?) e odiar o mundo, mas sei que tudo passa. Até as grandes reformas um dia acabam ou você acaba antes morrendo de um colapso nervoso.

Eu continuo caminhando em todas as direções.  Vai lá e depois me escreve contando como você tem dado seus passos. Tortos ou não, estes são seus. Caminhe!

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