Velho, mas criminoso

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Em Sergipe quem comete alguma irregularidade, desvio de recursos, crime do chamado colarinho branco e até mesmo assassinatos, conta quase sempre com uma testemunha de defesa: o esquecimento. Os criminosos contam com a morosidade do sistema judicial brasileiro para chegarem nas datas dos seus julgamentos e, através dos seus advogados, pousarem de bons moços, doentes e à beira da morte.

É lamentável ouvir em algumas emissoras de rádio, e ler em alguns jornais, a defesa que é feita para Antônio Francisco (não dá para chamar de ex-deputado), acusado de ter mandado assassinar o deputado Joaldo Barbosa em janeiro de 2003, do qual era primeiro suplente na coligação. Agora, tentam passar para a opinião pública que Antônio Francisco é mais uma vitima do sistema e foi incluído na quadrilha por ser apenas o principal beneficiado. Desta forma querem livrá-lo da sentença judicial e fazer com que o filho dele, de mesmo nome, seja condenado por apenas alguns anos.

Voltando ao ano de 2002, Antonio Francisco foi candidato a deputado estadual e foi alvo de diversas notícias na imprensa por conta da dubiedade política dele naquele momento. É porque o partido dele, o PL, apoiava a candidatura de José Eduardo, mas como ele não aceitava, em vários municípios, como Salgado e Itaporanga, ele ia para os comícios de Francisco Rollemberg e até mesmo de João Alves, mas ficava embaixo do palanque, circulando na multidão. Depois da eleição, ficando como primeiro suplente, ele resolveu que tinha que assumir um mandato e por isso, os deputados Mardoqueu, Adelson Barreto e Joaldo Barbosa foram escolhidos para perderem suas vidas. Os dois primeiros escaparam de algumas emboscadas e sobrou para Joaldo, o frio assassinato.

 

Ontem, uma liminar suspendeu o julgamento de Antonio Francisco e do filho, que seria julgado hoje. A defesa alega que não teve tempo de ler os autos e preparar os argumentos técnicos já que assumiu o caso no último dia 5 de maio. Os advogados fazem a parte dele, de defender o réu até o fim. Cabe a nós da imprensa, formadores de opinião, alertar a sociedade sergipana para não cair na armadilha do velho, do doente que está no final da vida. Afinal, crime é crime, em qualquer idade, ou seja, pelas provas apresentadas pelo Ministério Público, Antônio Francisco, além de velho, é criminoso e por isso tem que pagar pelo crime, não em casa, em prisão domiciliar, mas na cadeia. (Foto César de Oliveira).

 

Vice I

Em rápida entrevista ontem no programa Cidade Alerta, da rádio Atalaia comandado pelo radialista George Magalhães, o ex-governador Albano Franco disse que não tem nada definido sobre a coligação com o PSDB. “Ninguém é mais democrata do que eu, ouvindo todas as bases”, explicou. Albano negou que o advogado Pedro Barreto seja o candidato a vice-governador na chapa de João Alves Filho.

 

Vice II

E tem tucano ironizado a citação do nome de Pedro Barreto para vice. Lembra entre outras coisas, que ele é hoje assessor técnico especial do governo estadual e não consultou o partido para assumir o cargo. O tucano disse que na próxima reunião da cúpula do partido se alguém lançar o nome de Pedro Barreto ele vai sugerir o nome de Marcelo Arcanjo, que é presidente de outro partido, mas é leal e fiel a Albano Franco, sempre apoiando os candidatos tucanos, sem titubear.

 

Vice III

Já na chapa encabeçada por Marcelo Deda, o PSB conseguiu a adesão do PL no pleito de lançar o nome do deputado Belivaldo Chagas como candidato a vice. Ontem, no programa de Gilmar Carvalho, o deputado Heleno Silva, anunciou o apoio à candidatura de Chagas.

 

Calma I

Cada pessoa possui um estilo próprio para enfrentar as diversas situações que se apresentam no dia-a-dia. É a isso que dão o nome de natureza. Ao cobrar pressa de Albano Franco (PSDB), o ex-prefeito Marcelo Deda (PT) parece desconhecer a natureza do ex-governador de Sergipe, principalmente quando o assunto é política e muito mais quando o momento é delicado como o atual e exige de toda a classe política três aspectos extremamente importantes que são: paciência, paciência e paciência.

 

Calma II

Ao tomar conhecimento de que o ex-prefeito  Deda estava cobrando pressa de Albano Franco um ex-vereador depois de muita risada questionou se Deda já estava esquecido do que fez com Jidenal, Nilza, Motinha e Sérgio Góis que ficaram até o último momento esperando pelo petista para fechar a ata da convenção em 2004 enquanto o ex-prefeito jogava a decisão para o último minuto. O próprio Deda somente renunciou ao mandato para cuidar de sucessão por imposição do calendário eleitoral, porque antes disso quando qualquer aliado tentava discutir sucessão, ele simplesmente dizia que estava muito cedo para tratar desse assunto. Portanto é preciso muita calma nessa hora, até porque pressa nunca foi uma ferramenta muito utilizada por Albano.

 

 

Fome Dez

Um assessor palaciano que estava acostumado à tranqüilidade do mundo financeiro aproveitou a companhia de alguns amigos que lhe auxiliavam no consumo de um bom whisky para revelar que a barra está pesada no Palácio de Veraneio, onde dois ou três dias da semana ele tem que assumir a responsabilidade de providenciar almoço para cerca de 1.000 jovens, que são convidados para almoçar e ouvir as palestras do governador. O assessor revelou que como a palestra é muito empolgante, os jovens ficam entusiasmados e com o organismo estimulado e dessa forma não tem comida que abasteça as criancinhas.

 

PSB

O PSB realizará no próximo domingo, na sede da Aease, ao lado do Parque da Sementeira, o Encontro Estadual do partido onde serão apresentados os pré-candidatos para a eleição deste ano. Além disso, as lideranças do partido definirão que seguirão ao lado da candidatura de Marcelo Deda ao governo estadual.

 

Caixa Dois

Quem ligou o rádio no programa “Fala Sergipe” na última segunda-feira, ficou sem acreditar que era a voz do senador Almeida Lima (PMDB) que estava se oferecendo para ser o autor da distribuição dos panfletos com reprodução da revista Veja que publicou matéria denunciando os contratos artísticos realizados na despedida do prefeito Marcelo Deda (PT). Um morador do bairro São Conrado fez a seguinte revelação: “Se o senador quer distribuir panfletos, deve ser falta do que fazer no Congresso, o único perigo é que o senador estava solicitando que alguém lhe enviasse o dinheiro da despesa e é aí que mora o perigo!”.

 

Baretamícios

Um membro influente da oposição afirmou taxativamente que o “Programa do Bareta” faz parte da agenda oficial do governador, revelou que o “Programa” foi contratado extra-oficialmente, não porque o governador goste de fusca e muito menos de chocolate, mas para burlar a proibição na realização de showmícios. Se a informação for verdadeira vai dar muita dor de cabeça ao TRE, porque setores da oposição já escalaram câmeras e gravadores para acompanhar de perto a animação da turma do João.

 

PDT

De um leitor atento ontem, através de e-mail: “E não é que o grande João Fontes, em entrevista  no programa de Gilmar Carvalho, descartou qualquer possibilidade de coligação com o PT e o PSDB. Quanto ao PT, nada a declarar, pois todos sabem o quanto João Fontes é “querido” na agremiação. Mas e quanto ao PSDB, o que foram fazer seus mensageiros em reunião recente com o PSDB? E é bom lembrar que os mensageiros disseram que estavam lá com o apoio de João Fontes. Mas será que foram lá só para dizer que não queriam nada com o PSDB? Ou foram só para um cafezinho? Esse é João Fontes. Parece torcedor fanático que quer um craque no seu time, mas quando não consegue o craque se torna um perna de pau! Interessante é que hoje ele já falou na possibilidade de não ser candidato. Será que feitas as contas, os números ficaram distantes de uma reeleição?”.

 

Obrigado

De segunda-feira até hoje foram dezenas de e-mails e telefonemas parabenizando pela coluna. O leitor que acompanha este jornalista desde a extinta Gazeta de Sergipe, passando pelo Jornal do Dia já percebeu que o estilo não mudou. A mudança foi lá. O espaço está aberto para o leitor, através de criticas e sugestões.

 

Frase do Dia

“…um crime não pode criar direitos, não pode gerar conseqüências legais a favor do seu agente contra as suas vítimas.” Rui Barbosa.

 

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