Vices fora do jogo

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Vices fora do jogo

As duas principais campanhas para governador de Sergipe não estão fazendo uso dos candidatos a vice no horário eleitoral gratuito. Pelo menos como deveriam. Nilson Lima (PPS) e Jackson Barreto (PMDB) não aparecem na televisão para explicar porque suas chapas são as melhores para administrar o Estado. Na campanha passada, quando foi candidato a deputado federal, Jackson teve grande participação no horário eleitoral para criticar João Alves Filho (DEM). Foi mais participativo do que o candidato a vice de então Belivaldo Chagas (PSB). Qual o motivo agora de sua ausência? Talvez a coordenação da campanha de Marcelo Déda (PT) ache que suas afiadas acusações não estão sendo necessárias. No caso de Milson Lima, sua ausência na ‘telinha’ leva a suspeitar que os marqueteiros estão querendo preservá-lo, além de evitar que uma possível afirmação sua sobre as finanças estaduais, leve os governistas e lembrá-lo ter sido ele o primeiro a dizer que João Alves Filho deixou o Estado quebrado e sem certidões negativas para captar recursos externos. Será?

Agenda comum

Os candidatos a cargos eletivos têm uma agenda comum nesta terça-feira: o desfile de 7 de Setembro na avenida Barão de Maruim e as praias. É a hora de medir forças, vê se ainda dar para continuar tocando a candidatura. Palco ideal para o corpo a corpo, a parada militar e estudantil também oferece o ‘Grito dos Excluídos’. As praias fecham a agenda dos candidatos, principalmente dos majoritários, que não podem perder tempo na reta final da campanha. Haja fôlego!

Conte outra 

O candidato a governador João Alves Filho (DEM) só faltou dizer aos empresários do comércio que é amigo da presidenciável Dilma Rousseff (PT). Seu problema, segundo disse, é com o presidente Lula (PT) por causa de sua luta contra a transposição do Rio São Francisco. O demista disse ainda, no Café com Negócios promovido pela Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), que “tenho muita intimidade” com o PMDB. Pelo visto, até ele não acredita mais na eleição de José Serra (PSDB).

Faturando bem

O Iate Clube de Aracaju encontrou uma forma de ganhar dinheiro limpo na campanha eleitoral: alugar o grande salão que possui para os partidos e candidatos promoverem eventos. Somente a semana passada, foram realizados quatro grandes atos políticos, que renderam um bom dinheirinho para o Clube. E por que todos preferem o Iate? Pela sua localização, espaço para abrigar a militância e o preço do aluguel. Taí um exemplo a ser seguido.

Hora da chegada

Com a campanha para o Senado completamente aberta, os principais candidatos preparam-se para a reta final. O eleitorado espera para se decidir nos últimos dias do embate, principalmente aqueles que só gostam de votar em quem vai ganhar. Embora Antônio Carlos Valadares (PSB) permaneça na liderança da disputa, tanto Albano Franco (PSDB) quanto Eduardo Amorim (PSC) têm chances de conseguir a 2ª vaga. Além disso, a depender da reta final, os dois também podem chegar à frente do hoje líder Valadares. Aliás, as grandes apostas estão focando a ‘briga’ para o Senado.

No batente

Depois de uma forte gripe que o deixou fora de combate alguns dias, o candidato a senador Antônio Leite (PV) já está de volta ao batente. Passou o final de semana fazendo corpo a corpo em Aracaju e no interior do Estado. O verde não esconde a alegria com a boa receptividade do eleitor à sua campanha e diz que as próximas pesquisas já deverão mostrar que a sua candidatura evoluiu muito depois que ele criou a Caravana Verde. Vamos aguardar os números.

Com empresários

O candidato a reeleição Marcelo Déda (PT) fará palestra no próximo dia 17 para os empresários do comércio sergipano. Será no Café com Negócios organizado pela Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese). Sexta-feira passada, a entidade recebeu João Alves Filho (DEM) para o Café, tendo o demista apresentado suas propostas para governar Sergipe pela quarta vez.

Fazendo contas

Faltando menos de um mês para as eleições, os populares começaram a fazer contas sobre os prováveis eleitos. Uns dizem que a oposição só elege cinco deputados estaduais e nenhum federal. Também acham muito difícil a eleição de José Carlos Machado (DEM) para o Senado. Quando avaliam as chances governistas, os eleitores preferem enumerar quais candidatos serão mais votados para a Câmara Federal e a Assembléia Legislativa. Sobre o Senado, ninguém arrisca nada, por achar que a disputa está totalmente aberta.

Batendo chapa

Antes do pleito de 3 de outubro, os torcedores da Associação Desportiva Confiança vão às urnas escolher o novo presidente. Concorrem ao cargo Luiz Roberto Dantas e Jorge Luiz. Quem ganhar vai ter muito trabalho para sanear financeiramente o ‘Dragão’ e conseguir montar um time competitivo, sem aqueles ‘biriteiros’ que só fazem afastar a torcida dos estádios. Não será uma tarefa fácil.

Do baú político

Política é como jogo: quem entra tem chance de vitória. Mesmo que remota, mas tem. O amigo Roberto Leite lembra de uma situação dessas. Foi em 1982, quando ele trabalhava no escritório da Deso, em Itabaiana. O radialista Djalma Lobo (PDS) candidatou-se a deputado estadual, mas ninguém apostava um centavo furado em sua eleição. Sem dinheiro, Djalma instalou duas bocas de alto-falante no teto de um fusca velho para divulgar a candidatura. Nesse meio-tempo, o ex-governador Augusto Franco (PDS), candidato a deputado federal, pediu o apoio de Chico de Miguel, mas este não pode atendê-lo porque já havia se comprometido com o advogado Gilton Garcia (PDS). Augusto Franco não gostou da recusa e decidiu mostrar força ao líder político interiorano. Mandou chamar Djalma Lobo que, no dia seguinte à conversa, chegou na cidade montado numa possante Veraneio, munida de um potente serviço de som. A partir daí, a candidatura dele só cresceu. O radialista foi o segundo mais votado (19.764), perdendo apenas para o empresário Walter Franco (29.342). O ex-governador também elegeu Albano Franco para o Senado (247.255) e foi o campeão de votos (102.006), mesmo sem o apoio de Chico de Miguel que, apesar da eleição de Gilton (27.550), teve que engolir em seco o fato de o filho José Teles de Mendonça (PDS) ter sido eleito para a Assembléia com 16.854 votos, bem menos do que os quase 20 mil sufrágios de Djalma Lobo.

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