A PAIXÃO DE CRISTO

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(The Passion of Christ). EUA, 2003. Direção de Mel Gibson. Roteiro de Gibson e Benedict Fitzgerald. Produção de Gibson, Bruce Davey e Steve McEveety. Direção de Fotografia: Caleb Deschanel. Desenho de Produção: Francesco Frigeri. Música de John Debney. Cia. Produtoras: Icon Productions e Newmarket Films. Distr. no Brasil: 20th Century Fox. 126m, 14 anos. Elenco: Jim Caviezel, Maya Morgenstern, Mônica Belucci, Rosalinda Celantano, Mattia Sbraglia, Hristo Naumov Shopov, Claudia Gerini, Luca Lionello.

Gênero – Drama Histórico.

Sinopse – As últimas 12 horas da vida de Jesus Cristo, baseados em fatos narrados no Novo Testamento e nos livros de Mateus, Marcos e Lucas. O julgamento de Cristo por Pôncio Pilatos e a crucificação do Senhor ganham nova interpretação, que muitos julgam anti-semita.

Apreciação – Um fantástico sucesso de público na América – quase 150 milhões de dólares em três semanas de exibição. E uma enorme polêmica: há quem acuse o filme de anti-semita e de explorar a pornografia da violência para mostrar a realidade do sofrimento e da morte de Cristo. Falado em aramaico e latim arcaico (o diretor quis obter o clima da época), o filme não é uma experiência de se ver, justamente pelo grau de violência. Enquanto o Vaticano dava a sua aprovação ao filme, entidades judaicas estão radicalmente contra o filme, pois ele volta a apontar o dedo aos judeus como insufladores pela morte do Cristo. No mundo inteiro, a polêmica do filme de Gibson o está beneficiando deixando mais dólares nas bilheterias do que o esperado. O filme custou 25 milhões de dólares e foi rodado em Roma. Não há grandes nomes no elenco, mas a expressão de Jim Caviezel, como Jesus Cristo, tem conquistado as platéias. Já vai longe o tempo em que a inocência de “Vida, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo” conquistava platéias de todos os dias nos anos 50 e 60, durante a Semana Santa. Depois de “A Última Tentação de Cristo”, em 1988, a tendência do cinema, é ver os episódios bíblicos com muito mais realismo.

Fique de Olho – Na fotografia do mestre Caleb Deschanel. O seu trabalho é de primeiríssima qualidade.

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