400 famílias do MST são despejadas

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400 famílias lembraram que precisam de terra (Fotos: Portal Infonet)
Na manhã desta sexta-feira, 8, cerca de 400 famílias que estavam abrigadas no acampamento Artur Bispo do Rosário receberam a ordem de despejo. De acordo com o dirigente estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), José Roberto da Silva, apesar de ser uma decisão da Justiça Municipal de Japaratuba, a área que o grupo está ocupando não é uma propriedade particular. “Essas terras pertencem à União, mas vamos cumprir a ordem judicial e continuar lutando para que essas famílias tenham direito a suas terras”, diz.

O acampamento que fica no Km 23 ás margens da BR 101, município de Japaratuba, corresponde a uma área de cerca de 600 hectares. Segundo as famílias, no local parte da terra que fica na frente dos barracos é utilizada para plantação de feijão, hortaliças, milho e macaxeira. O dirigente do MST disse que o mandado de desapropriação será cumprido pelas famílias, que não irão resistir a ordem judicial, mas

Após manifestação os Sem-Terra tomaram o lado aposto da rodovia
espera que o poder público seja sensível às necessidades do movimento.

“Essas pessoas estão aqui porque precisam. Esperamos que elas possam ter direito a sua terra para que todos possam plantar e se manter do seu trabalho”, enfatiza José Roberto.

Apesar do efetivo de 250 policiais, entre agentes rodoviários federais e militares, o clima foi tranquilo durante a desocupação. Por volta das 11h da manhã as famílias começaram a preparar a terra do lado aposto da rodovia para armar as tendas onde vão ficar abrigadas.

 

 

“O efetivo é somente para dar tranquilidade ao oficial de Justiça e manter a segurança das pessoas, porque estamos às margens de uma rodovia, o que é perigoso para essas famílias fazerem essa travessia. Afinal são adultos e crianças”, reconhece o Comandante do Batalhão de Choque, coronel Adolfo.

Por Kátia Susanna

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