“Acorda Aracaju”: Cinco pessoas continuam presas

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Coletiva de imprensa aconteceu na sede o QCG (Foto: Portal Infonet)

Trinta e uma pessoas identificadas como vândalos na 2ª Edição do “Acorda Aracaju”, foram encaminhadas para a 2ª Delegacia Metropolitana e quatro pessoas para a Delegacia Plantonista na noite desta terça-feira, 25. Dessas, cinco permanecem presas por crime inafiançável contra o Patrimônio Público.

A informação foi dada na manhã desta quarta-feira, 26 pelo coordenador do Grupo de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar de Sergipe, coronel Luis Fernando Almeida, pelo comandante do Policiamento da Capital, tenente-coronel Jackson Nascimento, pelo assessor de Comunicação Social do Comando da Polícia Militar de Sergipe, major Paulo Paiva e do assessor de Comunicação Social da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, o jornalista Lucas Rosário.

Coronel Luis Fernando: "Nós tivemos que agir"

De acordo com o coronel Luis Fernando, a Polícia Militar buscou usar a força de contenção nas primeiras manifestações de violência porta da Prefeitura de Aracaju, sem usar armas não letais contra os manifestantes.  “Ali foi contornado o problema com o Batalhão de Choque à frente da PMA, preservando a integridade das pessoas e da guarda, cessando o ataque ao patrimônio público. Uma ação naquele momento com bombas de gás lacrimogênio, poderia causar maiores problemas”, ressalta.

O coordenador do Grupo de Gerenciamento de Crises da PMSE disse que no Terminal do DIA, a vida das pessoas foi colocada em risco. “Lá no DIA, eles extrapolaram, começaram a transgredir a lei e queimaram um ônibus, colocando em risco a vida das pessoas. Nós tivemos que agir. As pessoas devem ser processadas e responder pelo dano ao Patrimônio Público. Cinco pessoas foram presas e permanecerão presas até que haja uma decisão judicial para a soltura”, enfatiza Luis Fernando.

Marcelo Oliveira (Fotos: Ascom SSP/SE)

Ele acrescentou que os vândalos foram filmados pelo Serviço de Inteligência que estava no local. “E pelos próprios manifestantes contrários a esse tipo de baderna e de vandalismo. Nós tínhamos uma tropa convencional embaixo do viaduto e os manifestantes atiraram pedras. Essa tropa se conteve e aguardou a chegada da tropa de choque, para que pudesse avançar com segurança, porque senão só restaria fazer o uso de arma letal, e não poderia ser feito contra a população”, entende.

Ação

Ainda sobre a ação policial no Acorda Aracaju, o coronel Luis Fernando afirmou:

Edvânio Santos

“Nós ontem presenciamos uma ação pontual da polícia rápida e eficaz, simplesmente para cessar aquele crime, prender os transgressores da lei e restabelecer a ordem, sem violência e sem excessos. Vamos ter outra reunião aqui no QCG. Convidamos os líderes que estão à frente da marcha para que possamos fazer uma avaliação conjunta e traçar meios para que na cooperação conjunta possa ter resultados mais pacíficos, mais tranqüilos. Devemos resguardar as pessoas de bem e agir contra os que queiram transgredir a lei”, acredita.

Continuam presos na 2ª Delegacia Metropolitana, Reinaldo dos Santos, 26, Edvânio Santana Albuquerqu, 19 e Adenilton Santiago Filho, 30, pelo crime de incêndio qualificado, previsto no artigo 250 do Código Penal Brasileiro.Marcelo Oliveira Barreto, 25 e Allan Santos Pereira, 18 foram presos por dano ao Patrimônio [depredação do ônibus]. A polícia apreendeu dois adolescentes envolvidos na depredação contra o ônibus que foi incendiado no DIA.

Reinaldo Santos

Adenilton Santiago

Alan Santos

 

O tenente-coronel Jackson Nascimento pediu na coletiva, o apoio a população para que denuncie os vândalos. “As pessoas de bem devem se afastar quando verificarem atos de vandalismo, para que a gente possa agir e denunciar qualquer tipo de baderna ou depredação do patrimônio público, ligando para o 190 ou 181”, alerta.

Coronel Jackson contou também que um dos integrantes do Movimento Não Pago pediu dez minutos para controlar a situação no Terminal do DIA. "Eu respondi que dava 15 minutos. Foi quando ele levou uma pedrada nas costas e completou que perderam o controle e estavam saindo, pedindo que agissemos", afirma.

Por Aldaci de Souza

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