“Acorda Aracaju”: manifestantes organizam preparativos

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Chuva não deteu os manifestantes na preparação dos cartazes (Fotos: Portal Infonet)

Além das reivindicações pelo transporte público, manifestação soma pautas nacionais

Máscara de Guy Fawkes, do filme V de Vingança, é um dos símbolos das manifestações 

Na corrente dos protestos que vem trazendo milhares de pessoas às ruas em diversas cidades brasileiras, representantes do Movimento Não Pago e adeptos mais recentes da causa se organizam para o ato ‘Acorda Aracaju’, que ocorrerá no próximo dia 20. Na tarde desta terça-feira, 18, o grupo se reuniu em frente ao Teatro Tobias Barreto e promoveu uma oficina de cartazes para o protesto, que já conta com mais de 12 mil presenças confirmadas nas redes sociais.

O coordenador de comunicação do Movimento Não Pago, Flávio Marcel, afirma que a adesão de grande parcela da sociedade aracajuana às reivindicações é bem-vinda. “Para nós, que desde 2011 lutamos pela dignidade do transporte público, é uma vitória ver a expansão da causa. Ainda não sabemos quantos entre esses 12 mil de fato estarão presentes, mas sabemos que a população está insatisfeita e que a juventude vai para a rua”, diz.

Ultrapassando as reivindicações relativas ao transporte coletivo, outras pautas serão apontadas durante o ato, a exemplo dos investimentos do Governo Federal para realização da Copa do Mundo de 2014 e a precariedade dos sistemas públicos de saúde e educação. “O Brasil está reivindicando seus direitos fundamentais, e em Aracaju vamos viver um dos maiores protestos já ocorridos na história de Sergipe”, expõe Flávio.

Acorda Aracaju

Definida em reunião do Movimento Não Pago no último dia 16, a concentração para o ato ocorrerá na praça Fausto Cardoso, a partir das 16h, com saída marcada para às 17h. Por todo o Brasil, pelo menos 50 manifestações semelhantes estão agendadas para esta semana. Nos estados de Pernambuco e Paraíba, os gestores anunciaram a redução do preço da tarifa de ônibus dois dias antes dos protestos.

Na capital sergipana, o foco principal do ato é pressionar o poder judiciário para o julgamento da ação movida pelo Movimento Não Pago, que solicita a anulação do aumento de R$ 0,20 na tarifa, além de prever uma redução futura para R$ 1,92. O ato busca ainda se solidarizar com os manifestantes de todo o país. Na página do ato no Facebook, o intuito de promover um protesto de caráter pacífico é destacado pela organização.

Por Nayara Arêdes e Verlane Estácio

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