Adema monitora área do São Francisco que pode estar afetada por óleo

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Técnicos da Adema fazem monitoramento em áreas vulneráveis (Foto: Adema)

O rio São Francisco pode estar sendo afetado pela substância oleosa, disseminada no litoral da região Nordeste. A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) recebeu informações, através de mensagem de áudio enviadas pela população ribeirinha por aplicativos de smartphones, informando que a comunidade presenciou manchas de óleo às margens do rio São Francisco, nos municípios de Brejo Grande e Pacatuba. Boias já foram colocadas para impedir que a substância avance para rios.

A possível presença de manchas de óleo no rio São Francisco trouxe uma outra preocupação aos órgãos ambientais. Conforme informações do diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, oito técnicos já estão na região fazendo o monitoramento, mas ainda não enviaram relatório sobre as atividades, que estão sendo realizadas na região.

Segundo Gilvan Dias, nas praias sergipanas já foram encontrados animais marinhos mortos, entre aves e tartarugas. Os restos mortais desses animais estão sendo avaliados por especialistas para identificar o grau de contaminação da substância oleosa que ainda está presente em toda região Nordeste, entre os estados do Maranhão e a Bahia.

Nessa faixa litorânea, já foram recolhidos cerca de 100 toneladas da substância oleosa. A origem da substância e as circunstâncias do derramamento do produto nas praias da região Nordeste estão sendo investigadas pela Polícia Federal. Nesta terça-feira, 8, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou classificando o episódio como um ato criminoso.

Por Cassia Santana, com informações da Agência Brasil

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