Adema vistoria 41 alvos em Sergipe durante operação contra o desmatamento

Força-tarefa coordenada pelo Ministério Público reúne forças policiais e órgãos ambientais em fiscalizações de combate ao desmatamento ilegal

(Foto: Verônica Moura)

Ao longo desta semana, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) fiscalizou 41 alvos em propriedades com áreas desmatadas de forma irregular, sem autorização de supressão de vegetação, durante a Operação Caatinga Resiste realizada em nove municípios sergipanos. A ação também resultou na apreensão de 18 aves silvestres e no flagrante de extração ilegal de areia.

Segundo a Adema, a operação ocorre desde o último dia 9 e conta com a atuação conjunta da Companhia Independente de Polícia Ambiental (CIPAm), do Batalhão de Polícia de Caatinga (BPCaatinga) e do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (Gaeco/MPSE).

Ainda de acordo com o órgão ambiental, as propriedades fiscalizadas estão localizadas nos municípios de Tobias Barreto, Simão Dias, Pinhão, Riachão do Dantas, Itabaianinha, Lagarto, Porto da Folha, Gararu e Canindé de São Francisco. Conforme informou o gerente de Fiscalização da Adema, Aloizio Franca, todos os alvos destacados para o órgão foram vistoriados.

“Ainda não temos a dimensão exata da quantidade da área que foi desmatada, mas há indícios de que todos os alvos eram verdadeiros, então houve desmatamento em todos eles. Também foi feita a apreensão de 18 aves silvestres com o apoio da CIPAm e um flagrante de extração ilegal de areia. Os proprietários foram identificados e a polícia fez um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e todo o procedimento policial”, disse.

A Operação Caatinga Resiste é uma ação nacional e integrada, coordenada pelos Ministérios Públicos, órgãos ambientais fiscalizadores e forças policiais dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Minas Gerais. A atuação conjunta fortalece o trabalho de monitoramento e amplia a capacidade de resposta dos órgãos envolvidos, tendo como objetivo intensificar a fiscalização ambiental voltada ao enfrentamento do desmatamento ilegal no bioma Caatinga.

Etapas

A bióloga da Adema, Aline Borba, integrou uma das equipes de fiscalização que participaram da operação e informou as próximas etapas após a atividade de campo. “A gente fez um levantamento das áreas que foram desmatadas e após esse processo verificaremos o tamanho das áreas, emitir autos de infração para os casos em que ela for constatada, além de autos de notificação para a recuperação dessas áreas”, afirma.

Carla Zoaid, analista ambiental do MPSE, disse que os alvos são pré-selecionados antes da operação começar, com base em análises de território e prioridade. “A gente faz a análise desses dados e envia para os demais MPs envolvidos, que articulam com os órgãos de fiscalização ambiental de cada estado e forças policiais para que a operação aconteça. Fazemos uma pré-análise nesses alertas, onde estão, se são prioritários para a fiscalização, além de uma série de outros critérios técnicos”, conclui.

Segundo a Adema, a Operação Caatinga Resiste segue com ações programadas até o próximo dia 19 de março. Até lá, o órgão atuará na construção de relatórios que serão entregues ao Ministério Público do Estado, com a identificação das áreas e de tudo que foi visto, buscando coibir práticas ilegais e promover maior conscientização sobre a importância da preservação do bioma e do uso sustentável dos recursos naturais.

Com informações da Adema

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