Advogado de médica diz que vai processar Gol e Youtube

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O advogado Emanuel Cacho diz exibição é criminosa(Foto: Arquivo Infonet)
Na tarde desta sexta-feira, 6, o Portal Infonet tentou um contato com a médica Ana Flávia Pinto Silva, acusada de racismo, mas foi informado pelo marido, que a mesma estava muito abalada e que por orientação médica não poderia atender a nossa equipe. No entanto, o advogado da médica Emanuel Cacho concedeu entrevista e declarou que irá processar a empresa aérea Gol e o Youtube.  

“Estamos aguardando o inquérito policial para que a doutora Georlize possa apreender o vídeo original. Já analisamos as imagens e verificamos que foi feita dentro do ckeck-in por um funcionário da Gol e vamos processar todos aqueles que tenham violado o seu direito de imagem, inclui o funcionário da Gol, a empresa e o Youtube”, afirma. 

A gravação das imagens e a exibição do vídeo no Youtube são consideradas um crime pelo advogado da médica que deixa claro a posição jurídica que irá tomar. “A passageira teve a sua imagem divulgada de forma danosa e sem autorização. Esse vídeo deixou de ser uma divulgação para se tornar criminoso, porque a forma como está mexendo com a opinião pública deixou de ser  apurada para ser caluniosa, tanto que o Youtube tira e as pessoas colocam”, frisa Cacho.

Saúde


De acordo com o advogado de Ana Flávia a saúde da passageira piorou bastante com a grande repercussão da opinião pública. “A saúde dela está horrível, Ana Flávia está em tratamento e por orientação médica está se preservando, porque o que estão fazendo com ela é uma perversidade. Esses comentários, onde as pessoas pretendem analisar e julgar o sentimento dela, são perversos.  Isso não é permitido”, argumentou Emanuel.

Sobre o pedido de desculpas divulgado em nota pública, ele destacou que a advogada fez o que tinha que ser feito. “No primeiro momento ela tomou consciência, pediu desculpas, reconheceu o problema e viu que houve um exagero na sua atitude, mas o que estão fazendo com essa passageira é um crime”, ressaltou Emanuel Cacho salientando que Ana Flávia estava no aeroporto como passageira e não como médica e que não gostou da forma como foi tratada e por isso reagiu.

Repercussão

O caso teve repercusão nacional
Questionado sobre a grande repercussão do fato, o advogado afirma que existe um oportunismo por parte de algumas pessoas. “Existe um preconceito retraído das pessoas que deve ser analisado, pois estão sendo covardes e oportunistas emitindo opiniões caluniosas contra a passageira Ana Flávia. Estão simplesmente colocando todas as deficiências da sociedade nela”, disse.

A data para o depoimento de Ana Flávia Pinto Silva ainda não foi marcado. O depoimento de Diego José Gonzaga, a suposta vítima de racismo, aconteceria na última quinta-feira, 5, mas foi adiado e não há data para acontecer.

Por Kátia Susanna

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