Advogado quer adiamento das eleições da OAB

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O advogado Nilton Vieira Lima vai protocolar, na direção da OAB,  possivelmente ainda hoje requerimento solicitando o adiamento das eleições marcadas para o dia 15, próxima sexta, seja qual for o resultado da decisão do Tribunal Federal da 5ª Região. Segundo Nilton, é imperiosa a necessidade deste adiamento para que todos os candidatos tenham tempo para refazer suas campanhas, além de cristalinidade nas regras e segurança jurídica de validade das novas eleições, devendo a direção local da OAB emitir novas regras para uma boa e eficaz escolha do desembargador representante dos advogados, pois, entende ele, a classe e sua direção devem dar agora um bom exemplo, extirpando qualquer possibilidade de que fatos parecidos com os ocorridos em 7 de dezembro de 2007 voltem a acontecer. 

Nilton vai solicitar ainda que a OAB/SE faça uma ampla campanha de mobilização, pois, alega que, como não há penalidade para a ausência dos advogados neste tipo de eleição, que se dispense os quoruns antes estabelecido, se coloque urnas no interior – pois recebeu protestos de advogados de Estância que afirmam sentirem-se como eleitores de cabresto se forem transportados para Aracaju – a entrega a cada candidato de um CD com todos os endereços dos advogados como estabelece Provimento do Conselho Federal, suspensão da proibição do uso da Internet para apresentação das propostas e pedido de votos dos candidatos, que a Presidência solicite ao Tribunal de Justiça a suspensão das audiências no dia das eleição, que promova um debate público entre todos os candidatos na sede da OAB, a ser transmitido pelas emissoras de rádio e de televisão que o queiram e, se insistirem no quorum, que se estabeleça um desconto de 10% no valor da anuidade de 2008, para os advogados que comparecerem para votar.

Todos devem comparecer

Nilton entende que todos os advogados devem comparecer para votar, até os que queiram protestar, pois entende que o voto é o melhor meio de fazê-lo, votando no candidato que entenda ser o melhor, mais livre de compromissos, que melhor represente a classe, aquele advogado das lides forenses, isento de acertos políticos ou de grupos, enfim o advogado que conhece os meandros da advocacia, o sofrimento e os percalços da profissão.

E
le lembra um episódio do antigo MDB que, em 1970, fez campanha nacional de voto nulo como protesto contra a ditadura, e sofreu fragorosa derrota da Arena, o partido do regime militar e, quatro anos depois, fazendo uma belíssima campanha de cidadania, fez a maioria dos senadores em todo o país, sendo aí o início da derrocada do governo dos generais. Afirma que, para consolidar este objetivo, há a necessidade de somação de esforços, de luta diária  para que todos os advogados e advogadas se mobilizem em direção a esta meta. “Se nos unirmos intensamente e tivermos como fundamento basilar esta idéia, seremos fortes e invencíveis e aí construiremos a nossa vitória”, assevera.

Unidade

“Já fizemos isto no passado – em plena ditadura – e deu certo, vencemos a prepotência e a arrogância”, diz Nilton Vieira Lima e acrescenta: “Iniciei o trabalho sozinho e, logo após, dezenas de advogados e advogadas somaram-se a nós e a chapa “Advogados Independentes”, e logo após “Diretas Já”, foram vitoriosas e possibilitou nossa entidade avançar em muitas conquistas importantes e não podemos deixar que agora haja um retrocesso.

Em prol da nossa unidade vamos evitar que se repita o péssimo recente passado e, juntos, vamos renunciar às nossas vaidades, soberbas e dediquemo-nos como um sacerdócio vamos pedir que os advogados que compareçam maciçamente e votem integralmente em nossas propostas e idéias, sufragando o nosso nome e nos daqueles que a nós venham se somar para a nossa vitória”.

“O advogado não pode se considerar derrotado nem depois de uma sentença contrária, até porque há um recurso, quanto mais antecipadamente, sua alma é de lutar, de busca do direito para fazer justiça. Façamos então primeiro em favor da classe para que tenhamos um desembargador provindo de sua livre, soberana e altaneira escolha”, finalizou ele.

Por Ivan Valença

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