Advogado sergipano é alvo da operação ‘Mercado das Armas’ da PF

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A PF esteve na residência de um advogado sergipano (Foto: Repórter Máagna Santana)

A Polícia Federal em Sergipe cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência de um advogado sergipano que foi alvo da operação Mercado das Armas, deflagrada na manhã desta quarta-feira, 29.

Por se tratar de uma operação envolvendo um membro da advocacia, a Ordem dos Advogados de Sergipe (OAB/SE) foi acionada pela Polícia Federal para acompanhar o caso.

Ao ser procurado pela equipe de jornalismo da Infonet, o presidente da OAB Sergipe, Inácio Krauss de Menezes, informou que Ordem fez todo o acompanhamento do caso durante o cumprimento do mandado, atendendo o artigo 7, Inciso IV do Estatuto da Advocacia na sua parte final. “Por se tratar de advogado, a OAB acompanhou a operação garantindo a prerrogativa de acompanhamento dessa operação na casa do advogado. Foi um mandado de busca e apreensão sob o argumento de que havia tráfico internacional de armas e munições, por isso que foi feita essa busca e apreensão no apartamento do advogado”, informa.

Após o cumprimento dos mandados, como a Operação não está ligada ao exercício da advocacia, o advogado deverá fazer a própria defesa ou contratar um outro colega para fazer o acompanhamento da sua defesa.

Relembre

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 29, a Operação Mercado das Armas contra suspeitos de integrarem grupo especializado na prática do crime de tráfico internacional de armas de fogo e acessórios.

Durante as investigações a Polícia Federal identificou a atuação de suspeitos nos estados do Paraná, Minas Gerais e São Paulo, que atuavam em associação na importação, transporte e remessa de armas de fogo e acessórios, que teriam como destino estados brasileiros.

Foram realizadas apreensões de armas de fogo e acessórios, escondidos dentro de equipamentos, como rádios, climatizadores e panelas elétricas, que eram remetidos e transportados pelos Correios e por transportadoras privadas. Tais objetos eram importados do Paraguai pelos investigados e contavam com o auxílio de atravessadores paraguaios para trazê-los ao Brasil.

por Aisla Vasconcelos

 

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