Agentes da Fundação Renascer paralisam trabalhos contra terceirização

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Agentes se manifestam em frente à USIP e CENAM. (Foto: Portal Infonet)Agentes socioeducativos lotados na Fundação Renascer paralisaram as atividades nesta sexta-feira, 11, e se manifestaram em frente ao Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) e da Unidade de Internação Provisória (Usip), duas das principais unidades do sistema socioeducativo do estado. O ato tem por objetivo denunciar a falta de estrutura, as terceirizações do serviço de agente, além das constantes realizações de Processo Seletivo Simplificado (PSS) em vez de concursos públicos.

O presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Socioeducativo (Sindasse), Clichardson Hipólito, ressaltou que os números do sistema são positivos, mas que mascaram uma realidade de terceirizações desenfreadas. “Eles terceirizaram e efetuaram o que lutávamos há muito tempo que era o aumento de efetivo por meio de concurso público e não por meio de terceirização irregular como está sendo feita nessa gestão”, destacou o sindicalista.

Segundo Hipólito, a falta de estrutura está exposta à população, principalmente diante dos últimos fatos que envolveram tentativas de fugas em unidades socioeducativas e que culminaram em agentes feridos. “Como noticiamos semana passada e todos vimos, é um retrocesso no quesito segurança do sistema”, argumenta.

Fundação Renascer

O diretor operacional da Fundação Renascer, Carlos Viana, respondeu às críticas afirmando que a gestão está sempre a disposição para discuti-las, mas questionou as pautas do sindicato. “Os agentes comandavam totalmente as unidades e sempre havia rebeliões e fugas, agora que estamos há três anos sem registros e acontece um fato que ainda nem foi apurado, como a culpa é da terceirização?”, abordou o diretor.

Segundo ele, o grupo de agentes que estão se manifestando são “um pequeno grupo” com o objetivo de fazer política tumultuando a gestão da fundação. “Existe um pequeno grupo de pessoas que querem tumultuar a gestão, usando da dificuldade econômica do estado para fazer política, sem ter responsabilidade com os fatos. Se formos olhar hoje nas unidades, uma maior parte dos agentes está trabalhando normalmente”, completou.

por Daniel Rezende

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