Agentes do presídio do Compajaf temem a perda do emprego

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Os membros do Sintradispen se reuniram na tarde desta terça-feira (Fotos: Portal Infonet)

O contrato entre a empresa Reviver, responsável pelo Complexo Penitenciárop Advogado Jacinto Filho (Compajaf), e a Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc) está chegando ao fim. Os membros do Sindicato dos Agentes Privados Penitenciários (Sintradispen/SE) criticaram a postura dos agentes penitenciários da Secretaria de Justiça, que defendem a realização de um concurso público para adquirir pessoal para o trabalho.

Os agentes da Sejuc defendem também que, até a realização desse concurso, os agentes que trabalham no Compajaf, sejam realocados para o Presídio de Areia Branca.

De acordo com o presidente do Sintradispen, Antônio Luiz, existe grande apreensão por parte dos trabalhadores do Compajaf acerca da decisão. “Estamos muito apreensivos. São 210 famílias, 210 trabalhadores, que há seis anos estão nesse complexo penitenciário”, disse.

Antônio Luiz, presidente, e Valmir Araújo, diretor jurídico do sindicato

O Sintradispen criticou a postura do Sindipen, que prestou entrevista ao Portal Infonet no último dia 23. O diretor jurídico do Sintradispen, Valmir Araújo, fala que a unidade prisional em que os agentes atuam é de excelência e que a economia que será feita pelo Estado com o rompimento do contrato com a Reviver não vale a pena. “Eles (Sindipen) chegam a dizer que o Compajaf pode ser subsidiado com 400 mil reais. A conversa do Sindipen é no intuito de macular, ludibriar, tentar enganar, é fantasiosa”, disse.

“Haveria sim, se a reviver sair da administração da congestão de santa Maria, uma economia para os cofres públicos, Mas esse dinheiro economizado seria revestido em sobrecarga de horários de plantão, isso é notório”, completou o diretor do Sintradispen.

Os agentes privados deixaram claro que não são a favor da realocação até a realização do concurso público. “Aquela unidade prisional é a única que se pode dizer que é de segurança máxima em Sergipe, ela é de excelência. O que estamos querendo dizer é que não há motivos para acabar com esse serviço que é tão bem feito”, falou o presidente Antônio Luiz.

Por Helena Sader e Kátia Susanna

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