Agentes penitenciários retomarão os trabalhos

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Os agentes

Os agentes prisionais retomarão os trabalhos a partir desta sexta-feira, 18, após liminar deferida pelo desembargador Cezário Siqueira Neto determinando a ilegalidade da greve. A ordem judicial também determina que o estado de Sergipe apresente proposta concreta sobre os pleitos do sindicato, no prazo de 15 dias.

De acordo com a nota publicada pelo sindicato, a categoria que está insatisfeita em virtude das diversas reuniões ocorridas com o Governo de Sergipe, mas sem evolução concreta no atendimento às reivindicações, mostrava-se disposta à continuação do movimento grevista ainda que fosse decretada a ilegalidade da greve. No entanto, por entender que a sentença proferida pelo desembargador favorece os agentes, a categoria resolveu retomar as suas atividades.

Em conversa com o Portal Infonet, o vice-presidente do Sindpen, Marcelo Soares, afirmou que a categoria soube da decisão, através da imprensa, mas ainda não recebeu a notificação oficial. A categoria se reunirá em assembleia na noite desta quinta-feira, 17, para detalhar os resultados das negociações e avaliar os próximos passos do movimento.

Com o fim da greve, mais de 400 agentes voltarão ao trabalho nesse feriadão, deixando o funcionamento das unidades prisionais normalizado, inclusive com apoio da Polícia Militar. As visitas, tanto íntima quanto a geral, ocorrerão normalmente.

Segundo o secretário de Estado da Justiça, Walter Lima, a decisão reconhece que a greve foi ilegal e o governo continuará com as negociações. "O judiciário apenas corroborou aquilo que já tinha sido definido pelo Governo do Estado, no sentido de colocar em discussão dentro da Comissão Paritária para, em tempo razoável, propor à categoria algo viável para os cofres públicos e que trouxesse benefício aos funcionários".

Greve

A categoria entrou em greve no último dia 11 para reivindicar a isonomia salarial e o plano de carreira.  No dia 14, Governo e Sindicato participaram de reunião na qual, o governador Jackson Barreto assinou o Decreto das Comissões Paritárias que inclui, além dos agentes, as categorias do Magistério e da Polícia Civil, para analisar os pleitos dos servidores e as possibilidades do governo.

Com informações da ASN

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