AlmavivA: motivo de intoxicação ainda é desconhecida

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Funcionários da Alma Viva passaram mal ao inalar gás tóxico, na manhã desta quarta-feira (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)

Ainda não se sabe o motivo para o vazamento de gás que causou intoxicação nos funcionários da AlmavivA, em Aracaju. Mas segundo informações da assessoria de imprensa da empresa, o Corpo de Bombeiros apurou que o incidente não aconteceu nas imediações da empresa.

O incidente ocorreu na manhã desta quarta-feira, 13, onde funcionários da empresa sofreram uma intoxicação ao inalar gás supostamente tóxico. Os funcionários que passaram mal no local foram encaminhados para unidades médicas. Alguns já receberam alta médica e outros ainda permanecem internados.

De acordo com uma nota oficial enviada pela assessoria, a empresa declarou que sofreu conseqüências a partir do possível vazamento de gás. Mas a empresa afirma que o Corpo de Bombeiros apurou que a origem do vazamento foi externa à AlmavivA, o incidente não teria sido originário das instalações ou atividades da empresa.

“Como vítimas, acionamos o Corpo de Bombeiros que está realizando as apurações necessárias. Da mesma forma nosso corpo de segurança e prevenção de acidentes tomou as medidas necessárias para orientar e garantir a sanidade dos nossos empregados”, explicou a empresa por nota.

A equipe do Portal Infonet tentou contato com a assessoria do Corpo de Bombeiros, mas não obtivemos êxito. A informação passada por um integrante da Corporação, foi de que apenas a assessoria de imprensa pode fornecer os dados, sendo que só estarão em funcionamento novamente no período da manhã até as 13h.

Situação das vítimas

De acordo a assessoria de comunicação da Fundação Hospitalar de Saúde, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi responsável pelo atendimento das vítimas, sendo que parte delas foi encaminhada para a urgência da Clínica São Camilo. A equipe de Portal Infonet compareceu à São Camilo e conseguiu contato com duas das vítimas, que ainda estavam internadas no local.

Layanne Oliveira Gonçalves, de 20 anos, contou que mesmo depois de receber medicação, ainda sente muitas dores no peito. “Depois que tudo aconteceu, eu sentia a garganta queimando, os olhos ardendo, e eu não parava de tossir. Mesmo depois de tomar o remédio, ainda estou sentindo uma fraqueza, uma dor no pulmão toda vez que vou tossir”, disse a funcionária da empresa.

A irmã que acompanhava outra vítima chamou a atenção em relação aos atestados médicos que serão dados aos funcionários intoxicados. “Eles (empresa) só deram atestado médico para hoje. E amanhã, se eles continuarem assim? Não tem condições. Tem funcionários, incluindo minha irmã, que ainda não estão bem para voltar a trabalhar”, disse Leidejane Santana Lima, irmã da vítima Lucilene Santana Lima, de 23 anos.

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